La situación excepcional derivada de la pandemia del COVID-19 ha acelerado el proceso de digitalización, poniendo de relieve las fortalezas, pero también las carencias relativas de nuestro país. Entre las primeras, cabe señalar las infraestructuras de conectividad, el desarrollo de la administración electrónica en algunos ámbitos clave y la adaptabilidad de buena parte del tejido empresarial. Entre las segundas, la falta de equipamientos y la baja capacitación digital de buena parte de la población, con particular incidencia en aquellos sectores (…)
Metodologias ativas de ensino-aprendizagem. Vantagens e desvantagens do ensino ativo. Metodologias ativas nas diferentes áreas de conhecimento. Engajamento de alunos com o uso de metodologias ativas.
A escola padronizada, que ensina e avalia a todos de forma igual e exige resultados previsíveis, ignora que a sociedade do conhecimento é baseada em competências cognitivas, pessoais e sociais, que não se adquirem da forma convencional e que exigem proatividade, colaboração, personalização e visão empreendedora (MORÁN, 2015).
O processo de educar, devido a múltiplos fatores (como a rapidez na produção de conhecimento, a provisoriedade das verdades construídas no saber científico e, principalmente, da facilidade de acesso à vasta gama de informação) deixou de ser baseado na mera transmissão de conhecimentos.
Como enfrentamento ao este modelo tradicional imposto e aceito ao longo do tempo, tem-se lançado mão das metodologias ativas de ensino e aprendizagem, nas quais é dado forte estímulo ao reconhecimento dos problemas do mundo atual, tornando os alunos capazes de intervir e promover as transformações necessárias (WIKIPEDIA, texto digital).
Nesse contexto as metodologias ativas surgem como proposta para focar o processo de ensinar e aprender na busca da participação ativa de todos os envolvidos, centrados na realidade em que estão inseridos.
Metodologia ativa é um processo amplo e possui como principal característica a inserção do aluno/estudante como agente principal responsável pela sua aprendizagem, comprometendo-se com seu aprendizado.
As metodologias ativas de ensino aproximam-se cada vez mais dos espaços formais de ensino, por trazerem contribuições positivas nos processos de ensino e de aprendizagem. Estratégias de ensino norteadas pelo método ativo têm como características principais: o aluno como centro do processo, a promoção da autonomia do aluno, a posição do professor como mediador, ativador e facilitador dos processos de ensino e de aprendizagem e o estímulo à problematização da realidade, à constante reflexão e ao trabalho em equipe (DIESEL; MARCHESAN; MARTINS, 2016).
Metodologia ativa pode ser definida como o conjunto de atividades que ocupa o estudante a fazer algo ao mesmo tempo em que deve pensar sobre o que está fazendo. Na prática, o estudante interage com o assunto em estudo ao invés de somente recebê-lo de forma passiva do professor. Este por sua vez, assume o papel de orientador, supervisor, facilitador da aprendizagem, mas não é a única fonte de informação do estudante.
Desta forma, o aluno torna-se protagonista no processo de construção de seu conhecimento, sendo responsável pela sua trajetória e pelo alcance de seus objetivos, no qual deve ser capaz de auto gerenciar e autogovernar seu processo de formação.
As estratégias para conseguir a aprendizagem ativa são várias. Todas, porém, provocam as funções mentais de pensar, raciocinar, observar, refletir, entender e combinar. Neste ambiente, o professor também tem que se manter em posição ativa, recorrendo a estudos, selecionando informações, explicando de formas diferenciadas, fazendo analogias, escolhendo terminologias adequadas.
Pretende-se que os formandos se assumam como curadores de conteúdos, isto é que procurem, selecionem, analisem, filtrem e organizem informação de diferentes fontes, com recurso a diferentes ferramentas digitais.
O curso, de carácter informal, dirige-se a professores, bibliotecários, professores bibliotecários, mediadores de leitura e ao público em geral.
O curso compreende quinze horas, divididas por cinco sessões, cada uma de três horas. Decorre online na plataforma de videoconferência Zoom e é suportado de forma assíncrona numa plataforma LMS. (…)
Caminhos híbridos, ubíquos e líquidos de vivência e aprendizagem
De pronto, a leitura deste livro desperta, entre outros, o sentimento sereno e feliz do nomadismo. Viajar é preciso. Quais viagens e por quais caminhos? As respostas também vêm de pronto. Os espaços são múltiplos e se multiplicam porque hoje as viagens não se realizam apenas nos deslocamentos geográficos, em visitações de paisagens físicas e humanas. Fazem-se também no contraponto contínuo dos deslizamentos propiciados pela arte dos cliques nos espaços informacionais em que o existir se torna líquido.
O que é viver, ensinar, pesquisar, formar e entregar-se à aprendizagem contínua, incessante, desbravadora e corajosa que tira proveito da cibercultura, essa cultura híbrida em que o físico e o digital se cruzam, se interpenetram e nos transformam em seres híbridos e ubíquos. Eis o que este livro-jornada nos apresenta. Comecemos pela viagem.
Emprestei a exortação “viajar é preciso” de um texto guardado na memória, inesquecivelmente lindo, assinado por Sergio Paulo Rouanet, texto que introduz a viagem do autor pelos escritos de Walter Benjamin. Viajar é preciso porque a razão viva, metabólica, que não se entrega aos hábitos entorpecidos, é razão nômade, aquela que também aprende nos deslocamentos geográficos que explora. Só humanos viajam. Animais não viajam, migram para fugir aos rigores do inverno. Mesmo os humanos que ficam, não viajam, são diferentes das plantas que têm raízes e dos bichos que não podem sobreviver fora de seu ecossistema. Por isso, viajar é um ato de liberdade. Precisamos, sim, partir para os prazeres do trânsito, das descobertas e do retorno. Viajar, de fato, é retornar transformado.
Existe, entretanto, um outro tipo de viagem, aquele que fazemos sem sair do lugar, ou seja, nossas viagens pelas circunvoluções do pensamento. Pensar é preciso. C. S. Peirce dava a isso o nome de musement cuja tradução em português é a palavra, pouquíssimo usada, uberdade para significar fertilidade, valor em produtividade do pensamento. É uma certa ocupação agradável e refrescante da mente, uma espécie de devaneio, contanto que retiremos desse termo a ideia de fantasia e de sonhar acordado, um devaneio, portanto, que não é movido pela imaginação pura e simples, mas pelo desprendimento, pela entrega ao puro jogo do pensamento.
Trata-se de um jogo sem regras, a não ser a verdadeira lei da liberdade que pode tomar a forma da contemplação estética ou da construção de um castelo puramente mental.
Se você se entregar a esse tipo de puro jogo meditativo, com a candura que lhe é própria, chegará a um ponto em que atento ao que está em torno e dentro de você, iniciará um diálogo consigo mesmo. Isso é o que constitui a meditação.
Entretanto, além da meditação, existe um outro tipo de trilha para essa modalidade de pensamento, quando se trata do engendramento das ideias. É o pensamento que brinca, que joga consigo mesmo, que viaja meio ao léu sob os comandos dos demônios indomesticáveis das associações de ideias até encontrar uma paragem de visitação em uma ideia que brilha como um achado. Algo próximo daquilo que Walter Benjamin chama de “iluminação profana”. Nascem assim nossas boas ideias, ou pelo menos aquelas que são nossas e que estão nos germens de nossos escritos.
Escrever, contudo, é uma outra viagem. Escrever é preciso. Quando nos deslocamos do solo pátrio e da língua pátria, nossa língua mãe, para outras paragens nas geografias do mundo, tornamo-nos tradutores da língua e da cultura do outro em miragens de cultura própria. Assemelhamo-nos, assim, a forasteiros que lutam para se sentir em casa, pisando um chão que não lhes pertence. Ainda dormimos debaixo de estrelas, mas elas não são as nossas.
Escrever também é uma espécie de tradução. Traduzir pensamentos vagos e ainda incertos em pensamentos articulados, traduzir a fala alheia admirada em fala própria, traduzir a utopia do querer dizer em algo que se diz inelutavelmente incompleto. Em suma, escrever é sempre um ato de coragem. Enfrentar o papel ou a tela branca é como enfrentar um touro à unha, como já dizia Décio Pignatari.
São três os tipos de viagem e de caminhos acima esboçados, caminhos em que cidadãos que somos da cibercultura, nossa vivência é ubíqua pela habitação entrecruzada e híbrida de dois espaços simultâneos: o físico e o ciber. Em primeiro lugar, a viagem pelos espaços e caminhos geográficos nas visitações de paisagens humanas nas quais buscamos nos integrar. Em segundo lugar, as viagens pelas arquiteturas líquidas e moventes do pensamento em busca de sua autotransformação. Em terceiro lugar, a viagem da escritura, entre tensa e prazerosa, atividade em que viver e escrever tornam-se irmãs siamesas, o que nos faz lembrar Sherazade, aquela que conta histórias para sobreviver. (…)