Governar com inteligência artificial: o que os governos precisam aprender (e depressa)

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A inteligência artificial já não é uma promessa do futuro — é uma realidade que está a transformar a forma como os governos funcionam, decidem e prestam serviços aos cidadãos. O relatório Gobernar con la Inteligencia Artificial, publicado pela OCDE em 2025, faz um diagnóstico exigente e ao mesmo tempo esperançoso sobre este processo de transformação.

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O que está em jogo

Os governos encontram-se perante uma janela de oportunidade única. Segundo a OCDE, a IA pode aumentar significativamente a produtividade do setor público, tornar os serviços mais eficazes e melhorar a capacidade de supervisão e prestação de contas. Mas este potencial está longe de ser aproveitado de forma sistemática. A maioria das iniciativas é fragmentada, experimental e concentrada em ganhos imediatos de eficiência — automatizar o que já existe — em vez de reimaginar o estado ao serviço dos cidadãos.

Como a IA já está a ser usada nos governos

Os casos de uso analisados pela OCDE distribuem-se por quatro grandes categorias:

  • Automatização e adaptação de processos — desde a redução do tempo de elaboração de sentenças judiciais na Argentina (de 60 para 10 minutos, com o sistema Prometea) à criação de chatbots para contribuintes em Singapura
  • Melhoria da tomada de decisão e previsão — como a previsão de incêndios florestais no Canadá, a gestão financeira em tempo real na Coreia (sistema dBrain) ou simulações de planeamento urbano em Helsínquia
  • Reforço da prestação de contas e deteção de anomalias — o Tribunal de Contas de Portugal utiliza IA para identificar casos prioritários em contratação pública; a Lituânia desenvolveu ferramentas para avaliar riscos de corrupção em textos jurídicos
  • Empoderamento de partes interessadas externas — plataformas como a Decide Madrid (Espanha) e a MAPLE (Estados Unidos) permitem que os cidadãos compreendam melhor as leis e participem ativamente na sua elaboração

Os riscos que não se podem ignorar

O relatório identifica cinco tipos de risco que qualquer governo deve considerar ao adotar a IA:

  1. Riscos para os direitos fundamentais e valores democráticos
  2. Riscos para a segurança e a integridade dos sistemas
  3. Riscos operacionais e de governação
  4. Riscos para a confiança pública
  5. O risco da inação — frequentemente esquecido, mas igualmente grave

Este último merece atenção especial. Não agir também tem custos: a lentidão na adoção de tecnologias já testadas traduz-se em ineficiências desnecessárias, serviços de pior qualidade e uma crescente distância entre as capacidades do setor público e as do setor privado. O medo de errar com a IA pode paralisar até iniciativas de baixo risco e elevado benefício.

Por outro lado, quando os sistemas falham — e falham, como mostram os dados do Monitor de Incidentes de IA da OCDE, com mais de 3 800 incidentes relacionados com governo registados até abril de 2025 — a confiança pública sofre danos que se generalizam a toda a administração.

O que faz a diferença: governação inteligente

A adoção responsável da IA exige muito mais do que tecnologia. O relatório identifica sete habilitadores essenciais: governação, dados abertos, infraestrutura digital, competências e talento, investimento, contratação pública e parcerias com atores não governamentais.

Destacam-se três condições críticas:

Liderança com visão. O Reino Unido, por exemplo, tem apostado na criação de uma cultura de adoção da IA a partir do topo do governo, com planos que exigem que todas as organizações do setor público tenham um líder digital no seu comité executivo até 2026.

Funções e responsabilidades claras. Vários países europeus — como a Espanha, com a sua Secretaria de Estado de Digitalização e IA, ou a Noruega, com o Ministério de Digitalização e Governação Pública — têm alargado os mandatos das suas estruturas para garantir uma implementação coerente.

Participação cidadã. A IA não pode ser imposta às pessoas, tem de ser construída com elas. Em 2024, a Presidência Belga do Conselho da União Europeia convocou 60 cidadãos para debater a governação da IA. A Coalição Global para uma IA Inclusiva, em parceria com o Laboratório de Democracia Deliberativa de Stanford, prevê envolver mais de 10 000 cidadãos em mais de 100 países em 2025 e 2026.

O que isto significa para a escola e para a educação

Este relatório não fala diretamente de educação, mas as suas lições são aplicáveis a qualquer instituição pública — incluindo as escolas. A questão não é se devemos usar IA, mas como a usamos de forma responsável, transparente e centrada nas pessoas.

Ensinar os alunos a compreender como a IA funciona nos serviços públicos — como uma decisão pode ser tomada por um algoritmo, o que é transparência algorítmica, o que significa contestar uma decisão automática — é hoje parte integrante da literacia digital e da formação para a cidadania ativa.

Como sintetiza o Instituto Ada Lovelace, citado pela OCDE: “a IA não é uma oportunidade para automatizar o setor público, mas para o reimaginar”. Talvez valha a pena dizer o mesmo da escola.


Fonte principal: OCDE (2025). Gobernar con la Inteligencia Artificial. OECD Publishing, Paris.

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Nicholas Bloom: produtividade não é assim tão simples | Fundação Francisco Manuel dos Santos

Para o economista Nicholas Bloom, as empresas de maior sucesso nos EUA partilham um traço comum: são bem geridas. «Mede-se tudo, definem-se metas ambiciosas, recolhem-se dados em larga escala e, quando o desempenho é bom, há recompensas rápidas e generosas», afirma o professor de Economia em Stanford. Já em países como Portugal, as práticas de gestão tendem a ser menos sofisticadas e menos orientadas para resultados — o que, segundo Bloom, ajuda a explicar os níveis mais baixos de produtividade. «Nos EUA, especialmente no contexto de trabalho remoto, avalia-se o que foi feito. Já em países com rendimentos mais baixos e em empresas menos eficientes, mede-se o tempo que a pessoa passou a trabalhar».

O colapso silencioso do jornalismo digital

O jornalismo digital português enfrenta uma crise estrutural profunda que se manifesta através de múltiplos indicadores alarmantes. Longe de ser um fenómeno súbito, este colapso tem vindo a desenrolar-se de forma gradual mas implacável ao longo das últimas duas décadas, ameaçando os alicerces da democracia e do acesso à informação de qualidade.

Metáfora visual do colapso e transformação digital do jornalismo
Metáfora visual do colapso e transformação digital do jornalismo

A Dimensão quantitativa da crise

Os números revelam uma realidade incontornável: Portugal perdeu mais de metade das suas publicações periódicas em apenas duas décadas. De 1763 publicações em 2000, o país dispõe hoje de apenas 840, representando uma redução de 52,4%1. Esta erosão mediática não se distribui uniformemente pelo território – 126 concelhos portugueses não têm sequer uma publicação periódica 1, criando verdadeiros “desertos de notícias” que deixam comunidades inteiras sem cobertura jornalística local.

O Declínio do Jornalismo Português: redução de 52% nas publicações e queda de 10 pontos percentuais na confiança

O Declínio do Jornalismo Português: redução de 52% nas publicações e queda de 10 pontos percentuais na confiança

A situação dos profissionais é igualmente preocupante. Entre 2017 e 2024, 436 jornalistas abandonaram a profissão 2, reduzindo o universo de 6114 para 5310 profissionais ativos 2. Este êxodo reflete condições de trabalho cada vez mais precárias, com 48% dos jornalistas portugueses a enfrentarem níveis elevados de esgotamento e 18% em estado de exaustão emocional alarmante 3.

O colapso da confiança pública

Paralelamente à degradação quantitativa, assiste-se a uma erosão da confiança do público nas notícias. Após anos a figurar entre os países com maior confiança mediática, Portugal caiu para o 6º lugar mundial em 2024, com apenas 56% dos portugueses a confiarem nas notícias 4. Esta queda de 10 pontos percentuais desde 2015 coincide com o aumento da saturação noticiosa, que afeta 51% dos portugueses – um acréscimo de 9 pontos face a 2023 4.

O fenómeno do “evitar ativo de notícias” também se intensificou, atingindo 37% da população em 20244. Esta tendência, particularmente prevalente entre mulheres, menos escolarizados e com menores rendimentos, revela uma desconexão crescente entre os media e os seus públicos.

A dependência fatal das plataformas digitais

Um dos aspetos mais críticos desta crise é a dependência extrema das plataformas digitais controladas por gigantes tecnológicos. Google e Facebook capturam entre 60% a 75% do total das receitas publicitárias digitais em Portugal5, deixando aos media nacionais uma fatia cada vez mais residual do bolo publicitário.

Facebook mantém-se como principal rede social para notícias apesar da volatilidade
Facebook mantém-se como principal rede social para notícias apesar da volatilidade

O Facebook mantém-se como a principal rede social para consumo de notícias, utilizada por 35% dos portugueses6, apesar da volatilidade verificada ao longo dos anos. Crucialmente, 84% dos acessos a notícias online em Portugal são indiretos 4, significando que os media perderam o controlo sobre a distribuição dos seus conteúdos, ficando reféns dos algoritmos das plataformas.

Esta dependência é particularmente perversa porque, como observa a investigadora Patrícia Maurício, “o jornalismo está nas mãos das plataformas digitais”. Os media veem-se obrigados a modular os seus conteúdos para se adequarem aos algoritmos, comprometendo a autonomia editorial em favor da visibilidade algorítmica.

A fragilidade económica estrutural

A sustentabilidade financeira do jornalismo digital português revela-se extremamente frágil. Embora a circulação paga represente 59,5% das receitas dos media em 2023 7, apenas 12% dos portugueses pagam por notícias online 4 – um dos valores mais baixos da Europa, muito abaixo da média global de 17%.

Circulação paga representa quase 60% das receitas dos media portugueses

Circulação paga representa quase 60% das receitas dos media portugueses

O modelo de negócio digital mostra-se insuficiente para compensar as perdas do papel. As assinaturas digitais têm valores unitários largamente inferiores aos do papel8, e os descontos significativos praticados – como os 63% de desconto no Expresso digital face ao preço de capa8 – comprometem ainda mais a viabilidade económica.

A situação é agravada pelos recentes despedimentos, como os 10 fotojornalistas da Medialivre demitidos em abril de 2025, numa altura em que o grupo afirmava ter resultados positivos e Cristiano Ronaldo como acionista principal.

A ameaça da inteligência artificial

A emergência da inteligência artificial introduz novos desafios ao jornalismo digital. Apenas 19% dos portugueses se sentem confortáveis com notícias produzidas por IA com supervisão humana, e 43% declaram-se desconfortáveis com esta perspectiva 4. Esta resistência é maior entre mulheres, mais velhos e mais escolarizados.

No entanto, a investigação revela que 74% dos líderes de redações esperam uma queda no tráfego de referência 10 devido às ferramentas de IA dos motores de busca, que podem fornecer respostas diretas sem direcionarem utilizadores para os sites noticiosos.

Desertos de Notícias e Erosão da Democracia Local

O desaparecimento de media locais cria “desertos de notícias” com impactos democráticos tangíveis. Estudos internacionais demonstram que a ausência de jornais locais leva a eleitores menos informados, maior abstenção e políticos locais mais distanciados da população11. Em Portugal, mais de metade dos municípios encontram-se carentes de cobertura noticiosa sedeada no território 12.

Este fenómeno resulta numa cobertura noticiosa dominada por fontes institucionais e focada na criminalidade12, empobrecendo o debate público local e fragilizando a democracia de proximidade.

Sinais de esperança: novos modelos emergentes

Apesar do cenário sombrio, emergem alguns sinais positivos. O jornalismo independente digital mostra sinais de vitalidade, com a AJOR (Associação de Jornalismo Digital) a crescer de 30 para 154 organizações associadas desde 2021 13. Estas iniciativas, frequentemente fundadas por jornalistas, apostam em modelos mais próximos da audiência e financiamento diversificado.

As newsletters especializadas e os podcasts ganham tração significativa. Portugal destaca-se como um dos cinco países europeus onde o podcasting mais cresce, com 42% dos inquiridos a ouvirem podcasts mensalmente4. Este formato permite estabelecer relações diretas com as audiências, contornando a intermediação das plataformas.

O fact-checking também se afirma como resposta à desinformação, com plataformas como o Polígrafo a ganharem relevância 14. 72% dos portugueses manifestam preocupação com o que é real e falso na internet 4, criando espaço para jornalismo de verificação.

Estratégias de sustentabilidade

Algumas organizações exploram modelos de financiamento alternativos. O jornalismo de investigação, apesar dos custos elevados, pode gerar “lucro social e financeiro”15 quando a qualidade se constitui como motor de sucesso comercial. Iniciativas como os fundos de apoio ao jornalismo e a filantropia mediática começam a emergir como alternativas ao modelo publicitário tradicional16.

O paywall adaptativo surge como uma possível solução, permitindo personalizar o acesso conforme o comportamento do leitor 17. Contudo, a eficácia destes sistemas no mercado português permanece limitada, como demonstram as baixas taxas de conversão do Jornal de Notícias (0,19%) e Diário de Notícias (0,36%) 18.

O futuro: entre a adaptação e a extinção

O futuro do jornalismo digital português dependerá da capacidade de adaptação a múltiplas frentes. A regulação das plataformas digitais emerge como prioridade, exigindo maior transparência algorítmica e partilha mais equitativa das receitas publicitárias.

A diversificação de modelos de negócio torna-se imperativa, combinando assinaturas, eventos, parcerias e financiamento filantrópico. O jornalismo de nicho e especializado pode encontrar audiências dispostas a pagar por conteúdo de qualidade superior.

A inteligência artificial, apesar dos receios, pode tornar-se aliada se utilizada para automatizar tarefas repetitivas e libertar jornalistas para trabalho de maior valor acrescentado. Contudo, isto exige formação adequada e definição clara de princípios éticos.

Conclusão: um momento decisivo

O jornalismo digital português atravessa um momento decisivo. As próximas decisões dos decisores políticos, gestores de media e da própria sociedade determinarão se assiste ao colapso definitivo ou à reinvenção sustentável desta atividade essencial à democracia.

Como alertou Pedro Coelho no 5º Congresso dos Jornalistas, “se tudo ficar na mesma, teremos perdido a oportunidade de reconstruir o futuro” 2. A janela de oportunidade para salvar o jornalismo português está a estreitar-se rapidamente, exigindo ação concertada e urgente de todos os stakeholders.

O colapso silencioso pode transformar-se numa reinvenção ruidosa, mas apenas se a sociedade portuguesa reconhecer que jornalismo de qualidade é um bem público que merece proteção e investimento. O preço da inação será a erosão irreversível da democracia informada.

Fontes consultadas incluem dados do Digital News Report Portugal 2024, Instituto Nacional de Estatística, Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, Sindicato dos Jornalistas, e múltiplos estudos académicos sobre a evolução do panorama mediático português.

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Vender ou licenciar? O debate sobre a verdadeira posse de bens digitais

Uma carta conjunta de organizações de interesse público, bibliotecas e defensores dos direitos dos consumidores apela à FTC para garantir transparência e verdade na definição de “venda” de bens digitais

Download | Download .pt | Maio 2025

O autor da carta é uma coligação de organizações de interesse público, associações de bibliotecas e grupos de defesa dos direitos dos consumidores, liderada por entidades como a Public Knowledge e a Internet Archive.

O destinatário é a Federal Trade Commission (FTC), órgão regulador independente dos Estados Unidos responsável por proteger os direitos dos consumidores e garantir práticas comerciais justas. A carta é dirigida ao presidente Andrew Ferguson e aos comissários da FTC, numa altura em que a liderança da agência está a redefinir prioridades e a sinalizar abertura para uma abordagem mais tradicional e rigorosa na defesa dos consumidores. A FTC tem poder regulatório para definir padrões nacionais, investigar práticas enganosas e impor sanções, sendo o interlocutor natural para responder à necessidade de clareza e proteção neste novo paradigma digital.

Contextualização

Esta carta surge num momento em que a transição de bens físicos para formatos digitais está a transformar profundamente a forma como consumidores, bibliotecas e instituições educativas acedem, utilizam e preservam conteúdos culturais e informativos. No entanto, esta transição trouxe consigo uma ambiguidade preocupante sobre o que significa “possuir” um bem digital. Frequentemente, consumidores acreditam estar a comprar livros, filmes ou músicas digitais, quando na verdade apenas adquirem uma licença revogável, sujeita a restrições e à possibilidade de perda de acesso sem aviso prévio.

Este problema tem-se tornado cada vez mais evidente devido a incidentes mediáticos – como a remoção de livros digitais por parte da Amazon, o encerramento da loja de ebooks da Microsoft e a eliminação de conteúdos adquiridos nas plataformas da Sony – que expuseram a fragilidade dos direitos dos consumidores no universo digital. Paralelamente, estados como a Califórnia já avançaram com legislação para obrigar as empresas a esclarecer quando uma transação digital é, de facto, uma mera licença e não uma venda real.

Justificação

A carta justifica-se pela necessidade urgente de restaurar a confiança dos consumidores no mercado digital, assegurando que os direitos de uso, preservação e transferência – inerentes à posse de bens físicos – sejam igualmente respeitados no universo digital. O objetivo não é obrigar as plataformas a oferecer vendas “reais”, mas sim exigir transparência: se uma transação não confere os direitos tradicionais de propriedade, não deve ser publicitada como “venda”. Esta clarificação é vital não só para os consumidores, mas também para bibliotecas, escolas e outras instituições que dependem da preservação e transferência de conteúdos digitais para cumprir as suas missões sociais e educativas.

Ao apelar à FTC para definir normas claras e uniformes a nível federal, os signatários pretendem evitar a fragmentação legislativa entre estados e garantir que todos os intervenientes no mercado digital – empresas, consumidores e instituições – saibam exatamente quais são os seus direitos e deveres. Trata-se, assim, de um apelo fundamentado, vindo de entidades de reconhecida competência, dirigido a um órgão com autoridade para proteger o interesse público num tema de crescente relevância social e económica.

The Future of Jobs 2025 | Report

Download | Fonte

Mudança tecnológica, fragmentação geoeconómica, incerteza económica, mudanças demográficas e a transição verde – individualmente e em combinação estão entre os principais impulsionadores que se espera que moldem e transformem o mercado de trabalho global até 2030. 

Relatório do Futuro dos Empregos 2025 reúne a perspectiva de mais de 1.000 empregadores globais líderes – representando coletivamente mais de 14 milhões de trabalhadores em 22 grupos industriais e 55 economias de todo o mundo – para examinar como essas macrotendências afetam empregos e competências, e as estratégias de transformação da força de trabalho com que os empregadores planeiam a resposta, no período de 2025 a 2030.