
Copenhaga, a capital da Dinamarca, representa uma das mais fascinantes narrativas urbanas da Europa Setentrional. Desde as suas origens como uma modesta aldeia piscatória viking no século X até ao seu estatuto actual como uma das cidades mais habitáveis do mundo, Copenhaga testemunhou e moldou eventos decisivos na história escandinava e europeia.
A cidade foi palco de transformações monumentais: desde a construção da primeira fortaleza pelo Bispo Absalão em 1167, passando pela devastação do grande incêndio de 1728, até à sua reconstrução neoclássica durante a Era Dourada dinamarquesa e a sua resistência heróica durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial. Esta metrópole de aproximadamente 1,2 milhões de habitantes na área urbana continua a ser o centro político, cultural e económico da Dinamarca, preservando um património arquitectónico único que atravessa mais de oito séculos de história.

As Origens Primitivas e a Era Viking
Os Primeiros Assentamentos
As origens de Copenhaga recuam às profundezas da pré-história escandinava. Descobertas arqueológicas substanciais de ferramentas de sílex na área fornecem evidências de assentamentos humanos que datam da Idade da Pedra, com os primeiros assentamentos na Ilha da Zelândia a remontarem a 12.000 a.C., quando terminou o período de glaciação que tornou este território inabitável. Essas descobertas indicam que as origens de Copenhaga como centro urbano remontam pelo menos ao século XI, muito antes da fundação oficial tradicionalmente aceite.
Escavações arqueológicas recentes relacionadas com os trabalhos do metro da cidade revelaram os restos de uma grande mansão de mercador perto do actual Kongens Nytorv, datada de cerca de 1020. Os restos de uma igreja antiga, com sepulturas que datam do século XI, foram descobertos perto de onde Strøget encontra Rådhuspladsen. Estas descobertas sugerem que as origens de Copenhaga voltam até ao século XI, enquanto outras descobertas arqueológicas fornecem evidências de uma comunidade mais estabelecida do que se pensava anteriormente.

A Herança Viking
Durante a chamada Era Viking, que se estendeu desde o ano 800 até 1100, os vikings dinamarqueses tornaram-se famosos em todo o mundo conhecido. A região de Copenhaga foi um importante posto avançado de onde os vikings partiram nas suas viagens pela Europa e pelo resto do mundo conhecido. Muitos historiadores acreditam que a cidade data do final da Era Viking e foi possivelmente fundada por Sueno I da Dinamarca (Sweyn Forkbeard).
O porto natural e os bons stocks de arenque parecem ter atraído pescadores e comerciantes para a área sazonalmente desde o século XI e de forma mais permanente no século XIII. As primeiras habitações foram provavelmente centradas em Gammel Strand (literalmente ‘costa antiga’) no século XI ou mesmo antes. O excelente porto incentivou o crescimento da cidade até se tornar um centro comercial importante.
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A Fundação Medieval e o Período de Absalão
A Fortaleza de Absalão
A menção escrita mais antiga da cidade é do século XII, quando Saxo Grammaticus na sua obra Gesta Danorum se referiu a ela como Portus Mercatorum, que significa ‘Porto dos Mercadores’, ou no dinamarquês da época, Købmannahavn. Tradicionalmente, a fundação de Copenhaga foi datada da construção pelo Bispo Absalão de uma modesta fortaleza na pequena ilha de Slotsholmen em 1167, onde fica o Palácio de Christiansborg hoje.
A construção da fortaleza foi uma resposta aos ataques de piratas Wendos que assolaram a costa durante o século XII. Muralhas defensivas e fossos foram concluídos e em 1177 a Igreja de St. Clemens foi construída. Em 1186, uma carta do Papa Urbano III afirma que o castelo de Hafn (Copenhaga) e suas terras vizinhas, incluindo a cidade de Hafn, foram entregues a Absalão, Bispo de Roskilde (1158–1191) e Arcebispo de Lund (1177–1201), pelo rei Valdemar I.

O Crescimento Medieval
Com a morte de Absalão, a propriedade passou a ser propriedade do Bispado de Roskilde. Por volta de 1200, a Igreja de Nossa Senhora foi construída em terreno mais alto a nordeste da cidade, que começou a desenvolver-se em torno dela. À medida que a cidade se tornou mais proeminente, foi repetidamente atacada pela Liga Hanseática.
Em 1254, Copenhaga recebeu o título de cidade sob o comando do bispo Jakob Erlandsen, que obteve apoio dos mercadores pesqueiros locais contra o rei, concedendo-lhes privilégios especiais. À medida que a indústria pesqueira prosperava em Copenhaga, particularmente no comércio de arenque, a cidade começou a expandir-se ao norte de Slotsholmen. Em meados da década de 1330, foi publicada a primeira avaliação de terras da cidade.
Os Conflitos com a Liga Hanseática
Durante os séculos XIII e XIV, Copenhaga enfrentou repetidos ataques da Liga Hanseática, uma poderosa confederação de cidades comerciais alemãs. Em 1368, foi invadida com sucesso durante a Segunda Guerra Dinamarquesa-Hanseática. Estas guerras foram fundamentais para moldar o destino da cidade e da região báltica.
A guerra culminou com a captura e destruição de Copenhaga pelas forças hanseáticas em 1368-1369. Copenhaga foi capturada e arrasada durante os ataques concertados por terra e mar da Hansa e dos seus aliados, que esmagaram metodicamente o rei Valdemar IV. Esta derrota levou ao Tratado de Stralsund em 1370, que assegurou a posição da Liga Hanseática como uma grande potência no Norte da Europa.
Capital da União de Kalmar
A Ascensão ao Estatuto de Capital
Com o estabelecimento da União de Kalmar (1397–1523) entre a Dinamarca, Noruega e Suécia, por volta de 1416 Copenhaga emergiu como capital da Dinamarca quando Eric da Pomerânia mudou a sua sede para o Castelo de Copenhaga. Esta união pessoal, desenhada pela Rainha Margarida da Dinamarca, juntou sob um único monarca os três reinos escandinavos.
A partir do século XVII, Copenhaga consolidou-se como centro regional de poder com as suas instituições, defesas e forças armadas. Durante o Renascimento, a cidade serviu como capital de facto da União de Kalmar, sendo a sede da monarquia que governava a maior parte da actual região nórdica numa união pessoal com a Suécia e a Noruega. A cidade floresceu como centro cultural e económico da Escandinávia sob a união por mais de 120 anos, começando no século XV até ao início do século XVI.
Desenvolvimento Institucional
A Universidade de Copenhaga foi inaugurada em 1 de Junho de 1479 pelo rei Cristiano I, após aprovação do papa Sisto IV. Isto faz dela a universidade mais antiga da Dinamarca e uma das mais antigas da Europa. Originalmente controlada pela Igreja Católica, o papel da universidade na sociedade foi forçado a mudar durante a Reforma na Dinamarca no final da década de 1530.

A Era de Cristiano IV: Expansão e Transformação
O Rei Construtor
Durante o reinado de Cristiano IV entre 1588 e 1648, Copenhaga teve um crescimento dramático como cidade. Por sua iniciativa no início do século XVII, dois edifícios importantes foram concluídos em Slotsholmen: o Arsenal de Tøjhus e o Børsen, a bolsa de valores. Para promover o comércio internacional, a Companhia das Índias Orientais foi fundada em 1616.
A leste da cidade, inspirado pelo planeamento holandês, o rei desenvolveu o distrito de Christianshavn com canais e muralhas. A intenção inicial era ser um centro comercial fortificado, mas acabou por se tornar parte de Copenhaga. Cristiano IV também patrocinou uma série de projectos de construção ambiciosos, incluindo o Rosenborg Slot e o Rundetårn.
O Arsenal de Cristiano IV, construído em 1604, foi parte de um grande esquema para a construção de um novo porto naval. O arsenal, juntamente com vários outros edifícios, rodeava a bacia portuária que estava ligada ao porto principal por um canal estreito. Com 163 metros de comprimento e 24 metros de largura, com paredes de três metros de espessura na base, o arsenal representava a ambição arquitectónica e militar de Cristiano IV.
Consolidação do Poder
Em 1658–1659, a cidade resistiu a um cerco dos suecos sob Carlos X e repeliu com sucesso um grande ataque. Em 1661, Copenhaga tinha afirmado a sua posição como capital da Dinamarca e da Noruega. Todas as principais instituições estavam localizadas ali, assim como a frota e a maior parte do exército. As defesas foram reforçadas com a conclusão da Cidadela em 1664 e a extensão de Christianshavns Vold com os seus bastiões em 1692.

Catástrofes e Reconstrução dos Séculos XVIII-XIX
O Grande Incêndio de 1728
Copenhaga perdeu cerca de 22 mil da sua população de 65 mil para a peste em 1711. A cidade também foi atingida por dois grandes incêndios que destruíram grande parte da sua infraestrutura. O Incêndio de Copenhaga de 1728 foi o maior da história de Copenhaga. Começou na noite de 20 de Outubro e continuou a arder até à manhã de 23 de Outubro, destruindo aproximadamente 28% da cidade, deixando cerca de 20% da população desabrigada.

Nada menos que 47% da parte medieval da cidade foi completamente perdida. As perdas culturais foram enormes: na Universidade de Copenhaga perderam-se 35.000 textos incluindo um grande número de obras únicas. No observatório no topo do Rundetårn, instrumentos e registos feitos por Tycho Brahe e Ole Rømer foram destruídos. Juntamente com o incêndio de 1795, é a principal razão pela qual poucos vestígios da cidade velha podem ser encontrados na cidade moderna.
Reconstrução e Planeamento Urbano
Seguiu-se uma quantidade substancial de reconstrução. Os proprietários das propriedades foram obrigados a iniciar a reconstrução com novas fundações de pedra, deixando uma largura de rua de não menos de 20 alen (12,5m) e 24 alen (15m) nas ruas mais importantes. O programa de alargamento proposto pelas autoridades mudou a relação entre o espaço das ruas e o espaço edificável de 15% para quase 30% a favor do espaço das ruas.
A construção de alvenaria tornou-se obrigatória em vez do método tradicional de construção de enxaimel. A reconstrução foi lenta, mas o ritmo acelerou quando a exigência de construir com alvenaria foi temporariamente suspensa. Um mapa de 1761, preparado pelo engenheiro militar Christian Gedde, mostrou a maioria das propriedades reconstruídas com uma altura de três a quatro pisos.
Provavelmente a melhoria mais visionária que resultou do incêndio de 1728 foi a introdução de um novo eixo contínuo este-oeste que tornou possível Strøget, a principal promenade pedonal de Copenhaga. Foi feito abrindo uma nova rua larga através dos escombros numa linha reta perto do local onde o incêndio tinha começado.
A Era Dourada e a Arquitectura Neoclássica
Renascimento Cultural
Apesar de Copenhaga ter sofrido com incêndios, bombardeamentos e falência nacional, as artes assumiram um novo período de criatividade catalisado pelo Romantismo da Alemanha. O período é provavelmente mais comummente associado com a Era Dourada da Pintura Dinamarquesa de 1800 a cerca de 1850. Também viu o desenvolvimento da arquitectura dinamarquesa no estilo neoclássico.

A Era Dourada testemunhou desenvolvimentos marcantes na arquitectura neoclássica – as ruas de Copenhaga, em particular, experimentaram mudanças radicais, com edifícios desenhados por Christian Frederik Hansen e Michael Gottlieb Bindesbøll. Em 1733, o trabalho começou na residência real do Palácio de Christiansborg, que foi concluído em 1745. Em 1749, o desenvolvimento do prestigioso distrito de Frederiksstaden foi iniciado. Projetado por Nicolai Eigtved no estilo rococó, o seu centro continha as mansões que agora formam o Palácio de Amalienborg.
Arquitectos e Edifícios Emblemáticos
Christian Frederik Hansen desenvolveu um estilo bastante severo com formas limpas e simples e superfícies grandes e ininterruptas inspiradas na arquitectura da Grécia e Roma antigas. A partir de 1800, ele ficou encarregado de todos os principais projectos de construção em Copenhaga, onde desenhou a Câmara Municipal e Tribunal de Copenhaga (1805–1815) no Nytorv. Também foi responsável pela reconstrução da Igreja de Nossa Senhora (Vor Frue Kirke) e pelo desenho da praça circundante (1811–1829).
Michael Gottlieb Bindesbøll é lembrado sobretudo por desenhar o Museu Thorvaldsens. Em 1822, como jovem, tinha experimentado o classicismo de Karl Friedrich Schinkel na Alemanha e França e conhecera o arquitecto e arqueólogo nascido na Alemanha Franz Gau que o introduziu à arquitectura colorida da antiguidade.

Os Desafios dos Séculos XIX-XX
Bombardeamentos e Guerras Napoleónicas
Em 1801, uma frota britânica comandada pelo almirante Parker travou a batalha de Copenhaga contra a marinha dinamarquesa no porto da cidade. O bombardeamento da cidade em 1807 (a segunda batalha de Copenhaga) por uma força expedicionária britânica causou danos intensos e centenas de mortos. Estes eventos proporcionaram novas oportunidades para Copenhaga. Arquitectos e planificadores alargaram as ruas, construindo edifícios neoclássicos belamente desenhados oferecendo um aspecto mais brilhante mas íntimo.
Expansão Urbana
Nos anos 1850, as muralhas da cidade foram abertas para permitir o desenvolvimento urbano, com a construção de novos edifícios. Em 1901, a cidade expandiu-se novamente, de modo a incorporar comunidades com 40.000 habitantes, o que tornou Frederiksberg um enclave dentro de Copenhaga. A cidade continuou a crescer e a modernizar-se durante o século XIX, estabelecendo as bases para se tornar uma metrópole moderna.
Arquitectura do Século XX
A transição do Neoclassicismo para a adaptação nórdica do movimento moderno, comummente referida como funcionalismo, é mais claramente vista na área da habitação. Um dos líderes na melhoria da habitação foi a Associação de Habitação Pública de Copenhaga (KAB), que supervisionou a construção do projecto de demonstração Studiebyen (1920–24).
A preocupação com a habitação estendeu-se até aos anos 1980 e 1990, resultando em muitos desenvolvimentos de grande escala. A procura de uma expressão apropriada e um estilo definidor é evidente nos novos bairros urbanos que foram construídos para fornecer habitação e serviços.

A Segunda Guerra Mundial e a Ocupação Alemã
A Ocupação Alemã (1940-1945)
A cidade foi ocupada por tropas alemãs entre 9 de Abril de 1940 e 4 de Maio de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, juntamente com o resto do país. Apesar das tentativas da Dinamarca de permanecer neutra durante a guerra, as forças alemãs tomaram o país pela sua localização estratégica e recursos.

O governo dinamarquês e o rei funcionaram de forma relativamente normal até 29 de Agosto de 1943, quando a Alemanha colocou a Dinamarca sob ocupação militar directa. Ao contrário da situação noutros países sob ocupação alemã, a maioria das instituições dinamarquesas continuou a funcionar relativamente normalmente até 1945. Tanto o governo dinamarquês como o rei permaneceram no país numa relação difícil entre um sistema democrático e um sistema totalitário até 1943.

A Resistência Dinamarquesa
O movimento de resistência dinamarquês desenvolveu-se ao longo do curso da ocupação. Os primeiros grupos de resistência incluíam o grupo Churchill em Aalborg e o grupo Hvidsten em Randers. Os maiores eram o grupo Holger Danske, que no final da guerra tinha 350 membros, e BOPA, que tinha 150 membros, ambos da área de Copenhaga.

Em 1943, o movimento de resistência conseguiu um grande sucesso ao resgatar todos menos 500 dos 7.000–8.000 judeus dinamarqueses de serem enviados para os campos de concentração nazis, ajudando a transportá-los para a Suécia neutra. BOPA numerava cerca de 350 pessoas em 1944, mas apenas 179 ainda estavam lá na libertação em 1945. Um em cada cinco morreu – 43 perderam as suas vidas.

O Conselho da Liberdade Dinamarquês foi estabelecido em Setembro de 1943, reunindo os vários grupos de resistência para melhorar a sua eficiência e determinação. Um governo subterrâneo foi estabelecido. Os governos aliados, que tinham sido céticos sobre o compromisso da Dinamarca em lutar contra a Alemanha, começaram a reconhecê-lo como um aliado completo.
Libertação
As forças alemãs na Dinamarca renderam-se em 4 de Maio de 1945, embora os exércitos aliados ainda não tivessem chegado ao país peninsular. A notícia espalhou-se rapidamente via rádio, levando a expressões generalizadas de alegria e alívio. A libertação oficial da Dinamarca ocorreu no dia seguinte, quando o Marechal de Campo Bernard Montgomery liderou as forças britânicas através do país.
Apenas pouco mais de 3.000 dinamarqueses morreram como resultado directo da ocupação. Um adicional de 2.000 voluntários do Corpo Livre da Dinamarca e Waffen-SS, a maioria dos quais originários da minoria alemã do sul da Dinamarca, morreram lutando na Frente Oriental. No geral, isto representa uma taxa de mortalidade muito baixa comparada com outros países ocupados.
Copenhaga Contemporânea e Transformação Urbana
Desenvolvimento Pós-Guerra
Copenhaga expandiu-se consideravelmente após a guerra. Desde 2000, as cidades de Copenhaga e Malmö tornaram-se mais ligadas através da ponte Øresund, criando uma região metropolitana transfronteiriça. A cidade tem sido repetidamente reconhecida como uma das cidades com melhor qualidade de vida do planeta.
Planeamento Urbano Moderno
No início dos anos 1960, como muitas cidades mundiais, Copenhaga começou a abrir espaços para o automóvel construindo ruas, autoestradas e estacionamentos dentro da cidade. Um grupo de arquitectos e urbanistas previu os impactos prejudiciais que isto poderia ter na forma e vida da sua cidade. Quando a cidade começou a entrar em declínio económico, o governo local mostrou receptividade às ideias dos arquitectos e começou a tomar medidas para revitalizar a cidade.

Uma das ruas mais proeminentes de Copenhaga, Strøget, foi convertida de uma rua acessível a automóveis para uma promenade totalmente pedonal em 1962. O governo local começou a investir recursos e a tomar riscos para limitar estrategicamente os automóveis. Ao longo das décadas seguintes, recuperaram muitas ruas, boulevards e praças.
Arquitectura Contemporânea
Copenhaga é conhecida não só pelos seus edifícios históricos mas também pela sua arquitectura moderna e futurista. Entre os arquitectos mais proeminentes está Bjarke Ingels, cujo escritório BIG (Bjarke Ingels Group) criou alguns dos edifícios mais inovadores e sustentáveis em Copenhaga. Arne Jacobsen, cujo estilo modernista pode ser visto em muitos edifícios em torno de Copenhaga, é outro arquitecto notável.

BLOX, um edifício construído em 2018, combina tecnologia avançada com design inovador, tornando-se numa das mais emocionantes novas adições ao horizonte da cidade. A Biblioteca Real Dinamarquesa, conhecida como o Diamante Negro, representa outro exemplo marcante da arquitectura contemporânea de Copenhaga, com o seu exterior angular e negro e átrio central iluminado.
Conclusão
A história de Copenhaga representa uma notável narrativa de resiliência, adaptação e renovação contínua ao longo de mais de mil anos. Desde as suas origens como uma modesta aldeia piscatória viking até à sua posição actual como uma das capitais mais progressistas da Europa, a cidade demonstrou uma capacidade extraordinária de se reinventar face aos desafios históricos. As devastações causadas pelos incêndios dos séculos XVIII e XIX, os bombardeamentos das Guerras Napoleónicas e a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial serviram paradoxalmente como catalisadores para períodos de renascimento arquitectónico e cultural.
O legado deixado por figuras como o Bispo Absalão, o Rei Cristiano IV, e os arquitectos da Era Dourada como Christian Frederik Hansen continua visível nas ruas de Copenhaga contemporânea. A síntese única da cidade entre preservação histórica e inovação moderna – exemplificada na coexistência harmoniosa entre bairros medievais como Nyhavn e marcos arquitectónicos contemporâneos como o Diamante Negro – estabelece Copenhaga como um modelo de desenvolvimento urbano sustentável.
A transformação de Copenhaga de uma cidade devastada pela guerra para uma metrópole reconhecida mundialmente pela sua qualidade de vida demonstra não apenas a determinação do povo dinamarquês, mas também a importância do planeamento urbano visionário e da preservação do património cultural. Hoje, enquanto Copenhaga enfrenta os desafios do século XXI, a sua rica herança histórica continua a informar e inspirar as soluções para o futuro, mantendo o seu papel como centro vital da vida política, cultural e económica escandinava.
