Ler na fonte | Autor: Patricia Rosas Chávez
A leitura está na base do processo educativo: é a extensão do nosso pensamento comunicado ao longo do tempo e do espaço. Mas cada vez precisamos de ler de uma forma mais sofisticada para não ficarmos apenas nas linhas, aprofundar a análise. O diálogo intercultural e humanista que implica deve ajudar-nos a alcançar a sua máxima utilidade: conhecer, preservar e aumentar o nosso legado cultural.
Existe uma narrativa sobre a leitura que a correlaciona proporcionalmente com o desenvolvimento económico das sociedades. Nesse sentido, são realizados estudos e comparativos – principalmente padronizados – sobre as competências de leitura. Essas visões ignoram a complexidade do fenómeno de leitura: existem muitos tipos de leitores, textos e contextos. Portanto, a maneira de socializar a atividade da leitura teria que ir além das suas contribuições em termos económicos ou educativos.
Leitura e cultura
A leitura é uma das competências mais sofisticadas que a humanidade já alcançou. Poder ler e escrever permitiu deixar registo de formas de vida e pensamento, de diversidade de culturas. A cultura letrada é um meio poderoso e relativamente acessível de se aproximar do legado cultural. Ele resume o nosso processo civilizacional: os nossos avanços na ciência, na técnica e na tecnologia para melhorar a nossa qualidade de vida.
Aumentar a compreensão da nossa ignorância é uma das máximas utilidades da leitura. O que e quanto ignoramos se refletirmos sobre o nosso futuro histórico? A ciência coloca nas nossas mãos muitas respostas, mas também novas perguntas. A ignorância ameaça o nosso objetivo como espécie, que é a sobrevivência. Outro assunto pendente é a violência como reação primitiva para resolver os nossos problemas. É por isso que é vital que a escola não esqueça a tarefa essencial de educar para o pensamento científico, crítico e para o humanismo.
A leitura está na base do processo educativo: é a extensão do nosso pensamento comunicado ao longo do tempo e do espaço. Mas cada vez precisamos de ler de uma forma mais sofisticada para não ficarmos apenas nas linhas, para aprofundar a análise. O diálogo intercultural e humanista que implica deve ajudar-nos a alcançar a sua máxima utilidade: conhecer, preservar e aumentar o nosso legado cultural.
Existe uma narrativa sobre a leitura que a correlaciona proporcionalmente com o desenvolvimento económico das sociedades. Nesse sentido, são realizados estudos comparativos – principalmente padronizados – sobre as habilidades de leitura. Essas visões ignoram a complexidade do fenómeno de leitura: existem muitos tipos de leitores, textos e contextos. Portanto, a maneira de socializar a atividade da leitura teria que ir além das suas contribuições em termos económicos ou educativos.
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