O papel de docentes e estudantes na sociedade da informação: ligações com a pedagogia de Paulo Freire | artigo

Citação

por María Verdeja Muñiz | ler o artigo

Una de las características de las sociedades actuales tiene que ver con la complejidad y grandes desafíos de nuestros tiempos: globalización, desempleo, crisis humanitaria y de refugiados, conflictos bélicos, problemáticas sociales, corrupción política, etc. Cada vez se hace más latente la necesidad de repensar las funciones de los docentes y su papel en la sociedad. Se hace igualmente necesario replantear el papel del alumnado en una sociedad compleja y cambiante en la que juegan un papel muy importante las tecnologías de la información y la comunicación, pero, cabe peguntase: ¿Qué podemos hacer desde las escuelas? ¿Cómo pueden los formadores de docentes preparar a los futuros profesores? (…)

Os livros científicos dos séculos XVI e XVII, ou como a Inquisição “limpou” as bibliotecas

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foto de Daniel Rocha. artigo de Nicolau Ferreira no Jornal PÚBLICO

É a primeira sistematização da censura de livros médicos pela Inquisição em Portugal – um dos casos expurgados foi o de uma freira que se dizia ter engravidado no banho. Está também em marcha um inventário dos livros de ciência nas bibliotecas dessa altura. O lugar deste objecto na cultura científica nacional começa a ser desvendado

O “lápis” da censura nos séculos XVI e XVII era a tinta ferrogálica. Se estivesse muito concentrada, a tinta utilizada na expurgação de uma obra podia queimar o papel. Se fosse em menor quantidade, as palavras censuradas voltavam a ser legíveis. De qualquer forma, esta vertente da Inquisição afectava a leitura das obras, dando-lhes uma conotação insidiosa de pecado e culpa. A literatura técnica e científica em Portugal não escapou a este controlo, como os livros de Amato Lusitano, médico judeu português que fugiu da Península Ibérica.

“Qualquer expurgação perturba a confiança na leitura de livros de ciência – um acto que passa pelo desejo de querer saber mais”, defende Hervé Baudry, do Centro de História da Cultura da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O efeito que a censura teve no desenvolvimento científico e cultural do país é ainda difícil de contabilizar, diz o historiador francês, orador num workshop sobre as bibliotecas e livros científicos dos séculos XV a XVIII na Biblioteca Nacional, em Lisboa. Mas Hervé Baudry está apenas no início de um projecto de investigação sobre aquilo a que chama de “biblioteca limpa”, ou seja, a expurgação de livros dos séculos XVI e XVII.

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O livro eletrónico em Portugal: a atitude editorial

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Souza, A. J. d. J. d. [eBook] El E-libro en Portugal – Actitud Editorial. Lisboa, ISG, 2015.

Atualmente, vivemos na chamada Era do Conhecimento impulsionada pelo desenvolvimento das tecnologias e, em especial, da internet.

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As pessoas e empresas vivem, assim, num mundo onde a informação é acessível de forma rápida e em qualquer momento, o que veio criar a nível empresarial um mercado mais competitivo.

O mercado editorial tem-se deparado nos últimos anos com rápidas mudanças, em grande parte, devido à proliferação das novas tecnologias da informação e da comunicação e, nomeadamente, graças ao uso da internet, com o consequente desenvolvimento da era digital.

Desta forma, as editoras deparam-se com questões relacionadas com o impacto deste novo suporte na continuidade do livro impresso, a definição do quanto este novo “produto” vale efetivamente e como garantir a proteção aos direitos autor em ambiente ainda inseguro como a Internet.

Assim, verificamos que o desafio das editoras é grande e que importa entender de que formas as mesmas estão a reagir a estes novos cenários que se caraterizam por mutações constantes.

Neste trabalho, temos como objetivo analisar de que formas as editoras portuguesas decidem ou não apostar na edição de livros eletrónicos e em que medida as editoras entendem o digital como ameaça ou oportunidade para o setor.

 

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Fonte.

Como estão a evoluir as bibliotecas na era digital

How public libraries are evolving to meet patrons’ needs in the digital age. Overdrive, sept 2015

How public libraries are evolving
to meet patrons’ needs in the digital age. Overdrive, sept 2015

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Entre os meses de junho e julho de 2015 OverDrive com a American Library Association fez um inquérito a  16,756 utilizadores de bibliotecas. O relatório completo analisa  o efeito que estão a produzir as mudanças produzidas pelos conteúdos digitais no papel que desenvolvem as bibliotecas nas suas comunidades, ajudando a atrair novos leitores, servindo melhor os seus utilizadores e indo para além dos seus espaços físicos.

As bibliotecas públicas sempre tiveram um papel vital nas comunidades que servem. As necessidades em mudança e as necessidades dos utilizadores estão a dar lugar a uma evolução física das bibliotecas, incluindo um aumento nos espaços de trabalho em grupo, disponibilidade de computadores, acesso à internet e ampliação das áreas de encontro para as crianças e adolescentes. Ao mesmo tempo desta transformação física já se está produzindo uma mudança na forma como as bibliotecas oferecem livros aos leitores, com números próximos dos 90 por cento, que agora oferecem conteúdos digitais para complementar as suas coleções impressas.

“…durante o ano de 2015 espera-se chegar aos 175 milhões de empréstimos digitais, frente aos 137 milhões de 2014.”

O relatório revela que o uso de conteúdos digitais está a crescer, pois quase 4,5 milhões de utilizadores acederam a coleções digitais de bibliotecas públicas no segundo trimestre de 2015 – com 700 milhões de páginas de livros vistas – o que representa um crescimento de 18 por cento frente ao ano anterior.

Fonte.

Bibliotecas na encruzilhada

Horrigan, John B. ”Libraries at the Crossroads The public is interested in new services and thinks libraries are important to communities” Pew Research Center, sept 2015

Horrigan, John B. ”Libraries at the Crossroads
The public is interested in new services and thinks libraries are important to communities” Pew Research Center, sept 2015

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Questionário

Bibliotecas na encruzilhada. O público está interessado nos novos serviços que oferecem e pensam que as bibliotecas são importantes para as suas comunidades. Sem dúvida que entre o que manifestam os utilizadores e os dados dos três últimos anos sobre o uso destes serviços existe uma importante contradição, já que se está a assistir a uma considerável diminuição das pessoas que vão à biblioteca com certa frequência.

As bibliotecas americanas encontram-se num momento da sua história em que se veem questionadas por uma série de correntes contraditórias. Os cidadãos acreditam que as bibliotecas são instituições importantes da comunidade e professam o seu interesse pelas bibliotecas que oferecem uma gama de novas possibilidades e serviços. Contudo, mesmo quando o público expressa o seu interesse nestes serviços adicionais da biblioteca, há indícios de que a utilização destes serviços pelos cidadãos  diminuiu nos últimos três anos, ainda que seja demasiado cedo para peceber se isto é ou não uma tendência.

Este novo questionário do Pew Research Center põe em relevo esta complexa situação.

Dois terços dos americanos (65%) dos 16 anos em diante dizem que o encerramento da sua biblioteca pública local teria um grande impacto na sua comunidade. Os americanos mais pobres, os hispanos e os afroamericanos são mais propensos que outros grupos a dizer que o encerramento da biblioteca afetaria seriamente as suas vidas e comunidades.

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Em comparação com os estudos do Centro de Investigaciones Pew dos últimos anos, o estudo atual diz-nos que os utilizadores com mais de 16 anos visitaram uma biblioteca ou o bibliobus em pessoa nos últimos 12 meses, ou um sítio web de uma biblioteca na Internet.

–  46% de todos os americanos de 16 e mais anos de idade dizem que visitaram pelo menos una vez uma biblioteca ou uma biblioteca móvel em pessoa, no ano anterior. Isto é mais ou menos comparável com os 48% que disseram isto em 2013, mas por baixo dos 53% que o fizeram em 2012.

– 22% dos utilizadores de 16 anos ou mais, utilizaram os sítios web da biblioteca no último ano, em comparação com os 30% que disseram isto em 2013 e os 25% em 2012.

– 27% dos que visitaram uma biblioteca pública utilizaram os seus computadores, ligação à Internet ou o sinal Wi-Fi para ligar-se à Internet nos últimos 12 meses. Isto compara-se com os 31% que disseram isto mesmo em 2012.

Uma tendência em outra direção é que o acesso móvel aos recursos da biblioteca adquiriu mais protagonismo. Entre os que utilizaram um sítio web público da biblioteca, 50% acederam a ele nos últimos 12 meses com um dispositivo móvel, como um Tablet, PC ou um telefone inteligente, por cima dos 39% que o fizeram em 2012.

Estes resultados mostram bem como este é um momento de encruzilhada para as bibliotecas.