Nicholas Bloom: produtividade não é assim tão simples | Fundação Francisco Manuel dos Santos

Para o economista Nicholas Bloom, as empresas de maior sucesso nos EUA partilham um traço comum: são bem geridas. «Mede-se tudo, definem-se metas ambiciosas, recolhem-se dados em larga escala e, quando o desempenho é bom, há recompensas rápidas e generosas», afirma o professor de Economia em Stanford. Já em países como Portugal, as práticas de gestão tendem a ser menos sofisticadas e menos orientadas para resultados — o que, segundo Bloom, ajuda a explicar os níveis mais baixos de produtividade. «Nos EUA, especialmente no contexto de trabalho remoto, avalia-se o que foi feito. Já em países com rendimentos mais baixos e em empresas menos eficientes, mede-se o tempo que a pessoa passou a trabalhar».

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