Mudança tecnológica, fragmentação geoeconómica, incerteza económica, mudanças demográficas e a transição verde – individualmente e em combinação estão entre os principais impulsionadores que se espera que moldem e transformem o mercado de trabalho global até 2030.
O Relatório do Futuro dos Empregos 2025 reúne a perspectiva de mais de 1.000 empregadores globais líderes – representando coletivamente mais de 14 milhões de trabalhadores em 22 grupos industriais e 55 economias de todo o mundo – para examinar como essas macrotendências afetam empregos e competências, e as estratégias de transformação da força de trabalho com que os empregadores planeiam a resposta, no período de 2025 a 2030.
A Comissão Europeia apresentou a Bússola para a Competitividade, uma iniciativa estratégica que visa orientar o trabalho da UE em três áreas principais: inovação, descarbonização e segurança.
Objetivos principais
Liderança tecnológica: Tornar a Europa líder na invenção, fabrico e comercialização de tecnologias, serviços e produtos limpos do futuro.
Neutralidade climática: Posicionar a Europa como o primeiro continente a alcançar a neutralidade climática.
Contexto
Nas últimas duas décadas, a Europa tem ficado atrás de outras grandes economias devido a um crescimento mais lento da produtividade. No entanto, a UE possui os recursos necessários para inverter esta tendência, incluindo:
Mão de obra talentosa e qualificada
Capital e poupanças
Mercado único
Infraestruturas sociais únicas
Declaração da Presidente
Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, afirmou que a Europa tem o potencial para vencer, mas precisa de corrigir as suas insuficiências para recuperar a competitividade. Ela enfatizou a necessidade de:
Transformar as recomendações do relatório Draghi num roteiro concreto
Melhorar a rapidez e a unidade na ação
Transformar o consenso existente em ação efetiva
A Bússola para a Competitividade representa um plano de ação claro para impulsionar a competitividade europeia e garantir o seu lugar de liderança no cenário global.
O documento acima é o “Relatório global de tendências de aprendizagem e competências 2024” da Udemy Business, que aborda as principais tendências para o futuro do trabalho. O relatório destaca a importância de desenvolver líderes fortes, adaptar-se ao crescimento da inteligência artificial (IA) generativa e navegar no panorama de competências numa economia cada vez mais baseada em competências.
Desenvolvimento de Líderes Fortes
O relatório enfatiza a necessidade de líderes que possam ajudar as equipas a adaptar-se e inovar em resposta às mudanças no ambiente de trabalho, como o aumento do trabalho híbrido e remoto, a IA e a automatização, e um ambiente macroeconómico desafiante. A liderança deve focar-se nas “4 C”: competências de comunicação, colaboração, liderança e técnicas, e deve ser capaz de desenvolver novas competências para se manter à frente das mudanças[1].
Economia Baseada em Habilidades
O relatório aponta para uma mudança em direção a uma economia baseada em competências, onde as organizações valorizam as competências dos empregados acima dos títulos formais. Isso cria um ambiente de trabalho mais equitativo e abre caminho para o crescimento dos empregados e a mobilidade dos talentos. Os líderes precisarão repensar o ciclo de vida do empregado, desde o recrutamento até ao desenvolvimento e à gestão do talento[2].
Adaptação ao Auge da IA Generativa
A IA generativa e a automatização estão a mudar a maneira como trabalhamos e exigem uma adaptação a um enfoque baseado em competências. A tecnologia está a impulsionar uma mudança fundamental na gestão do talento e na estruturação do trabalho. As organizações inovadoras são aquelas que constroem uma infraestrutura baseada em competências para acompanhar o ritmo da mudança[3].
Navegação pelo Panorama de Habilidades
O relatório destaca a complexidade do panorama de competências e a necessidade de compreender quais competências os empregados possuem, quais são necessárias e como abordar as lacunas existentes. A tecnologia, especialmente a IA, é vista como uma ferramenta essencial para identificar habilidades e lacunas de competências. A validação de competências através de avaliações, certificações e insígnias é crucial para o desenvolvimento e reconhecimento das competências[4].
Conclusão
O relatório conclui que as organizações precisam fazer mais com os talentos que têm, especialmente diante de uma escassez prevista de trabalhadores qualificados. A aprendizagem contínua e a validação de competências são fundamentais para que as pessoas e as empresas se mantenham competitivas. A Udemy Business observou um aumento significativo na aprendizagem voltada para a preparação de certificações, o que demonstra a crescente procura por competências técnicas essenciais[5].
Em resumo, o relatório da Udemy Business de 2024 fornece uma visão abrangente das tendências emergentes no mercado de trabalho e sublinha a importância de uma abordagem baseada em competências para o desenvolvimento de líderes e a adaptação às mudanças tecnológicas.
O presente glossário constitui-se como compilação de um conjunto de recursos educativos digitais, produzidos e publicados na plataforma de livre acesso #EstudoEmCasa Apoia.
Esta compilação visa contribuir para uma melhor compreensão dos conceitos mobilizados na disciplina de Economia A, reunindo conceitos e definições sem ter a pretensão de ser exaustivo.
Para tornar este conteúdo mais acessível, os recursos disponíveis na plataforma e que agrupam os conceitos por letra incluem Interpretação em Língua Gestual Portuguesa, que aqui também se inclui. Desta compilação resulta igualmente um audiolivro, disponível no canal de Spotify e na plataforma do #EstudoEmCasa Apoia.
Pretende-se, assim, que este glossário seja uma ferramenta útil de trabalho para alunos e professores e uma fonte atualizada de informação de consulta fácil, também, para o público em geral.
Os dados e a infraestrutura de dados são agora os principais determinantes do crescimento económico. A Estratégia Nacional de Dados do governo do Reino Unido visa “desbloquear o valor dos dados em toda a economia”, e a Estratégia Europeia de Dados da União Europeia refere que o acesso aos dados é “essencial para a inovação e o crescimento”.
Desbloquear o valor dos dados requer que os indivíduos e organizações, que coletam, mantêm, compartilham e usam dados, sejam confiáveis.
Definimos a garantia de dados como “o processo, ou conjunto de processos, que aumentam a confiança de que os dados atenderão a uma necessidade específica e que as organizações que coletam, acessam, usam e partilham dados estão a fazer isso de maneiras confiáveis”.
Na ODI, acredita-se que há uma necessidade de ir além dos requisitos legais atuais, pois eles não são suficientes. Isso é vital se quisermos ter confiança nos dados e desbloquear os benefícios económicos significativos da sua partilha. Acredita-se que a garantia de dados ajudará aqueles que criam, usam ou os partilham, a avaliar, construir e demonstrar confiabilidade em dados e práticas de dados.