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Estas e outras respostas no guia completo Como citar IA generativa no estilo APA? 2025 Diretrizes e recomendações para uso ético em pesquisa, de Elena Plaza Moreno.
Em 2023, a APA emitiu recomendações que foram atualizadas recentemente em 2025. Por isso, aqui ficam neste guia que acaba de sair, com recomendações éticas de uso.
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Diretrizes para a Citação e Uso Ético de IA Generativa em Contexto Académico (Atualização 2025)
1.0s Princípios Fundamentais para o uso de IA
A utilização de Inteligência Artificial (IA) generativa na investigação e escrita académica exige uma abordagem baseada em princípios éticos e de rigor científico. As recomendações da APA (American Psychological Association), atualizadas em setembro de 2025, baseiam-se no princípio fundamental da transparência na comunicação científica. O objetivo é garantir que os leitores possam compreender, avaliar e, potencialmente, replicar o trabalho apresentado.
Ao contrário de software comum, como o Microsoft Office, cujo uso não requer citação, a IA generativa é uma tecnologia emergente que ainda não atingiu o mesmo nível de ubiquidade. Por essa razão, a sua utilização deve ser sempre declarada, garantindo clareza sobre as ferramentas empregadas no processo de investigação e escrita.
Responsabilidade do Investigador
A IA deve ser encarada como uma ferramenta complementar, e não como um substituto do critério académico e da integridade do investigador. O autor assume a responsabilidade final pelo trabalho, o que implica os seguintes deveres:
• A IA é uma ferramenta de apoio, não um substituto para o pensamento crítico e o critério académico.
• O autor é o responsável final pela precisão, fiabilidade e originalidade de todo o conteúdo do seu trabalho.
• Qualquer conteúdo gerado pela IA deve ser verificado criticamente com fontes académicas fidedignas, pois estas ferramentas podem apresentar “alucinações” (gerar com confiança informações ou citações completamente falsas) e “sicofantismo” (mostrar a mesma confiança tanto quando acertam como quando erram, concordando com o utilizador mesmo que a premissa seja incorreta).
• A IA não pode ser considerada autora de um trabalho, uma vez que não possui a capacidade de criar, tomar decisões intelectuais e assumir responsabilidade pelo conteúdo gerado.
2.0 Quando Declarar e Citar a IA Generativa
Existem dois cenários principais em que a citação de uma ferramenta de IA generativa é necessária, dependendo de como a ferramenta foi utilizada e se o conteúdo gerado é recuperável.
2.1 Citação de um Chat Específico
A citação de uma conversa (chat) específica com uma ferramenta de IA é apropriada quando essa conversa é recuperável através de um URL único e partilhável, e o seu conteúdo é relevante para os leitores.
• Formato de Referência: Nome da empresa da IA. (Ano, mês e dia). Título do chat [Chat de IA generativa]. Nome/modelo da ferramenta. URL do chat.
• Citação em Parênteses: (Nome da empresa da IA, ano)
• Citação Narrativa: Nome da empresa da IA (ano)
2.2 Citação da Ferramenta de Forma Geral
A citação da ferramenta de IA de forma geral é recomendada em situações onde citar um chat específico não é prático ou relevante. Esta abordagem não se aplica apenas a chatbots, mas a um vasto leque de ferramentas que utilizam IA para tarefas como a criação de esquemas visuais (ex: Napkin AI), a geração de apresentações (ex: Gamma) ou a criação de imagens (ex: Ideogram).
Esta abordagem é apropriada nos seguintes casos:
• Quando é inútil ou inadequado citar um chat específico.
• Para editar, analisar ou refinar o texto do próprio autor.
• Para traduzir o próprio texto para outro idioma.
• Para criar tabelas ou figuras (neste caso, a utilização deve ser mencionada na nota da tabela/figura).
• Para evitar uma lista de referências excessivamente longa ou para proteger a privacidade das conversas.
• Formato de Referência: Nome da empresa da IA. (Ano). Nome/modelo da ferramenta [Modelo de linguagem grande]. URL da ferramenta.
• Citação em Parênteses: (Nome da empresa da IA, ano)
• Citação Narrativa: Nome da empresa da IA (ano)
3.0 Cenários Onde a Citação Não é Necessária
Existem dois cenários principais em que, geralmente, não é necessário citar a utilização de IA, embora existam exceções importantes a considerar.
3.1 IA como Motor de Busca
• Regra Geral: Se a IA for usada para encontrar informação (de forma semelhante ao Google ou a uma base de dados académica), não é necessário citar a ferramenta de IA. Em vez disso, o autor deve ler, avaliar e citar as fontes originais encontradas através da ferramenta.
• Exceção à Regra: Se o uso da IA como motor de busca fizer parte de uma metodologia formal (ex: uma revisão sistemática da literatura), deve-se indicar que a IA foi utilizada para a pesquisa. Neste caso, é necessário nomear as ferramentas e fornecer as respetivas citações e referências. É crucial notar que, ao contrário das bases de dados tradicionais (como PubMed ou Scopus) que são mencionadas na metodologia mas não referenciadas, as ferramentas de IA utilizadas para a pesquisa devem ter uma entrada completa na lista de referências.
3.2 IA Integrada em Software Comum
• Regra Geral: Não é necessária uma citação para o uso de funções de IA integradas em software comum. Por exemplo, utilizar o Copilot no Microsoft Word para refinar a escrita é análogo ao uso de um corretor ortográfico e não precisa de ser citado. O mesmo se aplica a funcionalidades de IA em programas como o Canva.
• Exceção à Regra: Se a IA estiver integrada em equipamentos especializados utilizados numa experiência (ex: óculos com IA), os detalhes do equipamento devem ser fornecidos no texto para permitir a replicação do estudo por outros investigadores.
4.0 Conclusão: A Primazia das Políticas Institucionais
A decisão de usar ou não a IA generativa num trabalho académico depende fundamentalmente das diretrizes da instituição, revista ou editora para a qual se está a escrever. As políticas variam significativamente, com algumas a permitir o seu uso para tarefas específicas e outras a proibi-lo por completo. É importante sublinhar que a APA oferece recomendações e não regras obrigatórias. A obrigação principal do investigador é consultar e seguir a política específica sobre o uso de IA do organismo relevante para o seu trabalho.
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