Seul | Coreia do Sul

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Seul, conhecida localmente como Seoul (서울), é a capital e maior metrópole da República da Coreia do Sul. A cidade é o epicentro da Região Metropolitana de Seul, que inclui a metrópole vizinha de Incheon e a província de Gyeonggi, constituindo a segunda maior área metropolitana do mundo, com mais de 25 milhões de habitantes [1]. Seul é uma cidade única onde milénios de história coexistem harmoniosamente com a mais avançada modernidade, criando um contraste visual e cultural profundo que a distingue como uma metrópole de importância global [2].

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Parte I: História — Do Passado ao Presente

Os Primórdios: dois mil anos de existência

A história de Seul é simultaneamente antiga e jovem. Fundada em 18 a.C. pelo reino de Baekje, um dos Três Reinos da Coreia, a cidade foi inicialmente designada como capital regional num contexto de múltiplos centros de poder na Península Coreana[3]. Durante séculos, Seul permaneceu como um território contestado entre reinos rivais, refletindo as dinâmicas políticas do Oriente Asiático medieval.

A Era Joseon: O estabelecimento de Hanseong (1394)

O ponto crucial na história de Seul ocorreu em 1394, quando o rei Taejo, fundador da Dinastia Joseon, transferiu a capital de Gaegyong para Hanyang, oficialmente designada como Hanseong — nome que evoluiu posteriormente para Seul no final do século XIX[4].

Esta decisão estratégica foi motivada por razões de defesa, pois a nova localização era significativamente mais fácil de proteger comparativamente à antiga capital.

Durante a Dinastia Joseon, que viria a durar 505 anos (1392–1897), Seul consolidou-se rapidamente como o principal centro político, económico e cultural da Península Coreana. O nome “Seul” (서울) significa literalmente “a Capital” na língua coreana, refletindo a importância central que a cidade manteve[5].

Este período foi caracterizado por:

  • A construção de magníficos palácios reais, incluindo Gyeongbokgung, Changdeokgung e Deoksugung
  • O desenvolvimento de um sistema administrativo sofisticado baseado em princípios confucianos
  • A criação de instituições culturais e educacionais que moldaram a civilização coreana
  • A fortificação da cidade com muralhas defensivas que ainda existem parcialmente

O Século XX: Modernização, Ocupação e Divisão

O século XX foi profundamente transformador para Seul. Após três séculos e meio de relativa estabilidade, a cidade enfrentou alterações dramáticas:

Ocupação Japonesa (1910–1945): A Coreia, incluindo Seul, foi incorporada formalmente no Império Japonês em 1910, após a Primeira Guerra Sino-Japonesa. Durante este período de 35 anos, a cidade sofreu uma transformação arquitectónica significativa, com a introdução de edifícios no estilo europeu-asiático. Embora frequentemente apresentado como modernização, este período foi também marcado pela supressão cultural e económica[6].

Pós-Guerra e Divisão (1945–1950): Com o término da Segunda Guerra Mundial em 1945, a Coreia foi dividida no paralelo 38, com Seul na zona de ocupação americana. A divisão, que deveria ser temporária, tornou-se permanente devido às tensões geopolíticas da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética[7].

A Guerra da Coreia (1950–1953): Talvez o evento mais traumático na história recente de Seul foi a Guerra da Coreia, iniciada em Junho de 1950. A cidade sofreu devastação considerável, sendo capturada e recapturada múltiplas vezes. Um armistício foi assinado em 1953, mantendo a divisão peninsular ao longo de uma zona desmilitarizada próxima ao paralelo 38. Este conflito deixou cicatrizes profundas na psicologia colectiva coreana e moldou a identidade política de Seul como capital de um país fragmentado[8].

Por Blmtduddl em Wikipédia inglesa, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1633945

O Milagre do Rio Han: Transformação Económica (1962–2000)

Após o armistício de 1953, Seul enfrentava um cenário desolador: a cidade estava em ruínas, a população estava traumatizada, e o país era um dos mais pobres da Ásia. Contudo, um processo extraordinário de transformação começou, posteriormente designado como o “Milagre do Rio Han” (한강의 기적), uma alusão ao “Milagre do Reno” alemão[9].

Sob a liderança de Park Chung-hee (1963–1979) e seus sucessores, a Coreia do Sul, especialmente Seul, passou por uma industrialização acelerada. As políticas desenvolvimentistas do Estado, combinadas com investimento em educação e investigação, transformaram a cidade de um amontoado de destroços para uma metrópole industrial e de serviços de classe mundial.

Indicadores da transformação:

Indicador196019802000
PIB per Capita (USD)1551,90010,600
Taxa de Urbanização28%64%82%
População de Seul2.4M8.3M10.3M
Empresas Fortune 5000315+
Indicadores do desenvolvimento económico de Seul (1960–2000)

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Um livro, uma viagem | Dia Mundial do Livro

texto de Amyr Klink dito por Jorge Borges

Este vídeo foi filmado numa viagem de Oeiras a Viana do Castelo, no dia 22 de abril de 2022, para assistir ao evento Contornos da Palavra. Ilustra o poder do Livro, da viagem, em cada um de nós e no nosso mundo. O Livro somos nós.

Podem ser vistos outros vídeos PNL2027 que celebram o Dia Mundial do Livro aqui.

Leia, aprecie o poema:

UM HOMEM PRECISA VIAJAR



Pior que não terminar uma viagem é nunca partir. 
Um homem precisa viajar. 
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. 
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. 
Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. 
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. 
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. 
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. 
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” 


Solidão foi a única coisa que eu não senti, depois que parti…Nunca…Em momento algum. 
Estava, sim, atacado de uma voraz saudade. 
De tudo e de todos, de coisas e de pessoas que há muito tempo não via. 
Mas a saudade às vezes faz bem ao coração. 
Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias. 


Um homem precisa viajar, por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros e tevês, precisa viajar, por si, com os olhos e pés, para entender o que é seu … 


Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. 
E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. 
É preciso, antes de mais nada, querer.

UM HOMEM PRECISA VIAJAR… Amyr Klink

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