LUCIEN FEBVRE NO CAMINHO DAS MENTALIDADES | ensaio

por Ronald Raminelli!

Foto de Miglena Georgieva na Unsplash

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RESUMO: O resgate de parte da obra de Lucien Febvre é o objetivo do presente ensaio, especialmente quando trata do tema mentalidades. Analisar-se-á basicamente dois livros: O Problema da Descrença no Século XVI e Em torno do Heptaméron, obras da década de 1940 (período aqui privilegiado), procurar-se-á perceber os caminhos percorridos por Lucien Febvre para delinear a problemática, tentando encontrar a particularidade de seus estudos, que remetam à compreensão do “homem” e suas mentalidades. Torna-se importante pensar como estas questões foram tratadas no momento anterior aos estudos de Febvre, constatando quais foram os legados, os indícios que possibilitaram ao historiador introduzir a perspectiva mental no conhecimento histórico, Não quero, assim, dizer que Lucien Febvre tenha sido o pioneiro na história das mentalidades, mas destacar que o caminho trilhado por ele é singular, aspecto que será tratado ao longo do ensaio,

Outillage Mental

Utensilagem mental é:

“inventariar em detalhes e depois recompor, para a época estudada, o material mental de que dispunham os homens desta época; através de um esforço de erudição, mas também de imaginação, reconstruir o universo, ffsico, intelectual, moral, no meio do qual se moveram as geraçôes que o precederam; tornar evidente, de um lado, a insuficiência das noções de fato sobre tal ou tal ponto; por outro lado, o estudo da natureza engendraria necessariamente lacunas ¢ deformações nas representações que certa coletividade histórica forjaria do mundo, da vida, da religio, dapolitica”!

Partindo destas considerações, Febvre constroe sua história das mentalidades.

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Referência: R. História, São Paulo, n. 122, p. 97-115, jan/jul. 1990.

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