Dois fantasmas e uma bazuca: o que uma peça de teatro ensina sobre dinheiro fácil e cidadania

Um economista escreve uma peça de teatro em que os fantasmas de D. Manuel I e do Marquês de Pombal visitam o primeiro-ministro à hora de assinar mais um pedido de pagamento do PRR. Por trás da sátira está uma tese séria sobre dinheiro fácil, soberania e prestação de contas — com aplicação direta à literacia política e financeira que a escola portuguesa é hoje chamada a ensinar.

Ler a peça |

Um professor catedrático de Finanças imagina o primeiro-ministro a assinar, às três da manhã, mais um pedido de pagamento do PRR — e dois visitantes inesperados a entrarem no gabinete: D. Manuel I e o Marquês de Pombal. A peça é ficção; a pergunta que deixa não é. Este artigo verifica os factos históricos por trás da sátira e propõe uma forma de a levar para a sala de aula, a propósito de literacia política e financeira.

Há uma cena que qualquer aluno do secundário reconhece de imediato, mesmo sem saber nomeá-la: alguém recebe dinheiro sem esforço e, algum tempo depois, descobre que esse dinheiro mudou mais do que aquilo que comprou. É essa cena, ampliada à escala de um país e de cinco séculos, que o economista Pedro Santa Clara — professor catedrático de Finanças na Nova School of Business and Economics e fundador da escola gratuita de programação 42Lisboa, já conhecido dos leitores deste blogue pela conversa que gerou o artigo «Para que serve um Ministério da Educação?» — decidiu pôr em palco numa peça curta, publicada esta semana e partilhada diretamente com este blogue. Chama-se «Auto da Bazuca», subtitulada «peça em um ato, para dois fantasmas e um primeiro-ministro», e o ponto de partida é simples: às três da manhã, no Gabinete do Primeiro-Ministro em São Bento, um chefe de governo assina, página a página, o Pedido de Pagamento n.º 7 do PRR. Um cheiro a pimenta invade a sala. Depois, um cheiro a cal, pólvora e terramoto. Entram D. Manuel I e o Marquês de Pombal.

Uma peça de teatro, não um artigo de opinião

Convém começar por dizer o que este texto é e o que não é, porque essa distinção é, também ela, uma lição de literacia mediática. «Auto da Bazuca» não é uma notícia, não é um estudo académico e não pretende sê-lo: é uma peça de teatro satírica, com personagens históricas a proferir falas que nunca proferiram, num diálogo que nunca aconteceu. O próprio autor o assume sem ambiguidade na nota final do texto: «As personagens e as falas são invenção; o mecanismo, infelizmente, não». É uma frase que vale a pena dar a um aluno antes de qualquer outra coisa neste artigo — porque resume, em poucas palavras, a diferença entre um facto histórico verificável e o uso legítimo, mas deliberado, de ficção para o tornar memorável. D. Manuel I nunca discutiu fundos europeus; o Marquês de Pombal nunca usou a palavra «beneficiário final». Mas o Tratado de Methuen existiu, as Cortes portuguesas estiveram de facto mais de um século sem se reunir, e a Companhia de Jesus foi mesmo expulsa de Portugal em 1759 — como este artigo verifica adiante, ponto por ponto.

A peça apoia-se explicitamente na obra do economista Nuno Palma, professor catedrático de Economia na Universidade de Manchester e diretor do Arthur Lewis Lab for Comparative Development da mesma instituição. É essa base que interessa examinar com cuidado, antes de qualquer aplicação em sala de aula.

A tese por trás da sátira: três rendas fáceis, cinco séculos de intervalo

A ideia central que a peça dramatiza tem nome e autor: chama-se, na obra de Nuno Palma, a tese de que Portugal foi moldado por sucessivas «rendas» externas — riqueza que chega de fora sem exigir, em troca, negociação com os cidadãos nem construção de capacidade produtiva interna. Palma desenvolveu-a primeiro em As Causas do Atraso Português: Repensar o Passado para Reinventar o Presente, publicado pela D. Quixote em novembro de 2023, onde argumenta que é preciso recuar séculos — à pimenta indiana e ao ouro brasileiro — para compreender por que razão Portugal já era, em meados do século XIX, um dos países mais pobres da Europa Ocidental (Palma, 2023). O livro dedica particular atenção à destruição, por Pombal, do sistema educativo herdado dos jesuítas, que o próprio Palma classifica como «a mais desastrosa política de Pombal, no longo prazo» — um ponto que a peça de Santa Clara retoma quase palavra por palavra na boca do fantasma de D. Manuel.

Este ano, Palma alargou a mesma tese ao presente: em junho de 2026, a D. Quixote publicou O Vício dos Fundos Europeus: As Consequências da Política de Coesão e Porque Deve Terminar, com edição inglesa a sair em setembro pela Cambridge University Press sob o título Europe’s Poison Pill: The Unintended Consequences of Cohesion Funds and Why They Must End. A tese central: os fundos de coesão europeus funcionariam, para Portugal, como uma terceira dose do mesmo vício da pimenta e do ouro — dinheiro que chega de fora, sustenta um Estado que não precisa de negociar impostos com quem o financia, e adia reformas estruturais em vez de as forçar. É Palma quem usa, em entrevistas recentes, a expressão que a peça de Santa Clara também emprega: Portugal como «Estado-cliente» da União Europeia (Jornal Nordeste, 2026).

Vale a pena registar que este não é um argumento marginal, mesmo sendo controverso. A edição inglesa de Palma reúne recomendações de economistas como Vítor Gaspar, antigo diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do Fundo Monetário Internacional, e James A. Robinson, distinguido com o Prémio Nobel das Ciências Económicas em 2024 (Cambridge University Press, 2026). Isso não torna a tese consensual — como se verá na secção seguinte, está longe de o ser —, mas situa-a como um argumento economicamente sério, e não como uma opinião isolada.

Clicar na imagem para ver a apresentação…

O que a história confirma

Antes de qualquer discussão sobre se a tese é justa para o presente, este artigo verificou, ponto por ponto, os factos históricos concretos que a peça de Santa Clara usa como andaime da sua sátira. Fê-lo porque uma peça de teatro tem liberdade para inventar diálogos, mas um blogue de educação não tem liberdade para reproduzir números sem os confirmar — e porque essa mesma verificação é, em si, um exercício de literacia histórica que qualquer professor pode replicar com uma turma.

O silêncio das Cortes é real, e o número é praticamente exato. As Cortes portuguesas, órgão de representação com clero, nobreza e povo, não voltaram a reunir-se entre 1698 — ano em que a última convocação, sob D. Pedro II, serviu apenas para confirmar a sucessão do futuro D. João V — e 1820, ano da revolução liberal do Porto (Assembleia da República, s.d.). São 122 anos, o número exato que a personagem de Pombal enuncia na peça.

A expulsão dos jesuítas e a companhia de comércio que a precedeu também são verificáveis com datas precisas. Em 1755, Pombal instituiu, através do seu meio-irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado — então governador do Grão-Pará e Maranhão —, a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, um monopólio que retirava aos jesuítas o controlo económico das suas missões na Amazónia (Wikipédia, 2026a). Quatro anos depois, a 3 de setembro de 1759, D. José I assinou a lei que expulsava a Companhia de Jesus de todos os domínios portugueses (Instituto Humanitas Unisinos, s.d.). A peça sugere uma leitura causal entre os interesses comerciais da família de Pombal no Brasil e a expulsão religiosa; essa é já uma interpretação histórica, não um facto puro, e convém apresentá-la aos alunos como tal — uma tese debatida por historiadores, não uma sequência de causa e efeito universalmente aceite.

O retrato do analfabetismo português também resiste à verificação, embora com um pequeno ajuste. A peça, pela voz de D. Manuel, atribui a Pombal a responsabilidade por «três em cada quatro portugueses» não saberem ler em 1900. Os censos portugueses de 1900 registam uma taxa de analfabetismo de 78,6% da população — ligeiramente acima dos três em quatro citados, mas na mesma ordem de grandeza (Repositório da Universidade de Lisboa, s.d.). O que os historiadores discutem, e a peça simplifica em nome do efeito dramático, é até que ponto essa cifra se explica pela decisão pombalina de 1759 e até que ponto resulta de dois séculos de outras políticas, guerras e ciclos económicos que se seguiram. A direção do argumento — Pombal desmantelou uma rede educativa sem a substituir por algo equivalente — está bem documentada; a atribuição de responsabilidade exclusiva por um resultado registado 141 anos depois é uma simplificação retórica.

Por fim, o valor do PRR mencionado na peça — «vinte e dois mil milhões de euros» — corresponde, com grande exatidão, à dotação total do programa após a última reprogramação: 22,2 mil milhões de euros, dos quais 16,3 mil milhões em subvenções não reembolsáveis e 5,9 mil milhões em empréstimos (Recuperar Portugal, 2025). Vale a pena notar, para quem quiser situar a peça no calendário real, que o «Pedido de Pagamento n.º 7» que serve de cenário à ação já tinha sido efetivamente pago em novembro de 2025 — à data de publicação da peça, Portugal encontrava-se já a tratar do nono e do décimo, e último, pedido de pagamento. É um pequeno anacronismo que em nada compromete o argumento da peça, mas que este artigo assinala por rigor, exatamente como assinalaria um erro de data num manual escolar.

Uma tese, não um consenso

É neste ponto que este artigo se afasta da peça para acrescentar o que uma sátira, pela sua própria natureza, não tem espaço para fazer: mostrar o outro lado do argumento. A tese de Nuno Palma — de que os fundos europeus operam como uma «maldição dos recursos» moderna — não é aceite sem contestação pela generalidade dos economistas que estudam a política de coesão europeia, e apresentá-la como verdade estabelecida seria um desserviço a qualquer aluno que a leia neste blogue.

A própria obra de Palma reconhece que, nas primeiras décadas depois da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, em 1986, houve convergência real com os países mais ricos da União — um facto que a personagem do primeiro-ministro, na peça, também admite antes de o matizar. É sobretudo desde o início do século XXI, com o crescimento a estagnar face à média europeia, que o argumento da dependência ganha força empírica. Este blogue já tinha documentado, num artigo publicado ontem, um dado que reforça diretamente essa leitura: segundo um relatório do Tribunal de Contas Europeu de 2025, citado nesse artigo, 90% do investimento público português entre 2014 e 2020 foi financiado por fundos de coesão — a percentagem mais alta de toda a União Europeia, muito acima da média comunitária de 14% (jfborges.com, 2026). É um número que dá substância concreta ao que a peça de Santa Clara dramatiza com fantasmas: um país que investe, sobretudo, com dinheiro que não é seu, e cujas prioridades de investimento tendem a seguir o que é elegível a formulário europeu, não necessariamente o que é mais urgente a nível nacional.

Dito isto, é justo que os alunos conheçam também os argumentos do lado oposto, que este artigo não pode desenvolver em profundidade sem sair do seu âmbito, mas que importa nomear: quem defende a política de coesão europeia argumenta que a alternativa contrafactual — Portugal sem fundos europeus — poderia ter significado décadas de subinvestimento ainda mais acentuado, e que o problema não estaria nos fundos em si, mas na qualidade da despesa pública nacional que os complementa ou os desperdiça. É um debate genuinamente em aberto entre economistas, e uma peça de teatro, por definição, escolhe um lado para o tornar dramático. A escola, ao contrário do teatro, tem o dever de mostrar os dois.

O que isto diz à escola portuguesa

Nenhuma destas teses foi escrita a pensar em currículo escolar, mas a pergunta que a peça dramatiza — o que acontece a uma sociedade quando o dinheiro chega sem que ninguém precise de o justificar perante quem o vai pagar — está no centro de vários documentos curriculares portugueses, ainda que raramente com esta formulação. O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória identifica a literacia financeira e a cidadania ativa e informada como competências a desenvolver ao longo de toda a escolaridade, num registo que pressupõe exatamente este tipo de exercício: compreender de onde vem o dinheiro público e que responsabilidades esse mesmo dinheiro cria, ou dispensa (Direção-Geral da Educação, 2017). O domínio da Educação Financeira e o da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, presentes na componente de Cidadania e Desenvolvimento ao longo dos três ciclos, oferecem um enquadramento formal direto para discutir a diferença entre imposto e subsídio, entre dívida e doação, e entre um Estado que responde aos seus contribuintes e um Estado que responde a um calendário de avisos de candidatura.

Para turmas do secundário, sobretudo nas disciplinas de História A e de Economia A, a peça oferece uma entrada pouco comum: em vez de apresentar o Tratado de Methuen, o ouro do Brasil ou o PRR como três capítulos separados de três programas diferentes, obriga a lê-los como uma única linha narrativa, o que é precisamente o tipo de pensamento histórico de longa duração que os documentos curriculares valorizam mas que a organização por temas e por anos letivos raramente permite construir sozinha. A margem de autonomia curricular de 25% que o Decreto-Lei n.º 55/2018 já concede às escolas portuguesas é, também aqui, o espaço óbvio para cruzar História, Economia e Português numa mesma sequência de aulas em torno deste texto (Portugal, 2018).

Uma proposta para a sala de aula

Uma forma simples de levar este texto para uma turma do 11.º ou do 12.º ano não passa por discutir se os fundos europeus são bons ou maus — essa discussão, tal como a da peça, tende a escolher lados antes de examinar provas —, passa por pedir aos alunos que façam, eles próprios, o trabalho de verificação que este artigo fez. Distribui-se o texto da peça, ou um excerto, e pede-se a cada grupo que escolha uma afirmação histórica concreta feita por uma das personagens — o número de anos sem Cortes, a data da expulsão dos jesuítas, a taxa de analfabetismo em 1900, o valor do PRR — e a confirme ou desminta com uma fonte primária ou académica, citada em formato APA. A discussão que costuma seguir-se revela algo que interessa mais do que qualquer conclusão sobre fundos europeus: que a ficção histórica pode ser rigorosa nos factos e, ainda assim, tendenciosa na interpretação que deles faz — e que separar as duas coisas é, precisamente, a competência de pensamento crítico que o Perfil dos Alunos pede à escola.

A segunda parte do exercício pode aplicar-se ao presente. Propõe-se aos alunos que redijam, em pares, uma versão contemporânea e equilibrada da cena final da peça — o momento em que o primeiro-ministro pergunta aos fantasmas o que fariam no seu lugar —, mas desta vez dando voz a um economista que defenda os fundos europeus, não apenas aos que os criticam. O objetivo não é chegar a uma posição final sobre a política de coesão, é obrigar cada aluno a escrever, com igual seriedade, o argumento que não é o seu — o mesmo exercício que este artigo tentou fazer ao equilibrar a tese da peça com as vozes que a contestam.


Este artigo foi elaborado com o apoio de inteligência artificial (Claude, da Anthropic), a partir da leitura direta e integral do texto «Auto da Bazuca», de Pedro Santa Clara, partilhado diretamente pelos autores deste blogue, e da verificação cruzada de todos os factos históricos e numéricos citados junto de fontes independentes: páginas oficiais sobre o PRR, o sítio pessoal e as páginas editoriais dos livros de Nuno Palma, a página da Assembleia da República sobre a revolução liberal de 1820, e estudos e artigos sobre a expulsão dos jesuítas e o analfabetismo em Portugal em 1900.

Referências

Assembleia da República. (s.d.). A revolução liberal (1820). Parlamento.pt. https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/A-Revolucao-Liberal-1820.aspx

Cambridge University Press. (2026). Europe’s poison pill: The unintended consequences of cohesion funds and why they must end. https://www.cambridge.org/core/books/europes-poison-pill/F413FF6B0074D6B2D735E9799F525162

Direção-Geral da Educação. (2017). Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória. Ministério da Educação. https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Noticias_Imagens/perfil_do_aluno.pdf

Instituto Humanitas Unisinos. (s.d.). A expulsão dos jesuítas do Grão-Pará em 1759 e a Amazónia sob a égide do Marquês de Pombal. IHU. https://www.ihu.unisinos.br/categorias/170-noticias-2014/537259-a-expulsao-dos-jesuitas-do-grao-para-em-1759-e-a-amazonia-sob-a-egide-do-marques-do-pombal

jfborges.com. (2026, 9 de agosto). Leitura crítica · Finanças públicas: A erosão do capital público em Portugal. TIC, Educação e Web. https://jfborges.com/2026/08/09/leitura-critica-%c2%b7-financas-publicas/

Jornal Nordeste. (2026). «Os fundos europeus funcionam como uma aspirina: aliviam os sintomas, mas não tratam a doença». https://jornalnordeste.com/noticias/os-fundos-europeus-funcionam-como-uma-aspirina-aliviam-os-sintomas-mas-nao-tratam-a-doenca

Palma, N. (2023). As causas do atraso português: Repensar o passado para reinventar o presente. D. Quixote.

Palma, N. (2026). O vício dos fundos europeus: As consequências da política de coesão e porque deve terminar. D. Quixote.

Portugal. (2018). Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho. Diário da República, 1.ª série, n.º 129.

Recuperar Portugal. (2025). Monitorização — Plano de Recuperação e Resiliência. https://recuperarportugal.gov.pt/monitorizacao/

Repositório da Universidade de Lisboa. (s.d.). Os dados estatísticos, as políticas públicas e o combate ao analfabetismo em Portugal [PDF]. https://repositorio.ulisboa.pt/bitstreams/d095161c-b819-4ef7-a713-2ab47d647f42/download

Santa Clara, P. (2026, 10 de agosto). Auto da Bazuca: Peça em um ato, para dois fantasmas e um primeiro-ministro [texto partilhado diretamente com os autores deste blogue; plataforma de publicação original não confirmada de forma independente].

Wikipédia. (2026a). Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão. https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Geral_do_Gr%C3%A3o-Par%C3%A1_e_Maranh%C3%A3o

Wikipédia. (2026b). Cortes de Portugal. https://pt.wikipedia.org/wiki/Cortes_de_Portugal

Para saber mais

Sítio pessoal de Nuno Palma, com ligações às páginas dos dois livros discutidos neste artigo, incluindo pré-publicação e recensões.

Página do livro «Europe’s Poison Pill» na Cambridge University Press, com resumo e recomendações de outros economistas.

«Leitura crítica · Finanças públicas», já publicado neste blogue, sobre a dependência portuguesa de fundos europeus para o investimento público — um complemento direto a este artigo.

Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória, na Direção-Geral da Educação, para enquadrar as competências de literacia financeira e pensamento crítico referidas neste texto.

Página oficial de monitorização do PRR, em Recuperar Portugal, para quem quiser acompanhar a execução real do plano citado na peça.

#ticeweb

Leave a Reply