Learning Innovation Summit | 4.ª edição

Saber mais (programa e inscrições) | Auditório do IPQ –  Instituto Português da Qualidade, Almada

Learning Innovation Summit é um evento anual promovido pela ATEC – Academia de Formação destinado a formadores, professores, técnicos de formação e demais intervenientes no processo de formação e educação. Subjacente ao evento, está um conceito catalisador de mudança e de inovação no contexto de formação e educação.

O evento é realizado em formato conferência, desdobrando-se também em laboratórios e/ou sessões de trabalho onde se procura partilhar com os participantes, conceitos, métodos e ferramentas inovadoras a nível pedagógico que permitam a cada participante crescer profissionalmente e levar a inovação para os seus locais de trabalho.

14: 20     ESTAÇÃO 2
                 A Inteligência Artificial e as 
                 Tecnologias Digitais na Prática

Moderador: Rogélio  Rodrigues • ATEC

– Ferramentas IA para contextos de aprendizagem
 Jorge Borges • Professor de Português do Ensino Básico e Secundário

– Caso Prático 1 | Tecnologias Digitais na Metrologia – Carlos Pires • Técnico Superior no Instituto Português da Qualidade- ­

Caso Prático 2 | Hybrid Teaching Elevated – ­Andrejus Račkovskis • Professor de Línguas e Comunicação na Universidade de Vilnius, Lithuania (*)

(*) Apresentação em Língua Inglesa


A IA na sala de aula | III Encontro da Rede de Bibliotecas de Vila Real

Ver em .pdf |

O documento apresenta uma visão geral sobre a integração da Inteligência Artificial (IA) na sala de aula, destacando a importância de preparar os alunos para um mundo cada vez mais tecnológico. Eis uma síntese crítica dos principais pontos abordados:

O texto enfatiza que a escola tem a obrigação de preparar os alunos para a vida ativa, capacitando-os para tirar o melhor partido da tecnologia. Destaca-se a necessidade de utilizar a tecnologia para melhorar a aprendizagem e transformar informação em conhecimento.

O documento propõe uma abordagem estruturada para integrar a IA na educação:

  1. Conhecer a IA
  2. Selecionar aplicações adequadas
  3. Avaliar prós e contras
  4. Manter-se atualizado sobre os avanços tecnológicos na educação

Esta abordagem demonstra uma postura prudente e reflexiva face à adoção de novas tecnologias no ensino.

São apresentadas várias ferramentas e processos baseados em IA:

  • Chat e Prompt: Métodos para obter informações e gerar respostas, promovendo uma aprendizagem interativa.
  • Diffit: Ferramenta para criar recursos de aprendizagem personalizados.
  • Invideo AI: Plataforma para criação automática de vídeos educativos.
  • SchoolAI: Sistema pré-configurado pelo professor para auxiliar no estudo, fomentando a reflexão e o diálogo
  1. Potencial Inovador: As ferramentas apresentadas têm o potencial de revolucionar o processo de ensino-aprendizagem, tornando-o mais personalizado e interativo.
  2. Desafios de Implementação: O documento não aborda os desafios práticos de implementar estas tecnologias, como a formação de professores ou a disponibilidade de recursos tecnológicos nas escolas.
  3. Equidade e Acesso: Não se discute como garantir que todos os alunos tenham acesso equitativo a estas tecnologias, o que pode exacerbar desigualdades existentes.
  4. Desenvolvimento de Competências Críticas: Embora mencione a transformação de informação em conhecimento, o documento poderia enfatizar mais o desenvolvimento do pensamento crítico e da literacia digital.
  5. Ética e Privacidade: Questões éticas e de privacidade relacionadas com o uso de IA na educação são pouco exploradas.
  6. Avaliação de Eficácia: Falta uma discussão sobre como avaliar a eficácia destas ferramentas de IA no processo de aprendizagem a longo prazo.

O documento apresenta uma visão otimista e inovadora sobre a integração da IA na educação.

Direitos de Autor e Propriedade Intelectual na Educação

Saber mais | Propriedade Intelectual em Educação (APP)

A propriedade intelectual na educação é uma questão de crescente importância, especialmente no contexto digital, onde o ensino enfrenta desafios como a adaptação curricular e a proteção de direitos de autor. Em Portugal, a distinção entre direitos morais e patrimoniais, a proteção de obras educativas e o uso de Recursos Educativos Abertos são fundamentais para equilibrar o respeito pelos direitos dos criadores com as necessidades educativas, promovendo uma educação inclusiva e ética.

Evolução dos direitos de autor

A evolução dos direitos de autor em Portugal remonta ao século XIX, quando o país começou a estabelecer as bases legais para a proteção da propriedade intelectual. Em 1838, a Constituição Portuguesa consagrou pela primeira vez o “direito de propriedade dos inventores sobre as suas descobertas e dos escritores sobre os seus escritos”

1. Este foi um marco importante, embora ainda faltasse uma lei específica para regular a matéria.Um passo significativo ocorreu em 1851, quando foi publicada a primeira Lei Portuguesa sobre Direito de Autor1. Esta lei manteve-se em vigor até 1867, quando a matéria foi incorporada no Código Civil elaborado pelo Visconde de Seabra. Uma das mudanças importantes neste período foi a extensão do direito dos herdeiros de publicar ou autorizar a publicação de uma obra de 30 para 50 anos após a morte do autor1.No início do século XX, houve desenvolvimentos importantes na legislação sobre direitos de autor em Portugal. Em 1927, foi publicado o Decreto-Lei n.º 13725, conhecido como Lei Cunha Gonçalves, que passou a regular a propriedade literária no país1. Este decreto introduziu dois princípios fundamentais: o reconhecimento do direito de autor como perpétuo e a dependência da proteção condicionada à publicação, representação ou exposição da obra2.

Um marco importante na gestão coletiva dos direitos de autor em Portugal foi a criação da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses (SECTP) em 1925, que mais tarde se tornaria a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA)1. Esta organização desempenhou um papel crucial na defesa dos direitos dos autores e na gestão coletiva desses direitos.Ao longo do século XX, a legislação portuguesa sobre direitos de autor continuou a evoluir, adaptando-se às mudanças tecnológicas e sociais. Em 1966, foi publicado o Código do Direito de Autor, que substituiu a legislação anterior3. Este código foi posteriormente atualizado em 1985 com o Decreto-Lei n.º 63/85, que visava modernizar a legislação em função da realidade portuguesa e das convenções internacionais3.

A adesão de Portugal a acordos internacionais também influenciou significativamente a evolução dos direitos de autor no país. A adesão à Convenção de Berna para a Proteção das Obras Literárias e Artísticas e à Convenção Universal sobre o Direito de Autor, ambas ratificadas na década de 1970, obrigou a alterações na regulamentação nacional3.

Nos últimos anos, os desafios da era digital têm levado a novas adaptações na legislação sobre direitos de autor. A necessidade de equilibrar a proteção dos direitos dos autores com o acesso à informação e ao conhecimento no ambiente digital tem sido uma preocupação constante4. A mais recente Proposta de Diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa aos direitos de autor no mercado único digital procura dar uma resposta aos problemas criados no âmbito de uma sociedade de informação4.

Em suma, a evolução dos direitos de autor em Portugal reflete uma trajetória de adaptação constante às mudanças sociais, tecnológicas e culturais, buscando sempre equilibrar os interesses dos criadores com as necessidades da sociedade em aceder ao conhecimento e à cultura.

Conceitos de propriedade intelectual

jusbrasil.com.br

jusbrasil.com.br

A Propriedade Intelectual (PI) é um conceito abrangente que visa proteger as criações do intelecto humano, conferindo direitos exclusivos aos seus criadores. Em Portugal, a PI divide-se em duas grandes categorias: Direitos de Autor e Direitos Conexos, e Propriedade Industrial

1.Os Direitos de Autor protegem obras literárias, artísticas e científicas, incluindo livros, música, pinturas, filmes e programas de computador. Estes direitos surgem automaticamente no momento da criação da obra, sem necessidade de registo formal2.

Os Direitos Conexos, por sua vez, protegem as prestações dos artistas intérpretes ou executantes, dos produtores de fonogramas e dos organismos de radiodifusão1.A Propriedade Industrial abrange as invenções, marcas, desenhos ou modelos industriais e indicações geográficas. Ao contrário dos Direitos de Autor, a Propriedade Industrial geralmente requer registo para obter proteção legal2. Em Portugal, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é responsável por este registo3.

As patentes são um elemento fundamental da Propriedade Industrial, protegendo invenções que apresentem novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Uma patente confere ao seu titular o direito exclusivo de explorar a invenção por um período limitado, geralmente 20 anos3.

As marcas, outro componente importante da Propriedade Industrial, são sinais distintivos que identificam produtos ou serviços no mercado. Podem ser palavras, logótipos, sons ou até mesmo aromas2.

O desenho industrial protege a aparência externa de um produto, incluindo sua forma, padrão ou cor. Esta proteção é particularmente relevante em setores como moda, design de produto e embalagens3.

As indicações geográficas são sinais utilizados em produtos que têm uma origem geográfica específica e possuem qualidades ou reputação devido a essa origem. Em Portugal, exemplos famosos incluem o Vinho do Porto e o Queijo da Serra da Estrela2.

Um conceito importante na PI é o domínio público. Quando os direitos de propriedade intelectual expiram, as obras ou invenções entram no domínio público, podendo ser utilizadas livremente por qualquer pessoa1.É crucial entender que a PI não protege ideias abstratas, mas sim a expressão concreta dessas ideias. Por exemplo, um conceito para um romance não pode ser protegido, mas o romance escrito pode ser2.

A compreensão destes conceitos fundamentais de Propriedade Intelectual é essencial para criadores, empresas e educadores em Portugal, pois permite-lhes proteger adequadamente suas criações e respeitar os direitos de outros, promovendo assim a inovação e a criatividade na sociedade12.

Impacto da propriedade intelectual na sociedade

A Propriedade Intelectual (PI) tem um impacto significativo em diversos setores da sociedade portuguesa, influenciando a inovação, o desenvolvimento económico e a cultura. Vejamos alguns exemplos práticos:Na indústria farmacêutica, a PI desempenha um papel crucial. As patentes protegem os investimentos em investigação e desenvolvimento de novos medicamentos, permitindo que as empresas recuperem os custos e continuem a inovar. Por exemplo, o desenvolvimento de vacinas contra a COVID-19 foi acelerado graças à proteção de patentes, que incentivou a colaboração entre empresas e instituições de investigação

1.No setor tecnológico, a PI é fundamental para proteger inovações em software e hardware. Empresas portuguesas como a Feedzai, que desenvolve soluções de inteligência artificial para deteção de fraudes, dependem de patentes e direitos de autor para proteger suas tecnologias proprietárias, permitindo-lhes competir no mercado global2.

Na indústria criativa, os direitos de autor são essenciais para proteger obras literárias, musicais e audiovisuais. Por exemplo, a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) gere os direitos de milhares de autores, garantindo que recebam compensação pelo uso de suas obras em diversos meios, desde a rádio até plataformas de streaming3.

No setor agrícola, as indicações geográficas protegem produtos tradicionais portugueses. O Queijo Serra da Estrela, por exemplo, beneficia desta proteção, garantindo que apenas o queijo produzido numa região específica e seguindo métodos tradicionais possa usar esta denominação, preservando assim o património cultural e económico local4.

Na área da educação, a PI impacta a criação e distribuição de materiais didáticos. As editoras investem em conteúdos educativos protegidos por direitos de autor, enquanto iniciativas de Recursos Educativos Abertos (REA) permitem a partilha e adaptação de materiais sob licenças abertas, promovendo o acesso ao conhecimento5.No setor do turismo, as marcas desempenham um papel importante na promoção de destinos. A marca “Visit Portugal”, por exemplo, é protegida e gerida pelo Turismo de Portugal, I.P., contribuindo para a identidade e atratividade do país como destino turístico6.

Estes exemplos demonstram como a PI permeia diversos setores da sociedade portuguesa, desde a inovação tecnológica até à preservação cultural, impulsionando o desenvolvimento económico e social do país.

Natureza dos bens intangíveis

musicosmos.com.br

musicosmos.com.br

A natureza intangível dos bens protegidos pela propriedade intelectual é um aspeto fundamental que distingue este ramo do direito de outras formas de propriedade. Estes bens, embora não possuam substância física, têm um valor económico significativo e são suscetíveis de avaliação

1.Os bens intangíveis protegidos pela propriedade intelectual abrangem uma vasta gama de criações do intelecto humano, incluindo obras literárias, artísticas, científicas, invenções, marcas, desenhos industriais e outros1. A sua natureza imaterial apresenta desafios únicos em termos de proteção e gestão.

Uma característica distintiva dos bens intangíveis é a sua não rivalidade, o que significa que o uso por uma pessoa não impede o uso simultâneo por outras1. Por exemplo, uma obra musical pode ser apreciada por milhões de pessoas ao mesmo tempo, sem que isso diminua o seu valor ou disponibilidade. Esta característica contrasta com os bens materiais, que são geralmente rivais no consumo.

Outra particularidade dos bens intangíveis é a sua potencial ubiquidade. Uma vez criados, podem ser reproduzidos e distribuídos com relativa facilidade, especialmente no ambiente digital2. Esta característica torna-os particularmente vulneráveis à apropriação indevida e à disseminação não autorizada.

A proteção dos bens intangíveis visa não apenas salvaguardar os interesses económicos dos criadores, mas também incentivar a inovação e a criatividade na sociedade1. Ao conferir direitos exclusivos aos criadores, a lei de propriedade intelectual procura equilibrar o interesse público no acesso ao conhecimento com a necessidade de recompensar e estimular a criação intelectual.

No contexto digital, a natureza intangível dos bens protegidos ganha ainda mais relevância. A facilidade de reprodução e distribuição de conteúdos digitais apresenta novos desafios para a proteção da propriedade intelectual3. Tecnologias como a gestão de direitos digitais (DRM) e as marcas d’água digitais têm sido desenvolvidas para proteger estes bens no ambiente online.

É importante notar que, embora intangíveis, estes bens podem ter um valor económico substancial1. Marcas famosas, patentes de tecnologias inovadoras e direitos autorais de obras populares podem representar uma parte significativa do valor de uma empresa ou do património de um criador.

A discussão sobre a natureza intangível dos bens protegidos pela propriedade intelectual continua a evoluir, especialmente à medida que surgem novas formas de criação e disseminação de conteúdo. O desafio permanente é encontrar um equilíbrio entre a proteção destes bens e a promoção da inovação e do acesso ao conhecimento na sociedade.

Continuar a ler

Da informação à inteligência artificial: transformar a informação em conhecimento

Link para a apresentação |

Esta apresentação aborda o papel crucial da Inteligência Artificial (IA) na educação contemporânea. O autor enfatiza a importância de compreender como a IA se alinha com a missão fundamental da escola de transformar informação em conhecimento, explorando o seu potencial como ferramenta facilitadora no processo de ensino-aprendizagem.

A apresentação destaca a necessidade de desenvolver estratégias eficazes para integrar a IA na prática pedagógica. Isso inclui a elaboração de planos de aula que utilizem a IA para estimular o pensamento crítico e a construção de conhecimento pelos alunos. O autor sugere que a implementação bem-sucedida da IA na educação requer uma abordagem cuidadosa e planeada.

Por fim, a apresentação introduz o “Perplexity“, uma ferramenta que pode promover a aprendizagem ativa. Este método incentiva os alunos a questionar, relacionar, aplicar e refletir sobre as informações que recebem. O objetivo é transformar o processo de aprendizagem numa experiência mais interativa e significativa, onde os estudantes transformam, de forma ativa, a informação em conhecimento.

Redes e partilha no desenvolvimento docente | artigo

Ler mais |

As redes profissionais e a partilha de conhecimentos desempenham um papel crucial no desenvolvimento profissional dos professores, promovendo a colaboração, a inovação e a reflexão contínua sobre as práticas pedagógicas. Este aspeto tem vindo a ganhar cada vez mais relevância no contexto educativo atual, especialmente com o avanço das tecnologias de informação e comunicação.

| Ler artigo na integra |