A revista Telos, da Fundação Telefónica, publicou a 7 de outubro um texto curto do neurocientista Saúl Sal Sarria com uma pergunta muito antiga e uma suspeita incómoda: e se a consciência não estiver onde sempre a procurámos? O artigo fala de cérebros e de história da ciência, e não de escolas. Lemo-lo com uma turma à frente, porque dele saem perguntas que professores e alunos já fazem, sobre quem sente, sobre quem parece não sentir e sobre as máquinas que falam como se sentissem.

Imagine-se uma aula de Ciências do 8.º ano, numa tarde de outubro. Alguém levanta o braço e pergunta se os peixes sentem dor. A resposta sai quase sempre depressa, para um lado ou para o outro, e quase nunca com razões à mistura. (A cena é nossa, mas não custa imaginá-la.) O artigo de que vamos falar não responde a essa pergunta. Ajuda, ainda assim, a perceber porque é que ela é mais difícil do que parece: tem uma história comprida, a resposta já mudou de sítio várias vezes e continua em discussão.
Saúl Sal Sarria é doutor em Neurociências e investigador na Universidade de Oviedo, e o seu texto saiu na Telos sem uma única referência a escolas (Sal Sarria, 2026). Lemo-lo assim mesmo, a pensar em professores e alunos, e dizemos sempre onde acaba o artigo e começamos nós.
Procurar a chave onde há luz
O texto abre com Nasrudin, personagem do folclore sufi, que procura debaixo de um candeeiro de rua uma chave que acabou de perder. Perguntam-lhe se foi ali que a perdeu. Não foi, responde, mas é ali que há mais luz. Sal Sarria serve-se da anedota para dizer que com a consciência se fez qualquer coisa parecida: foi-se procurar onde era mais fácil olhar.
Segundo o artigo, Empédocles e Aristóteles punham a origem da alma no coração, embora Alcmeão de Crotona, um par de séculos antes, tivesse sido dos primeiros a apontar o cérebro. Demorou séculos até alguém o levar a sério. A doutrina medieval repartiu a mente pelos ventrículos cerebrais, Descartes escolheu a glândula pineal e, entre os séculos XVIII e XIX, Franz Joseph Gall e Jean Pierre Flourens afastaram os ventrículos e passaram a apostar no córtex. Quando Paul Broca e Carl Wernicke localizaram a linguagem nessa camada exterior, a aposta pareceu óbvia. O córtex é a zona mais desenvolvida nos humanos, de aparecimento tardio na evolução e no embrião, e se é ali que está aquilo que nos distingue dos outros seres inteligentes, onde mais poderia estar a consciência?
Para quem quiser levar a sequência para a sala de aula, fica tal como o artigo a conta, com uma última linha que é a proposta recente e ainda em disputa.
| Quem | Onde procurou | Nota |
|---|---|---|
| Empédocles e Aristóteles | No coração | Os «cardiocentristas» do artigo |
| Alcmeão de Crotona | No cérebro | Um par de séculos antes de Aristóteles; demorou a ser levado a sério |
| Doutrina medieval | Nos ventrículos cerebrais | A mente repartida pelas cavidades do cérebro |
| Descartes | Na glândula pineal | Pequena glândula endócrina dentro do cérebro |
| Gall e Flourens (séculos XVIII e XIX) | No córtex | Afastam as teorias dos ventrículos |
| Broca e Wernicke | No córtex, com a linguagem | Reforçam a aposta na camada exterior |
| Panksepp, Solms, Merker e outros | No tronco encefálico | Hipótese recente, longe de ser consensual |
A suspeita de que a chave está noutro sítio
Quem foi pôr a luz noutro lado? Jaak Panksepp (1943-2017) insistia, para desconforto da neurociência cognitiva, que as emoções não nascem no córtex mas em circuitos do tronco encefálico muito mais antigos, em particular numa faixa estreita de substância cinzenta à volta do aqueduto cerebral, a substância cinzenta periaquedutal. Mark Solms foi mais longe e ligou a ideia ao sistema reticular ativador ascendente, o mesmo que mantém a vigília e que foi descrito em 1949 em experiências com gatos (Moruzzi & Magoun, 1949). Para Solms, o afeto é a forma mais primitiva de consciência e também a mais segura, porque não depende de pensar, de recordar nem de falar. Depende só de sentir.
A prova mais incómoda, diz o artigo, vem das crianças com hidranencefalia, que nascem praticamente sem córtex, com o líquido cefalorraquidiano a ocupar grande parte do crânio. Durante décadas foram descritas como estando em estado vegetativo permanente. O neurocientista Björn Merker documentou, num trabalho de 2007, que estas crianças estão acordadas: sorriem quando brincam com quem delas cuida, acalmam-se com a voz, choram quando algo dói (Merker, 2007). Não raciocinam, não recordam, não falam. Se o comportamento diz a verdade e elas sentem, o córtex pode ser menos a fonte da experiência do que um cenário muito sofisticado montado por cima dela.
O passo seguinte tira-nos do lugar à força. As estruturas do tronco encefálico que sustentam este sentir básico não são só nossas: estão entre as partes mais antigas e mais bem conservadas do sistema nervoso e partilhamo-las com aves, répteis, anfíbios e peixes. Em 2012, a Declaração de Cambridge sobre a Consciência, proclamada a 7 de julho na Francis Crick Memorial Conference, escreveu que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram consciência, que a falta de neocórtex não parece impedir um organismo de ter estados afetivos e que isto vale para todos os mamíferos e aves e para muitas outras criaturas, os polvos incluídos (Low et al., 2012).
O artigo termina com uma pergunta que ficou connosco: se o que sustenta a consciência se forma muito antes do córtex, começámos a sentir, de algum modo primitivo, bem mais cedo do que se supunha? A base é uma revisão científica publicada a 28 de abril de 2026 na Brain Structure and Function, de que Sal Sarria é coautor, com Mark Solms e Oliver Turnbull (Sal-Sarria et al., 2026). Os autores defendem que as estruturas em causa amadurecem cedo e que, se tivessem de apontar um período para o aparecimento de uma forma primitiva de sentir, o mais provável seria o terceiro trimestre da gravidez. Convém ler o que eles próprios acrescentam: para as semanas 23 a 28, dizem, há substrato neuronal e correlatos comportamentais, mas não prova suficiente para sustentar uma afirmação forte de experiência senciente robusta. O que apresentam são hipóteses fundadas em evidência, e não demonstrações.
Onde convém travar
Primeiro, o contexto. Este é um texto de divulgação, curto, e o autor não é um observador neutro: a nota biográfica da própria Telos diz que é coautor do modelo de que fala. Não é defeito, é informação, e o leitor tem direito a ela.
Depois, a tese está longe de reunir consenso, e o artigo da Telos não o diz. Na Scientific American aparece o outro lado. Quem defende o córtex aceita que o tronco encefálico é indispensável, mas entende-o como uma fonte de energia que mantém ligada a consciência do córtex, e não como o lugar onde ela se faz. O filósofo Matthias Michel, do MIT, atribui consciência a mamíferos e aves, por terem córtex ou equivalente, mas não a peixes nem a insetos, e lembra a visão cega: pessoas com o córtex visual lesionado respondem a estímulos que dizem não ver. Talvez as crianças com hidranencefalia e alguns animais reajam sem sentir. O neurocientista Anil Seth, de Sussex, acha que não há evidência bastante para nenhuma das versões. E mesmo os defensores do tronco encefálico reconhecem, como diz Merker, que tudo o que torna rico o nosso mundo é uma dádiva do córtex. A discussão é sobre a base mínima, não sobre se o córtex conta.
Há ainda a palavra. «Consciência» tem aqui um sentido estreito, o de capacidade de sentir, e não o de pensar sobre si, falar de si ou saber que se sabe (a definição vem do artigo científico). Em português a palavra estica-se mais do que devia, porque também serve para a ética («ter a consciência tranquila»), e já nos queixámos disso noutro artigo do blogue. Convém dizer aos alunos de que consciência se está a falar, antes de começar.
Uma última cautela. Declarações como a de Cambridge e a de Nova Iorque são posições de grupos de cientistas, não são experiências. E o artigo científico toca em temas muito delicados, como a dor fetal, os cuidados a recém-nascidos e até o debate sobre o aborto. Numa turma, é terreno que pede enquadramento prévio e muito cuidado, e não é aqui que vamos tomar posição.
O que a escola pode tirar daqui
O que se segue são leituras nossas, não do artigo nem dos cientistas, e nenhuma foi posta à prova numa turma.
A primeira vem do candeeiro. Em qualquer disciplina, a história de Nasrudin serve de espelho. Que perguntas procuramos onde há luz? Medimos bem o que é fácil de medir, a memória de factos e a resolução de exercícios de modelo, e medimos mal a curiosidade, a persistência ou a capacidade de mudar de ideias. Não é motivo para deitar fora os testes. É motivo para, de vez em quando, perguntarmos o que deixámos de fora do foco.
A segunda é sobre sentir antes de saber gerir. Os autores do artigo científico observam que as emoções fortes chegam cedo, porque dependem de estruturas que amadurecem cedo, e que a capacidade de as gerir amadurece devagar, ao longo de anos e talvez até à terceira década de vida, por assentar sobretudo no córtex frontal e na ínsula. Parte da educação das crianças, dizem, é emprestar-lhes essa gestão enquanto não a têm. Se isto estiver certo (é uma revisão, não um estudo com alunos), ajuda a ler certos dias de turma. O aluno do 7.º ano que explode por uma ninharia não está necessariamente a testar-nos, pode estar a sentir muito com pouca maquinaria para o conter. Tempo, rotinas previsíveis e um adulto que acalma fazem mais do que um sermão, mas isto já é opinião nossa.
A terceira é para quem trabalha com alunos que não falam ou não conseguem mostrar o que sabem. O artigo científico compara a situação com a de adultos com incapacidade intelectual profunda e de pessoas em fase avançada de demência, em que a inteligência está muito limitada mas a experiência emocional pode estar bastante preservada. E cita um artigo de 1999 de David Shewmon e colegas sobre crianças sem córtex cujo título fala de «estado vegetativo do desenvolvimento» como «profecia autorrealizável» (só conhecemos o título, não lemos o trabalho). A ideia dá que pensar a qualquer escola: o rótulo que pomos a uma criança pode decidir quanto lhe falamos. A nossa leitura, que não é aconselhamento clínico, vai para a atitude: presumir que há alguém a sentir, falar-lhe, tratar uma reação emocional como sinal de comunicação, em vez de esperar por provas de compreensão para a tratar como interlocutora.
A quarta é para Ciências e Cidadania. A Declaração de Cambridge tem um sucessor, a Declaração de Nova Iorque, apresentada a 19 de abril de 2024 numa conferência na Universidade de Nova Iorque e subscrita, segundo a Scientific American, por quase 600 cientistas. Diz, em resumo, que há forte apoio científico para a consciência em mamíferos e aves, que a possibilidade é realista em todos os vertebrados (répteis, anfíbios e peixes incluídos) e em muitos invertebrados, e que é irresponsável ignorar essa possibilidade quando se decide sobre esses animais (Animal Ethics, 2024). Reparem-se nos graus: apoio forte numa frase, possibilidade realista noutra, irresponsabilidade noutra. Regressando à aula do início, a resposta honesta sobre os peixes é que não há consenso, mas que um grupo grande de cientistas pede que a pergunta seja levada a sério.
A quinta é a pergunta que os alunos mais gostam de fazer: então e os chatbots? Os autores do artigo científico partem do princípio de que um telemóvel é inteligente e não é consciente, e de que o que conta, em termos éticos e legais, é a capacidade de sentir e não a inteligência. Para eles, a consciência é uma função biológica do corpo, assente no sentir, e uma máquina que escreve bem não fica por isso mais perto de sentir. É uma posição, defendida por quem constrói este modelo. Entre quem estuda consciência e inteligência artificial há quem pense de outra maneira e há quem diga que ninguém sabe, como contámos a propósito do livro de Eric Schwitzgebel. Sem decidir a questão, a escola pode ao menos separar as coisas: fluência não é vida interior, e inteligência não é o mesmo que sentir. Sobre o que falta a um texto escrito por uma máquina, já escrevemos a partir de um ensaio de Renato Ortiz, e a reflexão sobre pensamento crítico e ética na era da IA generativa continua a servir para estas conversas.
Quatro conversas para ter com a turma
Também são nossas, também não foram testadas, e o professor saberá melhor do que nós o que cabe em cada ano e em cada turma.
«Onde é que andamos a procurar a chave?» Cada aluno escolhe uma pergunta que a escola faz muitas vezes (o que é um bom aluno? o que é um bom texto?) e escreve onde costumamos procurar a resposta, porquê ali e onde nunca procurámos. Funciona em Português, Filosofia ou Cidadania e Desenvolvimento, a partir do 3.º ciclo, e deixa o professor ver, de caminho, o que os alunos pensam que a escola valoriza.
A linha do tempo da consciência. Com a tabela acima, grupos de alunos ficam com uma etapa cada e respondem a três perguntas: que prova tinham, o que fez mudar de ideias a seguir, o que lhes faltava para testar melhor. Na última, a Scientific American dá uma pista: uma técnica recente, os ultrassons focados transcranianos, pode permitir sondar estruturas profundas do cérebro, e há investigadores de campos opostos que lhe chamam uma oportunidade de avanço. A ciência também depende dos instrumentos que tem à mão. Serve a Ciências, a História e a Filosofia.
Quanta evidência é preciso? Os alunos leem as três frases da Declaração de Nova Iorque (apoio forte, possibilidade realista, irresponsável ignorar), reescrevem-nas por palavras suas e discutem que diferença faz cada grau na forma como tratamos os animais. É um exercício de argumentação em Português e de leitura de evidência em Ciências. Deve ficar claro que são declarações de consenso, e não provas.
Quem sente, quem parece sentir. Com alunos mais velhos e conduzida pelo professor, a conversa põe lado a lado o choro de um bebé, o olhar de um cão e a frase «estou triste» escrita por um chatbot, e pergunta o que usamos para decidir que há alguém a sentir: o comportamento, o corpo, a história. A ideia não é chegar a uma conclusão, é listar critérios e ver onde falham. Se houver ferramenta de IA em cena, que seja uma aprovada pela escola e sem dados pessoais, na linha das orientações em consulta pública que comentámos há dias. Para enquadrar o tema em literacia, os cinco passos da literacia em IA ajudam.
Por aproximação, estas conversas cabem em Ciências Naturais, Biologia, Filosofia, Português e Cidadania e Desenvolvimento, e dialogam com as áreas de «Pensamento crítico e pensamento criativo» e «Raciocínio e resolução de problemas» do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (Ministério da Educação, 2017). A correspondência com as Aprendizagens Essenciais de cada disciplina e ano não a confirmámos. E, tratando-se de um artigo de revista e de uma revisão científica, vale a pena treinar com os alunos a leitura crítica de notícias de ciência, tema de que já tratámos a propósito da desinformação na sala de aula.
Uma pergunta para levar
Se amanhã um aluno nos perguntar como é que sabemos que alguém sente, o que lhe diremos? Talvez possamos começar por contar a história de Nasrudin e admitir que, durante séculos, a ciência procurou onde era mais fácil, e que ainda não sabemos se mudou de candeeiro de vez. Dizer «não sabemos, mas olha como se vai procurando» é, afinal, uma boa lição.

Nota editorial e de transparência. Este artigo foi elaborado com assistência de inteligência artificial (Claude, da Anthropic), a partir do texto de Sal Sarria (2026) na Telos, lido a 27 de outubro de 2026, e da revisão científica de Sal-Sarria et al. (2026), lida em texto integral (acesso aberto) na mesma data. Do artigo de Merker (2007) consultámos o resumo e o que outros textos dizem dele, e não o texto completo. A Declaração de Cambridge e a Declaração de Nova Iorque foram confirmadas em cópias e em textos que as reproduzem, e não nos documentos originais. As propostas de aula não foram experimentadas com alunos. O texto foi sujeito à revisão e à responsabilidade editorial dos autores do blogue.
Referências
Animal Ethics. (2024, 29 de abril). The New York Declaration on Animal Consciousness stresses the ethical implications of animal consciousness. Consultado a 27 de outubro de 2026, em https://www.animal-ethics.org/the-new-york-declaration-on-animal-consciousness-stresses-the-ethical-implications/
Low, P., Panksepp, J., Reiss, D., Edelman, D., Van Swinderen, B., & Koch, C. (2012, 7 de julho). The Cambridge declaration on consciousness [Declaração]. Francis Crick Memorial Conference on Consciousness in Human and Non-Human Animals, Churchill College, Universidade de Cambridge. Consultado a 27 de outubro de 2026, em http://fcmconference.org/img/CambridgeDeclarationOnConsciousness.pdf
Merker, B. (2007). Consciousness without a cerebral cortex: A challenge for neuroscience and medicine. Behavioral and Brain Sciences, 30(1), 63–81. https://doi.org/10.1017/S0140525X07000891
Ministério da Educação. (2017). Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória (Despacho n.º 6478/2017, de 26 de julho). Direção-Geral da Educação. https://dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/perfil_dos_alunos.pdf
Moruzzi, G., & Magoun, H. W. (1949). Brain stem reticular formation and activation of the EEG. Electroencephalography and Clinical Neurophysiology, 1(1–4), 455–473. https://doi.org/10.1016/0013-4694(49)90219-9
Sal Sarria, S. (2026, 7 de outubro). ¿Dónde se encuentra la consciencia? Telos. Fundación Telefónica. Consultado a 27 de outubro de 2026, em https://telos.fundaciontelefonica.com/donde-se-encuentra-la-consciencia/
Sal-Sarria, S., Solms, M., & Turnbull, O. H. (2026). When does consciousness arise? A subcortical model of its origins. Brain Structure and Function, 231(4), Artigo 56. https://doi.org/10.1007/s00429-026-03113-9
Scientific American. (s.d.). Are the roots of consciousness hidden in the ancient deep brain? Consultado a 27 de outubro de 2026, em https://www.scientificamerican.com/article/are-the-roots-of-consciousness-in-the-ancient-deep-brain/
Para saber mais
Fora do blogue: o artigo original da Telos, em espanhol e de leitura rápida; a revisão científica em acesso aberto, para quem quiser ver as provas e as cautelas dos autores; a reportagem da Scientific American, que dá voz a quem discorda; o artigo de Merker sobre a consciência sem córtex; e a Declaração de Cambridge, com uma página só.
No blogue: Uma IA pode ter consciência? O que pode aprender a escola com quem responde «não sabemos»; Escrever com a máquina ou escrever sem ela?; Pensamento crítico e ética na era da inteligência artificial generativa; Literacia em IA: cinco passos para a escola; Orientações para a IA nas escolas portuguesas; Literacia digital em ação: como combater a desinformação na sala de aula.












