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O documento “Domain of AI-Awareness for Education” apresenta um enquadramento abrangente para promover uma consciência crítica sobre a Inteligência Artificial Generativa no ensino superior, organizado em sete domínios interligados que visam apoiar educadores na integração e reflexão sobre IA nas práticas pedagógicas.
Estrutura dos Domínios de Consciência da IA
O documento propõe os seguintes domínios para desenvolver uma compreensão multifacetada da IA:
- Conhecimento: Explica o que é IA generativa, como funcionam os grandes modelos de linguagem (LLMs) e destaca aplicações e limitações destas tecnologias, como a tendência para gerar conteúdos imprecisos e a replicação de padrões sociais presentes nos dados de treino.
- Ética: Analisa questões como privacidade, propriedade intelectual, acessibilidade, impacto ambiental e o risco de perpetuar viéses e desinformação através do uso da IA. Destaca casos reais de disputa por direitos de autor e enfatiza a importância de políticas claras sobre o uso de dados e consentimento.
- Valores: Incentiva os docentes a refletirem sobre os seus valores individuais e institucionais, mostrando como estes influenciam decisões pedagógicas, desde o uso da IA no feedback até à deteção de fraude académica. Apresenta estratégias para alinhar práticas ao compromisso de integridade académica (honestidade, justiça, responsabilidade, coragem, respeito e confiança).
- Afecto: Realça a importância da inteligência emocional na gestão das próprias reações e das dos alunos face à IA, sugerindo estudos de caso sobre situações em que a utilização, recusa ou delegação em IA provoca desconforto ou conflito de valores.
- Competências: Detalha técnicas de prompt e “context engineering” para potenciar o uso crítico da IA, incluindo métodos para avaliar a validade, o viés e a autoridade dos resultados gerados (p. ex., método SIFT adaptado para IA).
- Pedagogia: Enuncia estratégias para redesenhar avaliações e atividades de modo a minimizar o uso indevido da IA ou potenciar o seu valor pedagógico (autenticidade, alternativa, feedback, planeamento, colaboração e literacia em IA), promovendo atividades que desenvolvem competências humanas distintivas.
- Interconexão: Apela à contextualização do fenómeno da IA em quadros sociais, institucionais e políticos mais amplos, reconhecendo tensões como a regulação legislativa, monopólios tecnológicos e desigualdades no acesso e impacto ambiental.
Implicações para Práticas Educativas
- O documento não recomenda uma abordagem única—proibir a IA, ignorá-la ou adotá-la sem reflexão; antes, propõe uma integração ponderada, transparente e alinhada com valores e resultados de aprendizagem.
- Sugere incluir declarações claras sobre IA nos programas de disciplinas, detalhando condições de uso, alternativas, responsabilidades e consequências.
- Incentiva a revisão contínua das práticas e o acompanhamento da evolução tecnológica e legislativa para garantir decisões pedagógicas informadas e éticas.
Recursos e Exemplos Práticos
- Inclui estudos de caso, listas de valores, exemplos de políticas de uso de IA, dicas práticas para engenharia de prompts e modelos de avaliação AI-resistente (autênticas, colaborativas, reflexivas, ao vivo).
- Oferece ligações para guias de linguagem inclusiva, referências bibliográficas e instrumentos de auto-reflexão.
Este documento serve como um guia fundamental para profissionais da educação que pretendem implementar, discutir ou resistir à integração da IA generativa, promovendo uma abordagem crítica, ética, emocionalmente consciente e pedagogicamente eficaz.

