Identidade digital de pessoas e organizações / muito para além dos dados pessoais e biométricos

O conceito de identidade digital aplica-se normalmente às pessoas e cinge-se a dados pessoais e biométricos.

Photo by Noah Buscher on Unsplash

Hoje e mercê da ligação umbilical entre o mundo físico e virtual surge a necessidade de ir mais longe e subsidiariamente alargar o conceito à presença online, dando assim corpo a um conceito mais alargado que ganha forma e se consubstancia na presença em linha dos sujeitos ou/e das marcas, empresas ou instituições. A identidade digital pensa, analisa e define a presença em linha de pessoas e organizações.

Aqui a reputação impõe-se ao marketing. Não há marketing que valha a uma fraca reputação.

É neste sentido e por estas razões que o Biblio Tubers entendeu por bem debruçar-se sobre esta temática:

Quatro maneiras de implementar audiolivros no ensino da história

por Ana Inés Rodríguez | Professora e Doutora em História pela UNLP – Argentina. Depois de trabalhar por mais de uma década no campo académico e educacional, expandiu a sua vocação para a divulgação e comunicação da sua disciplina de estudo.

Com uma crescente preponderância da imagem, é necessário refinar as estratégias para o recurso narrativo verbal. Ler por longos períodos de tempo torna-se cada vez mais difícil. Esse é o caso não apenas dos nativos digitais (estudantes de hoje), mas também de gerações que não cresceram com entretenimento sob demanda, sempre disponível nos ecrãs. Todos nós perdemos um pouco de atenção na frente de textos que precisam de amplo desenvolvimento para fazer (um grande) sentido. 

Quatro maneiras de implementar audiolivros no ensino de história

Em vez de tentar recuperar esse paraíso perdido à força, há outras maneiras de se reconciliar com a narrativa , que são os audiolivros , que nos ajudarão na transição de volta à leitura. Aqui examinaremos como podemos usá-los para estudar a história, que é nossa especialidade: 

  • Ouça os audiolivros da história. Esse é o uso mais óbvio, mas não custa mencionar. É possível encontrar audiolivros on-line sobre vários períodos e lugares do mundo. Como recurso auditivo, podemos apostar num entendimento mais rápido do que na leitura tradicional no papel. Podemos apoiar essa escuta com material gráfico, como cronogramas, mapas e redes concetuais.

  • Ouça biografias e memórias. Existem inúmeros audiolivros com biografias de personagens de todos os períodos que abordamos e podem ser usados ​​como casos, paradigmas ou âncoras (completa ou fragmentária). Essas peças têm um ambiente vintage, passagens e compromissos. Eles fazem uma experiência imersiva que definitivamente queremos para o ensino de um período histórico. 

  • Ouça romances históricos. Trata-se de usar obras literárias escritas em um período recente, mas que ilustram, se não fatos históricos, pelo menos uma pintura de período. Podemos usar fragmentos ou, como projeto de aula, trabalhar com um romance completo para um projeto de final de curso. A coisa mais interessante sobre esses romances de audiolivros é que, além de diálogos de narração e atuação, eles têm sons definidos.

  • Ouça as obras literárias do período (se aplicável). Esta é uma maneira de estudar como pelo menos uma pessoa (o escritor) decidiu representar a sociedade em que escreveu o seu trabalho. Se fizermos obras clássicas , podemos até trabalhar transversalmente com a área da literatura. Muito se discutiu sobre a literatura como uma reflexão ou representação de um certo tempo e não entraremos nesse debate, mas resgataremos que uma obra pode ser usada (completa ou fragmentada) como fonte histórica para o estudo de um determinado período. Podemos selecionar várias passagens de áudio para analisá-las e contrastá-las, tanto na literatura clássica quanto em contos ou dísticos populares, dísticos, lendas ou fábulas.

Todos esses recursos podem ser complementares às leituras , que eles não substituem, mas complementam. Certamente, cada professor adotará estratégias diferentes on-line, mas é hora de prestar atenção nos audiolivros da escola, pois muitos editores estão expandindo seu catálogo por lá e é bom se adaptar cedo a essa mudança junto com os alunos.

Referência: Cuatro formas de implementar audiolibros para 
la enseñanza de historia. (2020). 
Retrieved 15 July 2020, from 
http://blog.tiching.com/cuatro-formas-audiolibros-historia/

Partilha livre e legal para uma melhor aprendizagem

Por Cable Green


A falta de acesso universal a recursos educacionais
eficientes continua a ser um problema mundial. 
Porém, segundo Cable Green, a boa notícia é que a 
educação aberta está a ampliar o acesso, reduzindo 
os custos e melhorando a aprendizagem de estudantes 
em todo o mundo.

Nós vivemos numa época de abundância de informação, em que todos, pela primeira vez na história, podem ter acesso a todo o conhecimento que desejarem. A chave para essa mudança profunda nas oportunidades de educação está nos recursos educacionais abertos(link is external) (REA), – termo cunhado pela UNESCO em 2002 –, materiais disponíveis que podem ser baixados, editados e partilhados legalmente, para servir melhor todos os estudantes.

Cable Green, Director of Open Education at Creative Commons.CC David Kindler 

Nos últimos 20 anos, os recursos educacionais – livros didáticos, vídeos, cursos, programas de graduação etc. – que usamos para ensinar as pessoas a ler e a escrever, a aprender sobre física e pensar criticamente já “nasceram digitais”. Embora ainda sejam usadas cópias impressas e a remessa de materiais didáticos por fora da internet, sempre existe o arquivo digital. Graças à internet, ao baixo custo do espaço em disco e à computação na nuvem, agora podemos armazenar, distribuir e fazer cópias de recursos educacionais digitais com custo marginal zero.

Porém, como é que os educadores podem partilhar conteúdo de aprendizagem digital sem violar leis de direitos autorais (copyright) – ou seja, como podem partilhar legalmente?

A forma mais comum de dar licença aberta a recursos educacionais protegidos – ou seja, torná-los REA – é por meio da iniciativa Creative Commons (link is external)(CC). Estas são licenças padronizadas, para uso livre, de direito autoral aberto que já foram aplicadas a mais de 1,2 bilhão de trabalhos protegidos legalmente, publicados em 9 milhões de websites, de acordo com o relatório State of the Commons de 2015. Quando os autores aplicam uma licença CC ao seu trabalho, eles continuam sendo detentores dos direitos autorais e compartilham o trabalho com o público de graça, sob os termos e as condições que escolherem.

A principal característica distintiva de um REA é sua licença aberta de direitos autorais e as permissões legais que a licença concede ao público para usar, modificar e partilhar esse conteúdo. Se um recurso educacional não apresenta uma indicação clara de que está em domínio público ou tem licenciamento aberto, ele não é um REA.

Maximizar as potencialidades dos REA

Vale mencionar que “aberto” não significa “gratuito”. Todos os REA podem ser acessados livremente, mas nem todos os conteúdos gratuitos são REA. Muitos Massive Open Online Courses(link is external) (MOOCs), por exemplo, são gratuitos, mas não são abertos. O acesso a certo MOOC pode ser gratuito, mas ele somente é considerado REA se o seu conteúdo tiver licença aberta ou se estiver em domínio público. Isso se torna criticamente importante quando se deseja traduzir um MOOC para línguas diferentes e/ou modificá-lo, para que se adapte ao contexto local e às necessidades dos alunos.

Os REA podem ser gratuitamente retidos (guardar uma cópia), reutilizados (usar tal como são), revisados (adaptar, ajustar, modificar), reformulados (misturar com conteúdo diferente para criar algo novo) e redistribuídos (compartilhar cópias com outras pessoas) sem que as leis de propriedade intelectual sejam desrespeitadas. É claro que, se a intenção é maximizar as potencialidades dos REA, educadores e estudantes também devem ter acesso a infraestruturas de tecnologia de informação e comunicação (TIC) – computadores, dispositivos móveis e conexão de internet, em todos os espaços para todas as pessoas.

Em suma, os REA são possíveis porque: a) os recursos educacionais são digitais – a maior parte dos REA “nasceu digitalmente”, embora seja possível disponibilizar REA aos alunos em formatos digital e impresso – e recursos digitais podem ser armazenados, copiados e distribuídos a um custo quase nulo; b) graças à internet, o partilhamento de conteúdo digital é muito simples para qualquer pessoa; e c) as licenças abertas da Creative Commons são uma forma simples e legal de se manter os direitos autorais e compartilhar legalmente recursos educacionais com o mundo.

Que diferença fazem os REA? 

Quando faculdades e universidades fazem a transição para os REA, isso possibilita uma série de mudanças educacionais positivas. A primeira coisa que acontece é que o acesso igualitário a recursos educacionais aumenta. Todos os alunos podem ter acesso a todos os recursos educacionais que foram elaborados para que eles tenham um bom desempenho em sala de aula desde o primeiro dia. Isso pode soar óbvio, mas, mesmo nos Estados Unidos, dois terços dos alunos de faculdades e universidades não compram os livros didáticos requeridos para suas disciplinas, porque não podem pagar por eles.

O segundo impacto positivo é que todos os estudantes adquirem acesso a conteúdos educacionais relevantes e contextualizados, e que foram elaborados para eles. Um professor em Mumbai pode baixar um livro didático com licença aberta que foi compartilhado pela Universidade de Barcelona, traduzi-lo para o hindi e atualizá-lo com exemplos que chamem a atenção de seus estudantes.

O terceiro é que os resultados da aprendizagem aumentam ou continuam iguais, enquanto o custo cai para próximo de zero. Quando todos os alunos de uma sala de aula têm acesso a todos os recursos desde o primeiro dia, eles têm bom desempenho. Uma análise, publicada em um periódico, realizada com mais de 16 mil estudantes de instituições públicas mostrou que estudantes que usam materiais didáticos abertos têm desempenho igual, se não melhor, do que os que usam materiais didáticos tradicionais (Fischer, Lane; Hilton, John; Robinson, T. Jared; Wiley, David. A multi-institutional study of the impact of open textbook adoption on the learning outcomes of post-secondary students. Journal of Computing in Higher Education(link is external), 2015).

Quarto, observou-se que a proporção de alunos que completam os cursos aumenta. Em uma aplicação controlada de REA no Tidewater Community College, alunos que usam REA em vários formatos de cursos tiveram uma taxa de desempenho até 11% melhor em termos de resultados e conclusão de curso (Fischer, Lane; Hilton, John; Wiley, David; William, Linda. Maintaining momentum toward graduation: OER and the course throughput rate. The International Review of Research in Open and Distributed Learning, 2016). 

Os alunos permanecem nos cursos e têm bons desempenhos quando têm acesso a todos os recursos educacionais de que precisam para avançar. Como mais alunos estão completando seus cursos, o tempo que levam até obter o diploma também é reduzido. Com os REA, as instituições educacionais ajudam os estudantes a navegar em suas oportunidades educacionais com maior velocidade e sucesso – trata-se de um investimento público mais eficiente.

Quinto, uma vez que temos REA em nossos espaços de aprendizagem, alunos e professores podem realizar a mudança para práticas educativas abertas – “práticas colaborativas que incluem a criação, a utilização e o reutilização de REA e práticas pedagógicas que empregam tecnologias participativas, aprendizagem entre pares, criação e compartilhamento de conhecimento e o empoderamento dos estudantes” (Cronin, Catherine. Openness and praxis: exploring the use of open educational practices in higher education. The International Review of Research in Open and Distributed Learning, 2017). De acordo com Cronin, os alunos se tornam coprodutores, geradores e criadores de conhecimento; eles podem criar, atualizar e aprimorar os REA enquanto aprendem.

Necessidade de políticas de apoio

Uma forma pela qual os governos podem apoiar a educação aberta é por meio da adoção uma política simples: exigir que recursos educacionais financiados publicamente tenham licença aberta. 

Políticas de licenciamento abertas para a educação inserem requisitos de licenciamento aberto em sistemas de financiamento existentes (por exemplo, subsídios, contratos ou outros acordos) que criam recursos educacionais, transformando assim o conteúdo em REA e alterando o formato padrão dos recursos educacionais 

financiados com verbas públicas, de “fechados” para “abertos”. Esse é um argumento particularmente forte relativo a políticas educacionais: se o público paga por recursos educacionais, o público deve ter o direito de acessar e utilizar esses recursos sem custos adicionais e com toda a gama de direitos legais necessários para modificar os REA, de forma a atender a suas necessidades locais.

Isso pode parecer óbvio, mas não é a regra. Infelizmente, quase sempre o que acontece é que os recursos educacionais financiados publicamente são comercializados de tal forma que o acesso é restrito aos que estão dispostos a pagar uma segunda vez por eles. Por que os cidadãos de um país deveriam ser obrigados a pagar duas vezes por um recurso educacional pelo qual já pagaram?

Governos, fundações e instituições educacionais podem e devem implementar políticas de licenciamento aberto para a educação, exigindo licenças abertas para os recursos educacionais produzidos com o seu financiamento. Políticas de licenciamento aberto fortes tornam essa espécie de licenciamento obrigatória e aplicam uma definição clara de licença aberta, usando idealmente a licença Creative Common Attribution (CC BY) que concede direitos integrais de reutilização, desde que o autor original seja indicado.

A boa notícia é que as políticas de educação aberta estão acontecendo. Em junho de 2012, ocorreu na Sede da UNESCO o Congresso Mundial de Recursos Educacionais Abertos (World Open Education Resources Congress), que produziu a Declaração de Paris de 2012 sobre os REA, que inclui um pedido para que os governos “incentivem o licenciamento aberto de materiais educacionais produzidos com recursos públicos”. É um prazer poder afirmar que muitos governos seguiram essa recomendação.

Para concluir, se queremos que os REA se disseminem, se queremos coleções de REA selecionadas para todos os anos escolares, em todas as matérias e em todas as línguas, adaptadas às necessidades locais; se queremos que exista um financiamento significativo disponível para a criação, a adoção e a atualização contínua dos REA, então precisamos de: a) conscientização universal e apoio sistemático para os REA, e b) adoção em larga escala de políticas de licenciamento aberto para recursos educacionais. Quando todos os educadores forem defensores ferrenhos do acesso gratuito e aberto aos seus recursos educacionais, quando mudarmos as regras sobre o uso de verbas públicas, quando o padrão de todos os recursos educacionais financiados por dinheiro público for “aberto” e não “fechado”, estaremos vivendo em um mundo no qual todos poderão alcançar toda a educação que desejarem.

Com este artigo, licenciado sob uma Creative Commons Attribution 4.0 International Licence, O Correio da UNESCO marca a 2o Congresso Mundial de Recursos Educacionais Abertos (2nd World Open Educational Resources Congress), em Liubliana, na Eslovênia, em setembro de 2017.  Cable Green

Cable Green (EUA) é diretor de Educação Aberta na Creative Commons, que inclui mais de 500 pesquisadores, ativistas, defensores das áreas de direito, educação, ciência, museus e políticas, e voluntários que integram a rede mundial CC em mais de 85 países.

Visto aqui: https://pt.unesco.org/courier/julio-septiembre-2017/compartilhamento-livre-e-legal-uma-melhor-aprendizagem

OPEN CONTENT ACTIVITIES IN LIBRARIES: Same Direction, Different Trajectories

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FOREWORD

This report is the culmination of efforts from across the OCLC membership to answer the question raised at a Global Council (GC) meeting: “What is the status of open access and open content in libraries across the globe?” Once surfaced, open access (OA) became the GC annual theme in 2018, leading to a series of activities and engagements with GC and OCLC members worldwide. The OCLC Research staff focused the research questions, and a comprehensive survey instrument was developed and launched in November 2018. The distribution of the survey was supported and promoted by Global Council delegates to ensure feedback from libraries in as many countries as possible, and through this effort we succeeded in obtaining participation from 82 countries.

High-level survey findings were published in 2019.This report gives a fuller presentation and analysis of the survey findings; it communicates the results of the status of OA activities that are underway, the challenges that libraries are encountering trying to support OA initiatives, and in many cases, the aspirations of libraries to support OA. Ultimately, the report also shares ideas that OCLC members identified for OCLC to support libraries’ aspirations toward OA, which will further the conversations regarding the nature of open access and the roles libraries play to support OA in different contexts.

Debbie Schachter

OCLC Global Council Chair

University Librarian, Capilano University

Rubricas de Avaliação | Domingos Fernandes

Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Projeto MAIA)/Monitoring, Following-up, and Researching into Pedagogical Assessment (MAIA Project) | Março 2020

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Sobre as rubricas, suas características e seus propósitos

A utilização de rubricas de avaliação constitui um procedimento bastante simples para apoiar a avaliação de uma grande diversidade de produções e desempenhos dos alunos.

Na verdade, desde a apresentação oral de trabalhos, passando por qualquer trabalho escrito até ao desempenho na manipulação de uma máquina, de uma viola ou de um qualquer instrumento, as rubricas podem ser excelentes auxiliares para ajudarem quer os alunos, quer os professores a avaliar a qualidade do que é necessário aprender e saber fazer.

Para a grande maioria dos autores, as rubricas deverão incluir o conjunto de critérios que se considera traduzir bem o que é desejável que os alunos aprendam e, para cada critério, um número de descrições de níveis de desempenho.

Ou seja, para um dado critério, poderemos ter, por exemplo, três, quatro ou mesmo cinco níveis de desempenho que deverão traduzir, se quisermos, orientações fundamentais, para que os alunos possam regular e autorregular os seus progressos nas aprendizagens que têm de desenvolver.

Assim, numa rubrica, deveremos ter sempre dois elementos fundamentais: um conjunto coerente e consistente de critérios e um conjunto muito claro de descrições para cada um desses critérios.(…)

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