Handbook of Children and Screens

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1. Handbook of Children and Screens

O “Handbook of Children and Screens”, editado por Dimitri A. Christakis e Lauren Hale, é uma obra abrangente que reúne o conhecimento de quase 400 especialistas sobre o impacto das mídias digitais na saúde, desenvolvimento e bem-estar das crianças e adolescentes. O manual aborda as profundas mudanças ocorridas desde 2017 na relação entre crianças e mídia digital, destacando a emergência de novas plataformas (como TikTok), formatos inovadores (realidade virtual) e tecnologias disruptivas (inteligência artificial generativa).

A obra enfatiza a importância de uma abordagem interdisciplinar para compreender os desafios e oportunidades apresentados pelo ambiente digital, defendendo a necessidade urgente de políticas públicas e designs tecnológicos que protejam os direitos fundamentais das crianças. O manual é dirigido a pesquisadores, educadores, profissionais de saúde, formuladores de políticas públicas e famílias, oferecendo uma base científica sólida para promover o bem-estar infantil no contexto digital.

Principais objetivos e mensagens:

  • Promover uma visão equilibrada sobre o uso dos médias digitais.
  • Mitigar riscos e maximizar benefícios para crianças e adolescentes.
  • Incentivar a colaboração interdisciplinar e a inclusão de perspectivas diversas.
  • Disponibilizar recursos abertos para facilitar o acesso amplo ao conhecimento científico.

2. Education Technology During the Pandemic and Future Emergencies

Este capítulo analisa como as tecnologias educativas foram utilizadas durante a pandemia da COVID-19 e apresenta recomendações para enfrentar futuras emergências relacionadas às mudanças climáticas ou crises globais.

Contexto:

A pandemia expôs fragilidades dos sistemas educacionais tradicionais, exigindo adaptações rápidas em contextos de emergência. O texto argumenta que tais interrupções não serão eventos isolados, mas condições frequentes devido às mudanças climáticas, exigindo sistemas educacionais resilientes.

Estado Atual:

Durante a pandemia, tecnologias educacionais familiares (Zoom, Google Classroom, YouTube) dominaram o cenário educativo emergencial. No entanto, as desigualdades sociais foram exacerbadas: estudantes mais vulneráveis tiveram dificuldades adicionais devido à falta de conectividade adequada, dispositivos insuficientes e apoio familiar limitado.

Recomendações para o Futuro:

  1. Desenvolver pedagogias adaptativas: Capacitar professores para atuar em ambientes híbridos ou totalmente remotos, com currículos flexíveis adaptáveis às crises.
  2. Garantir conectividade universal: Investir em infraestrutura tecnológica acessível a todos os estudantes.
  3. Preparar currículos e políticas flexíveis: Desenvolver materiais educativos que possam ser facilmente adaptados ao ensino remoto em situações emergenciais.
  4. Abordagem crítica ao uso da tecnologia: Considerar riscos éticos relacionados à privacidade, segurança digital e desigualdade social no uso de tecnologias educacionais.
  5. Investir no bem-estar infantil: Fortalecer sistemas sociais que garantam segurança física e psicológica dos estudantes em períodos estáveis e emergenciais.

Conclusão Geral

O documento destaca a importância crucial de preparar crianças e jovens para um mundo cada vez mais digitalizado e instável. A colaboração interdisciplinar, políticas públicas robustas, infraestrutura tecnológica acessível e pedagogias adaptativas são essenciais para garantir o desenvolvimento saudável das futuras gerações diante dos desafios contemporâneos.

Christakis, D. A., & Hale, L. (Eds.). (2023). Handbook of children and screens: Digital media, development, and well-being from birth through adolescence. Springer.

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