A aula vai começar. Por favor, liga o teu telefone móvel.

São muitos os adolescentes que vivem agarrados ao seu smartphone. Através dele interagem com os colegas, partilham imagens ou notícias, povoam as redes e, às vezes, também falam. Com o tablet procuram os seus vídeos favoritos, experimentam jogos, retocam as fotos dos amigos, investigam novas apps e são capazes de pôr ordem na confusão de ícones do ecrã. Às vezes descarregam conteúdos inadequados, ignoram os direitos de autor, escudam-se no grupo para hostilizar alguém; parecem absorvidos pela internet, tornam-se estranhos frente aos adultos. A nuvem, não é país para velhos.

BYOD_tablet

Campanhas institucionais insistem sobre a necessidade de instruir os jovens no bom uso das novas tecnologias. Com debates na hora de tutoria, ou visitas da polícia municipal? Talvez. Mas a formação de cidadãs e cidadãos digitais não deveria resumir-se a algumas conversas. Parece que está a chegar  o momento BYOD.

BYOD (Bring your own device / tráz o teu próprio dispositivo) é um movimento que começou nas empresas e está a ampliar o seu raio de ação à educação.

Por que não incorporamos nas aulas a utilização dos telefones e tablets pessoais? É importante que os alunos estendam a utilização dos dispositivos digitais ao âmbito escolar, descobrindo que também admitem um uso “sério” através do qual se enriquecerá a sua compreensão de um mundo pleno de informação, tecnologia e comunicação. Naturalmente, também os docentes hão-de percorrer o caminho e aprender a desfrutar das possibilidades que oferece este novo cenário. Isso exige uma aposta decidida das autoridades educativas na formação, desde a preparação inicial dos futuros docentes até à formação continua. Afortunadamente, a rede ofrece-nos um bom apoio para começar; por exemplo um protocolo de implantacão de BYOD na escola  ou algumas aplicações que permitem a interação instantânea com o grupo, todos participando simultaneamente, com seguimento imediato.

BYOD_prohibidoNem tudo são vantagens, sem dúvida. O fenómeno BYOD comporta alguns problemas sérios: alguns estudantes não dispõem de dispositivos inteligentes; ficariam discriminados? por outro lado, as aplicações previstas pelo docente, serão sempre compatíveis com as distintas plataformas que utilizem os alunos? E dificultades logísticas: que acontece se alguém rouba ou danifica um aparelho? Uma exposição completa de possíveis objeções, com interessantes referências, pode-se encontrar neste link.

O debate está servido. Bom proveito.

[tradução livre]

Fonte.

SMS, 15 anos.

Um “Merry Christmas” adiantado foi a primeira mensagem de texto enviado para um terminal móvel

O calendário marcava 3 de Dezembro de 1992 quando se enviou a primeira mensagem SMS comercial da história. A notícia, que a dá parasaber.com, tem nomes e apelidos. Foi Neil Papworth quem logrou enviar desde o seu computador perssoal uma mensagem de felicitação natalícia adiantada para o telefone móvel de Richard Jarvis. Aquele telefone da Vodafone -um Orbitel 901- recebeu um afectuoso “Merry Christmas”. Desde então passaram 15 anos.

O começo comercial das mensagens móveis començou nesse 3 de Dezembro, mas o sistema já havia sido inaugurado muito antes. Foi em 23 de Julho quando o software ficou configurado, nesse momento já era uma questão de tempo até chegar um SMS a um telemóvel. O primeiro telefone móvel havia chegado uns meses antes. Com a chegada dos SMS, já estavam todos.

Leia mais sobre o assunto.

Notícia El País.