Blockchain não é assim tão simples, com Don Tapscott
«Hoje, vivemos mesmo numa segunda era da idade digital», diz @dtapscott. «A inteligência artificial está a passar de uma ferramenta de análise de dados e previsões para uma IA generativa, em que geram novos conteúdos, novas ideias, novas escritas, novos vídeos, novas fotos».
O que é o «Blockchain»? E que potencial terá uma Web 3.0?. Que género de impacto têm já as novas tecnologias e a inteligência artificial nas nossas sociedades?
Para responder a estas questões, Pedro Pinto entrevista Don Tapscott, uma das maiores autoridades mundiais no impacto da tecnologia nas sociedades modernas, neste episódio de «Isto Não É Assim Tão Simples».
Uma das maiores autoridades mundiais no impacto da tecnologia nas sociedades, Tapscott é co-fundador e presidente executivo do Blockchain Research Institute. É também professor adjunto do INSEAD e Chanceler Emérito da Trent University, em Ontário, onde serviu como Chanceler entre 2013 e 2019.
Neste episódio, o especialista canadiano descreve o que designa de «segunda era da Idade Digital», e o papel do Blockchain nela. Fala também sobre o potencial de uma Web 3.0, na qual poderemos possuir e monetizar os nossos próprios dados.
O escritor analisa o atual estado de evolução da inteligência artificial como uma forma de IA generativa, bem como impacto da internet e da tecnologia moderna nas nossas sociedades. Medindo riscos e ameaças, Tapscott defende a necessidade de um «contrato social» para a era digital, numa conversa que vale a pena ouvir.
Um dos maiores críticos atuais do uso de tecnologías para a educação Michel Desmurget (Diretor de Investigação ol Instituto Nacional de Saúde de França) autor de “A fábrica de cretinos digitais”.
Ficam aquí 20 frases destacadas/inquietantes do livro. Compiladas pelo meu amigo Cristobal Cobo. Como bónus leia a entrevista a Desmurget.
1. Vale a pena perguntar se essas maravilhosas TIC para a educação cumpriram as suas promessas. Para evitar mal-entendidos, começo por esclarecer: muitas pessoas parecem confundir (às vezes voluntariamente) a aprendizagem “do” digital com a aprendizagem “através” do digital.
2. Três ideias desta verborreia: (1) a omnipresença dos ecrãs deu origem a uma nova geração de seres humanos, diferente das anteriores; (2) os membros desta geração são especialistas digitais; (3) o sistema escolar tem que se adaptar a esta revolução.
3. “Um computador por criança” é o mais recente de uma longa linha de abordagens tecnológicas utópicas que procuram resolver problemas sociais complexos com soluções simples. Não há computador capaz de resolver as dificuldades educacionais dos países em desenvolvimento.
4. Da análise de um grande corpus de observações científicas, pode-se deduzir que o uso de ecrãs para fins educacionais causa uma baixa do desempenho educacional: quanto mais os alunos se envolvem com as TIC, mais baixas são as suas notas.
5. Os estudos científicos coincidem: a superexposição aos ecrãs pode alterar o desenvolvimento cognitivo dos bebés… a verdade é que é impossível estabelecer uma relação de causa e efeito.
MARÍA TERESA ANDRUETTO LE GANA AL PASO DEL TIEMPO. MÁS PRECISAMENTE, LE DEDICA LAS PAUSAS NECESARIAS PARA PONERLO EN PRESENTE E INVITARNOS A PENSAR. AUTORA DE POEMAS, CUENTOS Y NOVELAS, TANTO PARA ADULTOS COMO PARA EL MUNDO DE LA LITERATURA INFANTIL Y JUVENIL, “LA TERE” RECORRE DIVERSOS UNIVERSOS CON VOCES NARRATIVAS QUE SE POSAN EN LOS FEMINISMOS, LAS LATENCIAS DE LA DICTADURA, O EN PERSONAJES QUE NOS PONEN EN LA MIRADA DEL OTRO. EN UN DIÁLOGO ÍNTIMO CON LA REVISTA BCN RECORRE PARTE DE SU OBRA, LA INSENSIBILIDAD POSPANDÉMICA Y EL TRABAJO DE RECUPERACIÓN DE AQUELLAS ESCRITORAS QUE LA INDUSTRIA PUSO EN UN RINCÓN A PARTIR DE LA COLECCIÓN NARRADORAS ARGENTINAS.
El valor de la simplicidad. John Maeda, diseñador y educador
Aprendemos Juntos 2030
Albert Einstein dio una conferencia en la que afirmó: “No se puede negar que el objetivo supremo de toda teoría es hacer que los elementos básicos irreducibles sean tan simples y tan escasos como sea posible”. Que se ha interpretado como “Todo debe hacerse tan sencillo como sea posible, pero no más simple”.
El divulgador John Maeda reflexiona en este vídeo sobre la ley de la simplicidad y los “simplificadores natos”. John Maeda ha sido diseñador gráfico, artista visual, profesor, ingeniero de software en el Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) y “tecnólogo humanista”, aunque a él le gusta describirse como “un accidente”.
Fue de forma accidental como llegó al mundo de la innovación tecnológica, gracias a que uno de sus profesores acudió a la tienda de sus padres, donde él trabajaba, para instarles a que le permitieran estudiar. Su primera computadora, con la que diseñó un programa de contabilidad para el negocio familiar, supuso el comienzo de su carrera tecnológica y multidisciplinar, que va desde la ingeniería eléctrica a la informática, el arte y el diseño.
A mediados de los años 90 impulsó el Grupo de Estética y Computación del MIT, como equipo de investigación multidisciplinar, y años después dirigiría el MIT Media Lab y la Escuela de Diseño de Rhode Island. Su interés por la combinación entre el arte y el diseño computacional le han permitido una prolífica carrera como artista visual y divulgador. Entre sus publicaciones destacan ‘Creative Code’, ‘Design by Numbers’,
‘How to Speak Machine’ y ‘Las leyes de la simplicidad’, donde John Maeda plantea una forma sencilla de abordar aspectos complejos de la vida, los negocios, la tecnología o el diseño. “Aprender lo hace todo más sencillo. Alguien que sea un experto que haya aprendido algo, puede enseñarlo a otra persona. Pueden hacérnoslo más sencillo, si son simplificadores natos. Pero la mayoría de las personas no son simplificadoras natas. Nos gusta hacer las cosas más complejas porque parecemos más inteligentes”, reflexiona el autor.
Apesar do facto do sucesso da plataforma educacional gratuita da Khan Academy assentar em todos os tipos de tecnologias, o seu fundador, Salman Khan, defende as disciplinas tradicionais e acredita que as inovações só devem atuar como facilitadoras do processo pedagógico, como os mecanismos usados pelas redes sociais e pelos videojogos para envolverem os utilizadores.
Tudo começou com um favor. Os filhos de um primo de Salman Khan precisavam de apoio em matemática, mas, como viviam muito longe, Khan decidiu gravar a aula em vídeo e publicá-la no YouTube. A surpresa veio quando, além dos seus parentes, outras crianças começaram a usar e comentar o seu conteúdo. Cerca de 15 anos depois, esse favor deu lugar à Kahn Academy, uma plataforma educacional sem fins lucrativos com 135 milhões de utilizadores registados de 190 países.
O seu criador, um engenheiro e matemático multifacetado que costumava trabalhar num fundo de investimento e convivia com alguns peixes graúdos do Silicon Valley (EUA), decidiu deixar tudo e embarcar nesta aventura educacional que oferece vídeos, exercícios, tutoriais personalizados e que acompanha a evolução dos alunos em 51 idiomas diferentes.
Khan, que recentemente visitou a Espanha por ocasião da Cúpula do Sul, acredita que a sua carreira no setor financeiro o ajudou a não ser visto como o típico empreendedor idealista, mas como alguém com uma ideia com real potencial. E tinha, como mostram as histórias de alguns de seus alunos.
Como resume a abordagem da Khan Academy?
A filosofia central é baseada na possibilidade de adquirir domínio em qualquer competência. Se alguém não sabe fazer algo, deve ter a oportunidade de tentar novamente. Parece senso comum, mas o sistema educacional atual não funciona dessa maneira. Se alguém alcança uma pontuação de 70% num assunto, ele passa para o próximo nível, mesmo que não conheça uma parte do assunto, mas essa lacuna permanece e as lacunas acumulam-se até que tudo se torna muito difícil. É por isso que há professores que usam a Khan Academy.
Os seus dados afirmam que os seus alunos tendem a ter um desempenho melhor do que aqueles que não usam a sua plataforma. Mas qualquer criança que recebesse qualquer tipo de reforço educacional melhoraria a sua aprendizagem, não é?
Isso é importante porque representa a ideia de domínio na aprendizagem. As pessoas ricas fizeram sempre isso com os seus filhos. Se eles dominassem o assunto em 80%, os seus pais diriam: “Não é o suficiente, vou contratar um tutor para preencher essas lacunas”. Esse tutor percebe que a razão pela qual a criança tem dificuldades resulta de coisas que ele não aprendeu há dois anos.
A realidade é que, se todos tivessem um bom tutor pessoal, o problema da educação seria resolvido. Mas não há recursos para todos e é aí que ferramentas como a Khan Academy podem ser valiosas, porque oferecem coisas que não estão ao alcance de 90% da humanidade. É a mesma ideia do tutor pessoal, mas escalável, com menos atrito e mais acessível, já que oferecemos tutoriais gratuitos através do Zoom. Também se pode aceder ao conteúdo a qualquer momento e reforçar o conhecimento sem se sentir envergonhado de perguntar, como pode acontecer com um professor.
Um príncipe há 500 anos teria cinco tutores e, se o aluno não entendesse a estratégia militar ou a governança, eles garantiriam isso, porque ele seria o rei. Queremos a mesma coisa, mas para todos.
Você argumenta que é possível dominar qualquer assunto. No entanto, sempre fui má em desenho técnico, sinto-me incapaz de dominá-lo. Não há pessoas que acham certas competências ou assuntos impossíveis?
Até certo ponto. Acredito que o domínio significa que você deve ter sempre a oportunidade e o incentivo para alcançá-lo, seja qual for o assunto. No seu caso, estou convencido de que você pode obter um mestrado em desenho técnico em um nível básico, mesmo que nunca atinja o nível dos profissionais. Você sempre pode deixá-lo, decidir que não é para você, terá a ver com o ter a oportunidade.
Há muitas críticas de que, embora a sociedade e as indústrias sejam digitalizadas e repletas de tecnologia, as salas de aula permanecem praticamente as mesmas de há 200 anos atrás. Concorda? Não acha que a crítica à escassez de tecnologia na sala de aula ignora a enorme componente social que a educação requer?
As pessoas ficam surpreendidas quando digo isso, mas acredito que uma estratégia educacional nunca deve começar com a tecnologia. Deve começar com o objetivo pedagógico, o objetivo humano que está a tentar resolver, e depois descobrir o que é necessário para resolvê-lo. Talvez você só precise de um quadro-negro ou papel. Para mim, a abordagem é usar a tecnologia mais simples com a qual posso resolver um problema.
Um dos grandes problemas na educação de hoje é que muitos alunos não têm acesso a uma boa aprendizagem. Então, quais são as soluções? A tecnologia pode ser uma solução interessante para resolver essa lacuna. Não se trata de as pessoas terem um telefone só porque é bom, você está a tentar dizer: “Olha, ao dar-lhe este telefone, estamos a dar-lhe acesso a um curso de física a que não podia aceder antes”.