Gerador de Citações (APA 7ª Edição)

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A vida académica e a produção de conteúdo de qualidade têm um desafio comum, muitas vezes frustrante: a correta referenciação de fontes. Quantas horas já perdemos a tentar decifrar as regras do formato APA? Quantas dúvidas surgiram ao tentar citar um vídeo do YouTube ou, mais recentemente, uma interação com uma Inteligência Artificial?

O fantasma do plágio e a exigência de rigor académico são reais, mas a formatação de referências não precisa de ser um obstáculo. Foi a pensar em simplificar este processo para estudantes, professores e criadores de conteúdo que se desenvolveu uma nova ferramenta.

Apresenta-se o Gerador de Citações APA 7, uma aplicação web simples, intuitiva e totalmente gratuita.

O que é e para quem é?

O Gerador de Citações é uma ferramenta online desenhada para criar referências bibliográficas formatadas segundo a 7ª edição do manual da APA (American Psychological Association) — a mais utilizada em escolas e universidades.

Esta aplicação foi criada para:

  • Estudantes universitários que precisam de entregar trabalhos impecáveis.
  • Investigadores que querem focar-se na pesquisa, não na formatação.
  • Professores e Educadores que preparam materiais e precisam de dar o exemplo na referenciação.
  • Alunos do secundário que estão a dar os primeiros passos no mundo da escrita académica.

Como funciona? É simples como 1, 2, 3!

Acabar com a complexidade foi o nosso principal objetivo. A interface é limpa e o processo não podia ser mais direto:

  1. Selecione o Tipo de Fonte: Comece por escolher o que deseja citar no menu: um livro, uma página web, um artigo de revista, um vídeo do YouTube ou até uma ferramenta de IA como o ChatGPT.
  2. Preencha os Campos: A aplicação mostra-lhe exatamente que informações precisa de fornecer (autor, ano, título, etc.).
  3. Copie e Cole: A sua referência é gerada em tempo real, pronta a ser copiada com um único clique e colada diretamente no seu trabalho.

Principais Vantagens

  • Sempre atualizado: Segue as regras mais recentes da APA 7ª edição.
  • Citações modernas: Inclui formatos para fontes digitais, como vídeos e, crucialmente, ferramentas de Inteligência Artificial, uma necessidade crescente no panorama atual.
  • Rápido e eficiente: Obtenha a referência perfeita em segundos, não em horas.
  • Gratuito e acessível: Sem registos, sem custos, sem complicações. Acessível a partir de qualquer dispositivo com ligação à internet.

Dê o próximo passo para uma escrita mais profissional

Acreditamos que, ao remover as barreiras técnicas da referenciação, permitimos que alunos e educadores se concentrem no que realmente importa: a qualidade das ideias e a integridade do seu conteúdo.

Experimente hoje mesmo e transforme a maneira como lida com as suas referências bibliográficas!

Partilhe com os seus colegas e alunos. Vamos juntos tornar a vida académica mais simples e rigorosa. Boas escritas!

Vender ou licenciar? O debate sobre a verdadeira posse de bens digitais

Uma carta conjunta de organizações de interesse público, bibliotecas e defensores dos direitos dos consumidores apela à FTC para garantir transparência e verdade na definição de “venda” de bens digitais

Download | Download .pt | Maio 2025

O autor da carta é uma coligação de organizações de interesse público, associações de bibliotecas e grupos de defesa dos direitos dos consumidores, liderada por entidades como a Public Knowledge e a Internet Archive.

O destinatário é a Federal Trade Commission (FTC), órgão regulador independente dos Estados Unidos responsável por proteger os direitos dos consumidores e garantir práticas comerciais justas. A carta é dirigida ao presidente Andrew Ferguson e aos comissários da FTC, numa altura em que a liderança da agência está a redefinir prioridades e a sinalizar abertura para uma abordagem mais tradicional e rigorosa na defesa dos consumidores. A FTC tem poder regulatório para definir padrões nacionais, investigar práticas enganosas e impor sanções, sendo o interlocutor natural para responder à necessidade de clareza e proteção neste novo paradigma digital.

Contextualização

Esta carta surge num momento em que a transição de bens físicos para formatos digitais está a transformar profundamente a forma como consumidores, bibliotecas e instituições educativas acedem, utilizam e preservam conteúdos culturais e informativos. No entanto, esta transição trouxe consigo uma ambiguidade preocupante sobre o que significa “possuir” um bem digital. Frequentemente, consumidores acreditam estar a comprar livros, filmes ou músicas digitais, quando na verdade apenas adquirem uma licença revogável, sujeita a restrições e à possibilidade de perda de acesso sem aviso prévio.

Este problema tem-se tornado cada vez mais evidente devido a incidentes mediáticos – como a remoção de livros digitais por parte da Amazon, o encerramento da loja de ebooks da Microsoft e a eliminação de conteúdos adquiridos nas plataformas da Sony – que expuseram a fragilidade dos direitos dos consumidores no universo digital. Paralelamente, estados como a Califórnia já avançaram com legislação para obrigar as empresas a esclarecer quando uma transação digital é, de facto, uma mera licença e não uma venda real.

Justificação

A carta justifica-se pela necessidade urgente de restaurar a confiança dos consumidores no mercado digital, assegurando que os direitos de uso, preservação e transferência – inerentes à posse de bens físicos – sejam igualmente respeitados no universo digital. O objetivo não é obrigar as plataformas a oferecer vendas “reais”, mas sim exigir transparência: se uma transação não confere os direitos tradicionais de propriedade, não deve ser publicitada como “venda”. Esta clarificação é vital não só para os consumidores, mas também para bibliotecas, escolas e outras instituições que dependem da preservação e transferência de conteúdos digitais para cumprir as suas missões sociais e educativas.

Ao apelar à FTC para definir normas claras e uniformes a nível federal, os signatários pretendem evitar a fragmentação legislativa entre estados e garantir que todos os intervenientes no mercado digital – empresas, consumidores e instituições – saibam exatamente quais são os seus direitos e deveres. Trata-se, assim, de um apelo fundamentado, vindo de entidades de reconhecida competência, dirigido a um órgão com autoridade para proteger o interesse público num tema de crescente relevância social e económica.

Guía práctica de licencias de uso para docentes

Guia prático de licenciamento de uso para docentes

Foto de Umberto na Unsplash

Consultar online |

São inúmeros os recursos que encontramos atualmente na Internet e que podem ser úteis no nosso trabalho docente: imagens, textos, vídeos, sequências didáticas… Mas posso usar livremente tudo o que encontro na Internet?

O Cedec apresenta o Guia Prático de uso de licenças para professores , um material de referência que nos permite orientar sobre quais materiais podemos incorporar nos nossos recursos educacionais ou usar nas nossas aulas e em quais condições. Da mesma forma, aposta na utilização de licenças abertas para promover a difusão, transformação e atualização dos recursos criados pelo corpo docente.

Depois de uma primeira parte em que é explicado o que são direitos de autor, que exceções a lei contempla para uso educacional e quais são as licenças Creative Commons , são-nos oferecidas orientações sobre quais as possibilidades que temos como professores ao usar ou criar materiais educacionais:

  • O que posso usar como professor e em que condições.
  • O que devo levar em consideração ao incorporar trabalhos de outras pessoas nos meus materiais.
  • Onde posso encontrar materiais gratuitos.
  • O que devo fazer para que os meus materiais possam ser utilizados por outros colegas?

Além disso, ao longo do guia são oferecidos infográficos que resumem alguns dos conteúdos mais importantes e são propostas algumas atividades de autoavaliação e um caso prático para rever e esclarecer conceitos.

Os objetivos deste Guia são, por um lado, fornecer aos professores as ferramentas necessárias para aproveitar os recursos disponíveis respeitando sempre os direitos de autor e, por outro, fornecer informações sobre como partilhar os seus próprios materiais , favorecendo intercâmbio de recursos educativos, abertos e promotores do conhecimento e da cultura livres.

10 mitos sobre a Cultura livre e o Acesso aberto ao conhecimento | guia

culturalivre

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Europa, a “colónia digital” dos EUA

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Investigação

Dependentes de software caro, e que é usado secretamente pelas agências de segurança de Washington para recolher informação sensível, os serviços públicos europeus estão “capturados”. Mas podia haver “um projecto Airbus” para a independência tecnológica da Europa. Já há alguns exemplos.

9 de Abril de 2017, 8:37

 

O que levou a Câmara de Loures a gastar mais de 800 mil euros, no mesmo dia 17 de Janeiro em que o Ministério da Defesa pagou 711 mil euros, e poucos dias antes de o município de Cascais ter acrescentado 616.530,44 euros às suas despesas? A razão é a mesma que levou ao desespero vários dirigentes regionais franceses, da Bretanha à Picardia. E enche de jornalistas o normalmente discreto debate municipal de Munique, na Alemanha. Em poucas palavras, a razão é aquela que a Comissão Europeia escreveu num documento oficial: as administrações públicas estão “numa situação de captura pela Microsoft”.

A captura tem um número na Europa: cada funcionário público custa 200 euros anuais em licenças de software pagas à empresa norte-americana, de Redmond, Washington, criada há 42 anos por Bill Gates. Em Portugal, a situação deve ser a mesma, mas a Agência para a Modernização Administrativa (AMA) não sabe, ao certo, quantos funcionários públicos trabalham com computadores, e a Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP) “não dispõe de informação global que permita aferir o valor total dos contratos celebrados em 2015 e 2016 entre a empresa Microsoft Lda. e a Administração Pública Portuguesa”.

O Estado português gastou, só nos primeiros três meses deste ano, perto de 5,2 milhões de euros em licenças e serviços prestados pela Microsoft. Os exemplos de Loures, Cascais e do Ministério da Defesa são apenas os mais caros. É o que revela uma consulta à base de dados que disponibiliza os contratos públicos. Mas este não é o valor total. Por ano, na estimativa mais conservadora de uma fonte do Governo, a Microsoft factura mais de 50 milhões só com a Administração Pública portuguesa. Em toda a União Europeia, um estudo da consultora Pierre Audin (PAC) estima que os lucros da Microsoft tenham sido de dois mil milhões, só no sector público, no ano fiscal de 2015/2016.

Que consequência tem esta “captura”, ou lock-in, como se tornou comum chamar-lhe no jargão técnico? O que podem os governos fazer para o contrariar? Estas foram questões colocadas nos últimos três meses pelos nove jornalistas do projecto Investigate Europe, que o PÚBLICO integra. As respostas chegaram-nos em mais de 100 entrevistas com economistas, especialistas em informática, especialistas em ciber-segurança, políticos e advogados de 12 países europeus.

5,2milhões de euros gastos pelo Estado português nos primeiros três meses de 2017 em licenças e serviços prestados pela Microsoft

As conclusões são alarmantes: a dependência dos Estados face à Microsoft – que causa um crescimento continuado dos custos e bloqueia a inovação nos serviços públicos – provoca um desrespeito sistemático pelas leis da concorrência e pelos processos legais de contratação pública. A influência política da empresa norte-americana é visível em todos os centros de poder, de Lisboa a Bruxelas. E tudo isto representa um risco maior, agora que a nova Administração americana de Donald Trump defende abertamente a fragmentação da União Europeia. É que os dados vitais dos Estados europeus estão, por esta via, à mercê das agências de segurança dos EUA.

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