Afinal de que se fala quando se fala de identidade digital? O conceito aplicado a nível individual e institucional

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Entrevista de emprego. Pergunta incontornável:

Qual é a sua identidade digital? É que na nossa pesquisa não encontrámos nada sobre si. Afinal o que sabe fazer? 

Esta provocação introdutória serve apenas para nos centrarmos naquilo que interessa, quando falamos de identidade digital.

Não! Não é o número de posts que tem nas redes sociais, nem o número de seguidores. Não.

É o testemunho daquilo que sabe fazer profissionalmente, independentemente da sua área. Se não vejamos:

É professor? Qual o blogue ou página web que administra e onde disponibiliza conteúdos para os seus alunos e partilha documentos de interesse e reflexões pessoais sobre assuntos que lhe interessam e que contribuem para se manter atualizado?

É Jornalista? Escritor? Advogado? Arquivista? Bibliotecário? Político? Ativista?

O que partilha e como partilha na rede ajuda-o a construír a sua reputação ou a da entidade que integra.

E a sua rede profissional que públicos alcança? É disto que se fala quando se fala de identidade digital.

Por isso é que, numa entrevista de emprego, os recrutadores se interessam, cada vez mais, pela identidade digital (presença online), pois na resposta está quem somos profissionalmente, como nos atualizamos e como nos relacionamos com os outros.

Em suma, somos a reputação que construímos.

Retomemos a definição proposta por Jorge Borges (2018) para a identidade digital de uma biblioteca escolar para que se adeque a qualquer entidade, individual ou institucional:

Conjunto de canais (plataformas digitais) geridos e atualizados regularmente para, de forma interessada e organizada, criar, partilhar e atribuir valor a uma multiplicidade de informação, conteúdos, recursos e, eventualmente serviços, na comunidade que serve, favorecendo a aprendizagem ao longo da vida .

 

Vamos decompor a definição nos quatro eixos que a integram.

 

1. Canais

Blogue, página web, página no Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Youtube, Linkedin, Slideshare, Anchor…

Cada uma destas plataformas serve para disponiblizar conteúdos e recursos variados, em multiformatos, de forma regular.

 

2. Partilha

As plataformas utliizadas devem alimentar-se umas às outras, de forma estruturada, para chegar a um público mais amplo. A melhor forma de o fazer é criar um repositório (por exemplo na Box ou na Dropbox) onde se alojam conteúdos e recursos que, depois de devidamente organizados, são disponibilizados num blogue ou numa página web.

Por isso, quando se disponibilizam recursos, estes devem ser originais, ou, caso se repliquem, é fundamental acrescentar-lhes valor.

 

3. Comunidade

Num mundo cada vez mais digital, é na rede e com a rede que aprendemos ao longo da vida. Nesse sentido, a comunidade a que pertencemos é tão mais forte quão mais significativo for o contributo de cada um.

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