IA para a educação superior | 10 universidades partilham as suas melhores práticas

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Università di Bologna (Itália)
A Universidade de Bolonha adotou uma abordagem cautelosa e responsável na implementação da Inteligência Artificial (IA), criando um comité interdisciplinar para governança da IA, alinhado com a legislação europeia. Este comité desenvolve diretrizes baseadas em riscos para garantir o uso ético e transparente da IA, especialmente em aplicações administrativas e académicas sensíveis. A universidade prioriza a privacidade, integridade académica e responsabilidade ética.

Universidad de Murcia (Espanha)
Desde 2021, a Universidade de Murcia implementou um plano integral de transformação digital com 35 iniciativas baseadas em IA, incluindo recomendações personalizadas de cursos e sistemas automatizados de avaliação. Utiliza ferramentas de Learning Analytics para monitorizar o desempenho estudantil e personalizar intervenções pedagógicas. O objetivo é libertar os docentes de tarefas repetitivas, permitindo-lhes focar-se na investigação e ensino.

Università della Svizzera Italiana (Suíça)
A USI segue uma abordagem exploratória e descentralizada, permitindo que os professores experimentem autonomamente ferramentas como ChatGPT. Um grupo de trabalho específico está encarregado de elaborar diretrizes éticas e práticas claras para garantir uma utilização responsável da IA, equilibrando inovação com integridade académica.

Université Saint-Joseph de Beyrouth (Líbano)
A USJ utiliza IA para personalizar o ensino das línguas estrangeiras. Ferramentas como Murf Studio são usadas para criar conteúdos auditivos realistas, enquanto o ChatGPT gera exercícios escritos personalizados. A IA também fornece feedback individualizado aos estudantes, melhorando competências linguísticas e pensamento crítico.

Carleton University (Canadá)
Na Carleton University, ferramentas como Studiosity oferecem suporte personalizado à escrita académica, ajudando estudantes na transição do secundário para a universidade. Professores utilizam IA generativa para criar tarefas individualizadas que aumentam o envolvimento dos estudantes. A instituição prioriza avaliações rigorosas sobre segurança e privacidade no uso da IA.

Universidad de Talca (Chile)
A Universidade de Talca utiliza sistemas baseados em IA para identificar precocemente estudantes em risco académico através de alertas automáticas. Integra ferramentas generativas como Grammarly e Copilot em diversas disciplinas académicas, apoiando a codificação informática, aprendizagem linguística e apresentações orais.

Hamad Bin Khalifa University (Qatar)
A HBKU dotou os educadores com ferramentas avançadas como Whisper (transcrição automática), Midjourney e Beautiful.ai (materiais visuais) e ChatGPT/Claude (geração de conteúdo). Promove metodologias inovadoras que libertam os docentes para se concentrarem no pensamento crítico dos estudantes através da automatização de tarefas administrativas.

University of Modena and Reggio Emilia – UNIMORE (Itália)
A UNIMORE enfrenta desafios éticos relacionados com a integridade académica devido ao uso crescente da IA generativa pelos estudantes. Em resposta, reforçou avaliações orais e defesas presenciais para assegurar que os alunos demonstrem domínio real dos conteúdos apresentados.

Rovira i Virgili University – URV (Espanha)
A URV explora experimentalmente ferramentas como ChatGPT, Copilot e DALL-E para criar recursos personalizados que aumentam o envolvimento dos estudantes nas aulas. Através da sua rede interna de investigação em IA, promove o uso criativo destas tecnologias sem substituir o papel fundamental do professor.

Em resumo, as universidades apresentadas adoptam abordagens diversas mas complementares: algumas enfatizam governança ética rigorosa (Bolonha), outras priorizam transformação digital abrangente (Murcia), exploram autonomamente novas tecnologias (USI), personalizam experiências educativas (Saint-Joseph, Carleton), utilizam alertas preventivos e apoio académico personalizado (Talca), capacitam docentes com ferramentas avançadas (HBKU), reforçam avaliações presenciais face aos desafios éticos da IA generativa (UNIMORE) ou promovem experiências interativas inovadoras nas aulas (URV).

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