Guía de Software Libre en educación | Proyecto EDIA

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Guia de Software Livre na Educação do Projeto EDIA pretende servir de referência para que quem queira aproximar-se do mundo do software livre não apenas obtenha uma lista de programas, mas possa entender em que consiste, por que é importante nas nossas vidas e no mundo do ensino e, mais importante, sentir-se envolvido neste magnífico projeto altruísta no qual milhões de pessoas de todo o mundo participam abnegadamente.

É dirigido a professores, alunos e suas famílias para que cada área seja tratada separadamente. Pode ser lido sequencialmente, pois possui uma estrutura linear coerente, ou abrindo aqueles tópicos que mais interessam ao leitor, pois a compreensão de cada seção não depende das anteriores.

Promoting free software license understanding and compliance: the International FOSS Law Review” by opensourceway is licensed under CC BY-SA 2.0.

O  Guia de Software Livre na educação está dividido em várias seções:

  • Software livre e proprietário (ou proprietário), onde são dadas as bases para entender em profundidade o que é software livre, a sua filosofia e a importância da privacidade e proteção de dados.
  • Software livre na escola, onde se destaca a importância do uso de software livre no campo da educação. Também são indicadas as formas de partilha que os indivíduos possuem por meio de licenças Creative Commons e distribuições Linux especialmente projetadas para a educação.
  • Software livre em casa, onde é oferecido aconselhamento específico para a família sobre equipamentos de informática e o seu sistema operativo.
  • Ferramentas gratuitas. Nesta última parte, são abordadas as ferramentas gratuitas onde tentamos dar uma visão ampla das diferentes aplicações que podemos utilizar no ambiente educativo e familiar.

Também estão incluídos infográficos e propostas de formação para tratar dos aspectos indicados com os alunos ou com as famílias.

De qualquer forma, ao longo do guia pretende-se transmitir a necessidade de promover o software livre na educação, promovendo a liberdade e a soberania digital.

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Europa, a “colónia digital” dos EUA

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Investigação

Dependentes de software caro, e que é usado secretamente pelas agências de segurança de Washington para recolher informação sensível, os serviços públicos europeus estão “capturados”. Mas podia haver “um projecto Airbus” para a independência tecnológica da Europa. Já há alguns exemplos.

9 de Abril de 2017, 8:37

 

O que levou a Câmara de Loures a gastar mais de 800 mil euros, no mesmo dia 17 de Janeiro em que o Ministério da Defesa pagou 711 mil euros, e poucos dias antes de o município de Cascais ter acrescentado 616.530,44 euros às suas despesas? A razão é a mesma que levou ao desespero vários dirigentes regionais franceses, da Bretanha à Picardia. E enche de jornalistas o normalmente discreto debate municipal de Munique, na Alemanha. Em poucas palavras, a razão é aquela que a Comissão Europeia escreveu num documento oficial: as administrações públicas estão “numa situação de captura pela Microsoft”.

A captura tem um número na Europa: cada funcionário público custa 200 euros anuais em licenças de software pagas à empresa norte-americana, de Redmond, Washington, criada há 42 anos por Bill Gates. Em Portugal, a situação deve ser a mesma, mas a Agência para a Modernização Administrativa (AMA) não sabe, ao certo, quantos funcionários públicos trabalham com computadores, e a Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP) “não dispõe de informação global que permita aferir o valor total dos contratos celebrados em 2015 e 2016 entre a empresa Microsoft Lda. e a Administração Pública Portuguesa”.

O Estado português gastou, só nos primeiros três meses deste ano, perto de 5,2 milhões de euros em licenças e serviços prestados pela Microsoft. Os exemplos de Loures, Cascais e do Ministério da Defesa são apenas os mais caros. É o que revela uma consulta à base de dados que disponibiliza os contratos públicos. Mas este não é o valor total. Por ano, na estimativa mais conservadora de uma fonte do Governo, a Microsoft factura mais de 50 milhões só com a Administração Pública portuguesa. Em toda a União Europeia, um estudo da consultora Pierre Audin (PAC) estima que os lucros da Microsoft tenham sido de dois mil milhões, só no sector público, no ano fiscal de 2015/2016.

Que consequência tem esta “captura”, ou lock-in, como se tornou comum chamar-lhe no jargão técnico? O que podem os governos fazer para o contrariar? Estas foram questões colocadas nos últimos três meses pelos nove jornalistas do projecto Investigate Europe, que o PÚBLICO integra. As respostas chegaram-nos em mais de 100 entrevistas com economistas, especialistas em informática, especialistas em ciber-segurança, políticos e advogados de 12 países europeus.

5,2milhões de euros gastos pelo Estado português nos primeiros três meses de 2017 em licenças e serviços prestados pela Microsoft

As conclusões são alarmantes: a dependência dos Estados face à Microsoft – que causa um crescimento continuado dos custos e bloqueia a inovação nos serviços públicos – provoca um desrespeito sistemático pelas leis da concorrência e pelos processos legais de contratação pública. A influência política da empresa norte-americana é visível em todos os centros de poder, de Lisboa a Bruxelas. E tudo isto representa um risco maior, agora que a nova Administração americana de Donald Trump defende abertamente a fragmentação da União Europeia. É que os dados vitais dos Estados europeus estão, por esta via, à mercê das agências de segurança dos EUA.

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