Por que gostamos tanto de histórias? | Irene Vallejo, filóloga e escritora

Aos heróis invisíveis:

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A paixão de Irene Vallejo pela literatura vem desde pequena, quando a sua mãe, todas as noites, alimentava a sua imaginação contando-lhe histórias antes de ir dormir. Neta de professores e filha de grandes leitores, Irene cresceu numa casa rodeada de livros. Foi uma criança curiosa e esperta que encontrou nos textos literários um lugar onde se agarrar quando, com apenas 8 anos, sofreu bullying escolar. “Eu acredito que todas as pessoas que amamos os livros – refere – num momento ou noutro, sentimos que eles nos acompanhavam, que nos protegiam, que criavam um espaço seguro e confortável onde nos sentíamos compreendidos”.

Vallejo transformou a sua paixão pelas letras na sua profissão. Doutorada em Filologia Clássica pelas Universidades de Saragoça e Florença, o seu trabalho centra-se na investigação e divulgação de autores clássicos.Colaboradora habitual de diferentes jornais, em 2011 publicou o seu primeiro romance – “La Luz Sepultada” -, e desde então tornou-se numa das escritoras mais relevantes da sua geração.A sua carreira literária alcançou um marco em 2019 com “El infinito en un junco”, onde a autora explora a história dos livros desde as suas origens até aos nossos dias.

Um ensaio com mais de um milhão de exemplares vendidos, traduzido para mais de 30 idiomas e pelo qual foi galardoada com o Prémio Nacional de Ensaio.Em 2023 foi publicada a sua adaptação gráfica, uma obra na qual Irene Vallejo colaborou com o ilustrador Tyto Alba, acrescentando uma dimensão visual ao texto original, que acompanha e complementa a narrativa.

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