Os ensaios contidos neste Caderno delineiam um futuro em que será fundamental o entrelaçamento entre competências profissionais e competências sociais, entre a cultura do trabalho e a cultura da cidadania, entre a capacidade de enfrentar a inovação e a consciência da sustentabilidade como um objetivo indispensável.
Olhar para 2030 – tal como a Agenda 2030 das Nações Unidas – é equivalente a colocar a si próprio o problema do nosso futuro. Para aqueles que trabalham na educação, significa antes de mais perguntar-se em que mundo se encontrarão os rapazes e raparigas que entram hoje no sistema de formação, e que competências precisarão para o enfrentar. É um problema que surge de uma forma nova e particularmente urgente, porque nunca a escola teve de enfrentar um contexto em tão rápida mudança. Certamente não se trata de tentar vaticinios improváveis, mas de formular hipóteses que a ajudem a orientar-se.
Os ensaios contidos neste Caderno tentam dar alguma resposta à questão de qual pode e deve ser o papel da escola e da formação, num cenário em que a única certeza diz respeito à centralidade do conhecimento.

