O Mundo ligado: como a Internet das Coisas está a mudar a nossa vida

Da origem à revolução digital: aplicações, desafios e o futuro da IoT em Portugal e no mundo

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A Internet das Coisas (IoT) representa uma das transformações tecnológicas mais profundas do século XXI, redefinindo a forma como interagimos com o mundo físico através da conectividade digital. Desde a sua conceção em 1999 até às projeções de mais de 50 mil milhões de dispositivos conectados em 2030, a IoT está a remodelar setores inteiros, desde a manufactura até aos cuidados de saúde, criando um ecossistema interconectado onde dados, decisões e ações convergem em tempo real. Este artigo examina a trajetória completa desta revolução tecnológica, explorando as suas origens históricas, o estado atual do mercado global, as aplicações transformadoras em diversos sectores, os desafios de segurança e privacidade, e as tendências emergentes que moldarão o futuro da conectividade mundial.

As Origens e Evolução Histórica da IoT

Os primeiros passos: das máquinas conectadas ao conceito IoT

A história da Internet das Coisas inicia-se muito antes do termo ter sido cunhado. Em 1982, estudantes da Universidade Carnegie Mellon criaram o primeiro dispositivo verdadeiramente conectado: uma máquina de venda automática de Coca-Cola que reportava o seu inventário e a temperatura das bebidas através da ARPANET. Este exemplo pioneiro demonstrou o potencial de conectar objetos físicos à rede para recolher e partilhar informações úteis.

O conceito começou a ganhar forma teórica em 1991, quando Mark Weiser, no seu influente artigo “The Computer of the 21st Century”, descreveu a visão da computação ubíqua, onde os dispositivos estariam integrados no ambiente de forma invisível. Esta visão profética antecipou um mundo onde a tecnologia se tornaria tão omnipresente que deixaria de ser notada pelos utilizadores.

O nascimento do termo “Internet das Coisas”

O termo “Internet das Coisas” foi oficialmente criado em 1999 por Kevin Ashton, investigador britânico e cofundador do Auto-ID Center no MIT. Durante uma apresentação na Procter & Gamble, Ashton utilizou esta expressão para descrever um sistema onde a Internet seria conectada ao mundo físico através de sensores omnipresentes, incluindo tecnologia RFID (Radio-frequency identification).

A definição original de Ashton foi visionária: “Se tivéssemos computadores que soubessem tudo o que havia para saber sobre as coisas – usando dados que recolhessem sem qualquer ajuda nossa – poderíamos rastrear e contar tudo, e reduzir grandemente o desperdício, as perdas e os custos”. Esta visão destacava a capacidade dos objetos físicos coletarem dados autonomamente, eliminando a dependência da intervenção humana para a captação de informações.

Marcos históricos da expansão da IoT

A primeira década dos anos 2000 testemunhou marcos importantes no desenvolvimento da IoT. Em 2000, a LG anunciou a primeira geladeira conectada à Internet. Em 2003, a BigBelly Solar lançou um contentor de lixo solar que enviava notificações via Internet quando estava cheio. Estes primeiros produtos comerciais demonstraram aplicações práticas do conceito de IoT.

O verdadeiro ponto de viragem ocorreu entre 2008 e 2009, quando, segundo a Cisco, o número de dispositivos conectados ultrapassou o número de pessoas no planeta. Este momento marcou o nascimento oficial da era IoT, simbolizando a transição de uma Internet centrada nas pessoas para uma rede dominada por objetos conectados.

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Internet das Coisas e Inteligência Artificial | eBook

Internet de las Cosas e Inteligencia Artificial

2024

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Internet das Coisas e Inteligência Artificial, uma mistura incrível.



A integração da Inteligência Artificial (IA) à Internet das Coisas (IoT) está a revolucionar diversos setores ao transformar dados em ações inteligentes. A IA melhora significativamente a capacidade dos dispositivos IoT de analisar e processar grandes volumes de dados em tempo real, permitindo uma tomada de decisão mais rápida e precisa. E isto está apenas a começar.



Esta realidade traduz-se em aplicações práticas, como casas inteligentes, onde os sistemas de IA otimizam o uso de energia e melhoram a segurança, ou na indústria, onde o monitoramento preditivo reduz o tempo de inatividade e os custos operacionais. Além disso, a IA facilita a personalização dos serviços, adaptando-se às preferências e comportamentos individuais dos utilizadores.

Utilização da Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) 2022 | relatório

Publicado em 07.02.2023 | ANACOM

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Sumário executivo

2 em cada 5 indivíduos utilizaram equipamentos IoT (Internet das Coisas) para uso pessoal ou doméstico

A utilização da Internet das Coisas (“Internet of Things” – IoT) tem vindo a aumentar nos últimos anos. Em 2022, 38% dos utilizadores individuais de Internet dispunham de algum equipamento de uso pessoal com acesso à Internet, mais 8 pontos percentuais (p.p.) do que em 2020, e 22% dispunham de algum equipamento doméstico com ligação à Internet, mais 3 p.p. do que em 2020.

Noutra perspetiva, em 2022, 32% do total de indivíduos dispunham de algum equipamento de uso pessoal com acesso à Internet e 19% dispunham de algum equipamento doméstico com ligação à Internet.

Portugal ficou acima da média da UE27 na utilização de equipamentos IoT para uso pessoal e abaixo da média da UE27 na utilização de equipamentos IoT para uso doméstico.

Os relógios inteligentes, pulseiras de fitness, auscultadores e GPS foram os dispositivos de uso pessoal mais utilizados

Entre os equipamentos de uso pessoal analisados, destacaram-se os relógios inteligentes, pulseiras de fitness, óculos ou auscultadores, equipamentos de localização por GPS, roupas, sapatos ou acessórios (33% dos utilizadores de Internet, +9 p.p. que em 2020), os automóveis equipados pelo fabricante com conexão à Internet sem fios (10%), e os equipamentos conectados com a Internet para cuidados médicos e de saúde (10%).

Entre os equipamentos domésticos analisados, destacam-se os eletrodomésticos, que passaram a ser os mais utilizados (10% dos utilizadores de Internet) e os que mais aumentaram desde 2020 (+5 p.p.). Seguiram-se os assistentes virtuais (9%), os equipamentos que permitem gerir a energia da casa (8%), e as soluções de segurança (7%).

Os equipamentos domésticos e de uso pessoal com ligação à Internet foram relativamente mais utilizados pelos indivíduos com maiores níveis de escolaridade e com menos de 45 anos.

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Desafios éticos da Internet das Coisas: em torno da Personalização na Educação | tese de doutoramento

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Desafios éticos da Internet das Coisas: em torno da Personalização na Educação

Cecília Tomás

Resumo

A Internet das Coisas mostra-se hoje como sendo uma tecnologia disruptiva capaz de objetivar a personalização no domínio da educação. Procurando identificar os desafios éticos que gravitam em torno da personalização na educação potencializada pelas tecnologias interconectivas que vivem no/do fluir, três dimensões foram as já identificadas: 1) Tecnológica; 2) Pedagógica; 3) Filosófica. De forma inter-relacionada elas farão surgir categorias e conceitos diversos, dos quais o conhecimento limitado dá, para já, conta: infraestruturas de implementação da IoT (TCP/IPv6), instrumentos em rede (wearables, tablet, telemóvel), interoperabilidade, PLE, SLE e VLE, Rhizomatic Learning, Learning Analytic e Adaptative Learning, conducentes a conceitos como os de hypersituating, machine-to-machine (M2M), machine-to-people (M2P) e people-to-people (P2P). Sendo Big Data a capacidade tecnológica de rastreamento de comportamentos individuais a uma escala global, conducentes a uma crescente personalização, como se reflete ou interfere esta em questões relacionadas com a educação? Novas teorias surgem, mas uma nova epistemologia está ainda por criar. Conceitos éticos e legais como a entificação da informação, público versus privado que se cruzam com a categoria de ‘segurança’ e ligados aos de Smart Citizen e Smart Learner, bem como a conceitos de caráter ontológico como os de técnica e de tecnologia, fazem emergir da realidade educacional conceitos inovadores.

Palavras-chave

Educação; Ética; Internet das Coisas; Personalização

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Referência: Tomás, C. (2018). Desafios éticos da Internet das Coisas: em torno da Personalização na Educação. CECS – Publicações / Ebooks0(0), 207-215. Retrieved from http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/article/view/2820

The Internet of Bodies Is Here: Tackling new challenges of technology governance

Julho 2020 | Briefing paper

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À medida que as novas tecnologias se integram ao corpo humano, as oportunidades e os riscos – crescem.