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Prefácio
O diálogo entre a pesquisa científica e a sala de aula é fundamental em um país como o Brasil que tem desafios históricos a enfrentar no campo educacional. Eis aqui um livro que traz importantes reflexões para que o país possa avançar na melhoria da qualidade da educação com base em evidências científicas. Por meio de linguagem acessível e utilização de infográficos são indicados importantes caminhos para uma prática pedagógica mais efetiva.
Com base na revisão de 840 estudos e pesquisas desenvolvidos no Brasil e em outros 50 países, as autoras apresentam as principais descobertas da Neurociência relacionadas à aprendizagem e esclarecem como o professor pode colocar essas evidências científicas em ação na sala de aula. O leitor também é convocado a repensar os propósitos da educação nesse novo mundo moldado pela inteligência artificial e repleto de desafios. No último capítulo, são apresentadas 22 tendências que estão redesenhando a educação ao redor do mundo e promovendo inovações em todas as dimensões do processo de ensino e aprendizagem.
De facto, é preciso inovar na educação. Apesar das conquistas observadas nas últimas décadas, o atual quadro educacional brasileiro apresenta fragilidades que revelam o quanto o país está distante de promover padrões desejáveis de aprendizagem para a população.
Em 2019, apenas 69% dos estudantes que iniciaram o ensino fundamental concluíram o ensino médio: um terço ficou pelo caminho sem completar sua escolarização. Para além da questão da permanência na escola, o Brasil tem tido pouca efetividade nos resultados de aprendizagem. Os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) indicam que, nos últimos 20 anos, o país vem mantendo um patamar de aprendizagem muito baixo, no qual apenas 1 em cada 10 estudantes conclui o ensino médio com aprendizado adequado em matemática.
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