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O tempo passou e a promoção da leitura se transformou. De uma ação empírica, exploratória e intuitiva, passou a ser estratégica e política. Foi ganhando terreno, conquistando territórios inexplorados, confrontando-se com realidades cada vez mais duras, mais injustas e violentas, ampliando sua visão para incluir novos textos, diversas maneiras de ler e diferentes grupos leitores.
Essa mudança foi ao encontro das transformações do significado da leitura. Ler foi considerado durante séculos um privilégio. Seu ensino se baseava no desenvolvimento de um conjunto de habilidades, que se configuravam como atos mecânicos. Posteriormente, com o desenvolvimento da psicologia, deu-se ênfase aos processos cognitivos e individuais, passando por um intercâmbio de sentidos, até chegar a uma concepção de leitura e de escrita como práticas sociais e culturais, que são, atualmente, um direito do cidadão.
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Referências bibliográficas
MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. Tradução de Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras: 1997.
LAHIRE, Bernard. Sociología de la lectura. Barcelona: Gedisa editorial, 2004.
BORGES, Jorge Luis. Obras completas. Buenos Aires: Emecé editores, 1974.
ROSENBLAT, Louise M. La literatura como exploración. Cidade do Mé- xico: Fondo de Cultural Económica, 2002.

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