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RESUMO
Em 2016, 4642 alunos portugueses, selecionados aleatoriamente de todas as regiões de Portugal, a frequentar o 4.º ano de escolaridade em escolas públicas e privadas, participaram no PIRLS 2016, tendo alcançado um desempenho médio de 528 pontos (SE = 2,3), 13 pontos significativamente abaixo da média observada no PIRLS 2011.
Neste artigo, por recurso a modelos de regressão linear hierárquica aplicados aos valores plausíveis de literacia dos alunos, procurou-se identificar as variáveis ao nível do aluno, das famílias, dos professores e das escolas capazes de explicar a variabilidade observada nos resultados de literacia de leitura dos alunos portugueses.
Cerca de 26% e 32% desta variabilidade podem, respetivamente, ser explicadas por um conjunto reduzido de variáveis caracterizadoras do aluno e da família, e dos professores e das escolas. A confiança dos alunos como leitores e os recursos educativos disponíveis em casa são os melhores preditores da variação dos desempenhos ao nível do aluno e família.
Ao nível da escola e dos professores, a ênfase da escola no sucesso académico e a perceção dos professores quanto à vontade de os alunos terem sucesso académico são os melhores preditores da variação observada nos desempenhos dos alunos portugueses no PIRLS 2016.
Referência: Marôco, J. (2018). O Bom Leitor: Preditores da Literacia de Leitura dos Alunos Portugueses no PIRLS 2016. Revista Portuguesa De Educação, 31(2), 115-131. doi: 10.21814/rpe.13768
