Integrating information literacy into the curriculum

Integração da Literacia da Informação no Currículo

2025

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Objetivo do Guia
O guia destina-se a docentes e equipas de desenvolvimento curricular, apresentando estratégias para integrar a literacia da informação (LI) nos cursos, promovendo a colaboração entre bibliotecários e docentes para formar estudantes autónomos, críticos e preparados para o mercado de trabalho.

O que é Literacia da Informação?
A literacia da informação consiste na capacidade de reconhecer quando é necessária informação, saber localizá-la, avaliá-la criticamente, utilizá-la de forma eficaz e ética, e comunicar os resultados. Inclui competências como:

  • Conhecimento dos recursos disponíveis
  • Técnicas de pesquisa e avaliação de resultados
  • Utilização ética da informação (evitar plágio)
  • Gestão e partilha dos resultados

Porquê integrar a LI no currículo?

  • Desenvolve competências de aprendizagem autónoma e ao longo da vida
  • Melhora o desempenho académico e a empregabilidade
  • Prepara os estudantes para lidar com a constante evolução da informação e da tecnologia
  • Reduz o plágio e promove a utilização crítica das fontes

Como integrar a LI no currículo?

  • Idealmente, a integração deve começar na fase de desenho do programa, mapeando as competências de LI ao longo dos módulos.
  • As competências devem ser trabalhadas no contexto da disciplina, não apenas como um “extra” bibliotecário.
  • Incluir resultados de aprendizagem e critérios de avaliação explícitos para LI nas atividades e avaliações dos módulos.

Exemplos de Critérios de Avaliação

  • Variedade e qualidade das fontes utilizadas
  • Capacidade de argumentar com base em informação credível
  • Correta citação e referência das fontes
  • Avaliação crítica da literatura

Atividades e Avaliações para o Desenvolvimento da LI

  • Bibliografias anotadas com diferentes tipos de fontes
  • Documentação e reflexão sobre estratégias de pesquisa
  • Avaliação crítica de fontes com perspetivas opostas
  • Trabalhos de grupo para pesquisa e apresentação de resultados
  • Uso de portefólios ou diários de aprendizagem

Utilização de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (VLE)

  • Disponibilização de recursos, listas de leitura e artigos
  • Criação de quizzes, fóruns de discussão e trabalhos colaborativos
  • Desenvolvimento de tutoriais online sobre avaliação de fontes, uso da internet e prevenção do plágio
  • Integração de aplicações Web 2.0 (blogs, wikis, podcasts) para promover a aprendizagem ativa

Dicas para uma Integração Bem-Sucedida

  1. Envolver o bibliotecário desde o início do desenvolvimento curricular.
  2. Definir resultados de aprendizagem claros para LI, usando como referência os padrões ANZIIL.
  3. Colaborar na criação de atividades e avaliações específicas para LI.
  4. Explorar o potencial do VLE para apoiar a aprendizagem da LI.
  5. Ser explícito com os estudantes sobre a importância da LI e os objetivos das atividades propostas.

Estudos de Caso
O guia apresenta exemplos práticos de integração da LI em diferentes áreas e níveis de ensino, desde licenciaturas em engenharia, enfermagem, comércio e ciências sociais, até mestrados e doutoramentos em áreas como direito, ciências e gestão bibliográfica. Em todos os casos, destaca-se:

  • O papel central da colaboração entre docentes e bibliotecários
  • A ligação das competências de LI às necessidades reais dos cursos e avaliações
  • O impacto positivo na autonomia, confiança e sucesso académico dos estudantes

Padrões de Literacia da Informação (ANZIIL)
O guia adota os padrões ANZIIL, que definem que o indivíduo competente em LI:

  • Reconhece quando precisa de informação e define o tipo de informação necessária
  • Encontra informação de forma eficaz e eficiente
  • Avalia criticamente a informação e o processo de pesquisa
  • Gere e organiza a informação recolhida
  • Aplica a informação para criar novo conhecimento
  • Utiliza a informação de forma ética, legal e responsável

Resumo Final:
A integração da literacia da informação no currículo é fundamental para formar estudantes autónomos, críticos e preparados para os desafios académicos e profissionais. O sucesso depende de uma abordagem colaborativa, planeada e explícita entre docentes e bibliotecários, com atividades relevantes, avaliação clara e uso eficaz das tecnologias educativas.


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