Os professores veêm-se impossibilitados de usar as tecnologias

Acontece aqui ao lado em Espanha. Entre nós não é diferente.

Mais de metade dos professores do ensino primário e secundário não se atreve a incorporar as TIC (tecnologias da informação e da comunicação) como ferramentas didácticas. 95% das escolas já têm ligação à Internet de banda larga (o valor era de 92% em 2007), mas o potencial digital não se aplica aos métodos de ensino.

Ainda que e muito bem, digo eu,  a Ley Orgánica de Educación estabeleça que as novas tecnologias têm que estar presentes em todas as matérias, apenas 27% das escolas conta com computadores nas salas de aulas e, mais de 50% dos alunos não os usam nunca ou só ocasionalmente. A Fundación Telefónica ofereceu ontem os primeiros dados de um estudo em 800 escolas do ensino primário e secundário espanhóis, que diz que o caminho para a educação tecnológica está sendo “lento e difícil”.

Professores e alunos conhecem as TIC, mas aprenderam-nas por sua conta e não as aplicam no processo educativo. Segundo a informação, dois de cada três docentes sentem-se incapazes de promover ou supervisionar trabalhos com estes meios e mais da metade não poderia desenvolver projectos multimédia ou avaliar trabalhos realizados através das TIC. 70% dos professores e alunos acreditam que o uso das novas tecnologias não influi nos seus resultados. O estudo, que será apresentado em maio, aponta para a necessidade de inovar nas técnicas e promover a aprendizagem autónoma do aluno.

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