THE SOCIETY OF THE SELFIE | Social Media and the Crisis of Liberal Democracy

2021

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Este livro explora a forma como a Internet está ligada à crise global da democracia liberal. Hoje, a autopromoção está no centro de muitas relações humanas. A selfie não é apenas um gesto de mídia social que as pessoas adoram odiar. É também um símbolo da realidade social na era da Internet.

Através das mídias sociais, as pessoas têm novas maneiras de se classificar e julgar a si mesmas e umas às outras, por meio de métricas como gostos, partilhamentos, seguidores e amigos. Há novas sedes de autenticidade, saídas para agressão verbal e problemas sociais. A cultura das mídias sociais e o neoliberalismo encaixam-se e amplificam-se, alimentando o estranhamento social.

Com o neoliberalismo, as feridas psicossociais são agitadas e o autoritarismo é provocado. No entanto, esta nova socialidade também inspira resistência e mobilização política. Ilustrando ideias e tendências com exemplos de notícias e cultura popular, o livro descreve e aplica teorias de Debord, Foucault, Fromm, Goffman e Giddens, entre outros.

Os tópicos abordados incluem a história global das tecnologias de comunicação, marca pessoal, efeitos de câmara de eco, alienação e medo de anormalidades. As tecnologias da informação fornecem canais para o engajamento público, onde as ideias extremas chegam mais longe e mais depressa do que nunca, e as diferenças políticas são ampliadas e inflamadas. Elas também oferecem novas oportunidades de protesto e resistência.

Referência: Morelock, J., & Narita, F. (2021). The Society of the Selfie: Social Media and the Crisis of Liberal Democracy. doi: 10.16997/book59

Quem sabe está sempre à frente | Questões que interessam no Dia da Internet Mais Segura 2020

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O Dia da Internet Mais Segura é sempre motivo para a realização de ações de sensibilização sobre os chamados “perigos” da Internet. Este foi também o mote para uma sessão com cerca de 40 alunos da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão, organizada pela biblioteca escolar.

Mas de que riscos se fala, quando o foco do Dia devia ser o de incentivar o uso da Internet de forma crítica  e esclarecida?

Estas questões foram discutidas com os alunos, tendo o orador, Jorge Borges, fomentado a reflexão a partir da plataforma Web do MILD, em torno de três eixos, completamente interligados e indissociáveis, à semelhança do que acontece no mundo:

1. Nunca estamos incógnitos na web.

2. As Redes dão-nos aquilo que nós queremos.

3. Vivemos como nunca na era do som e da imagem.

A partir destes statements, os alunos e professores presentes foram convidados a refletir sobre as duas faces de uma mesma Web e questionados sobre a face que querem conhecer: a informada ou a desinformada?

Jorge Borges deixou, ao longo da sessão, várias provocações, como por exemplo:

“Toda a gente nos quer manipular” ou,

“Pensem por vocês!”

Oiça o podcast.

Artigo publicado primeiro em bibliotubers.com

A sociedade da desinformação: propaganda, «fake news» e a nova geopolítica da informação

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Badillo Matos, Ángel. La sociedad de la desinformación: propaganda, «fake news» y la nueva geopolítica de la información. Madrid: Real Instituto Elcano, 2019

 

La desinformación ha emergido como un asunto de relevancia pública a través de varios escándalos que en el escenario internacional han recuperado el debate en torno a la circulación internacional de información, sus conexiones con los intereses geoestratégicos de ciertos países y los efectos que producen en los ciudadanos. Es un debate recurrente, pero en esta ocasión tiene ingredientes nuevos: la naturaleza de las redes digitales permite utilizarlas no solo para difundir información, sino también para atacar mediante técnicas informáticas servidores de datos (para modificarlos, robarlos o destruirlos); las redes sociales y la personalización de la información que se recibe a través de ellas suponen nuevas formas de ruptura de la esfera pública, y los ciudadanos han incorporado las prácticas de producción y consumo de información digital sin excesivo conocimiento de las lógicas de estos nuevos medios, trasladando las de los medios de comunicación tradicionales. Este texto analiza las transformaciones que han dado lugar al nuevo ecosistema y propone, desde el estudio de las iniciativas europeas sobre desinformación, un modelo de análisis de la situación y el refuerzo de la acción coordinada europea desde España.

 

Arévalo, J. (2019). La sociedad de la desinformación: propaganda, «fake news» y la nueva geopolítica de la informaciónUniverso Abierto. Retrieved 26 June 2019, from https://universoabierto.org/2019/06/26/la-sociedad-de-la-desinformacion-propaganda-fake-news-y-la-nueva-geopolitica-de-la-informacion/

Conteúdo relacionado:

Manual de uso e estilo das redes sociais da biblioteca da Universidade de Zaragoza

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Portugueses: digitais, mas pouco? Observatório EY: Portugal Digital | estudo

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Junho 2019

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O EY Beyond – Portugal Digital Transformation – é uma referência na promoção do debate público sobre o impacto da revolução digital em Portugal.

Ao longo dos últimos anos foram inúmeras as ocasiões em que colaborou com clientes e outros interessados em identificar as ameaças e oportunidades de um mundo cada vez mais interligado. Tal como resultou da conferência de abertura desta terceira edição, o ritmo de inovação e adoção de novas tecnologias digitais propicia um sentimento de desconforto, em que cidadãos, empresas e entidades públicas têm de assumir uma atitude de aprendizagem e adaptação contínua.

O Futuro do Consumidor foi um dos temas em destaque nesta edição. Para conhecer melhor os consumidores e os líderes de opinião portugueses, o Observatório EY analisou a atitude dos consumidores portugueses perante o digital, o impacto dos dispositivos móveis e o grau de satisfação dos portugueses com as experiências digitais. Medimos também o sentimento dos consumidores sobre segurança e privacidade online.

Verificou-se que a maioria dos portugueses já adotou um estilo de vida digital, utiliza intensivamente dispositivos móveis e procura incessantemente conteúdos online, particularmente através das redes sociais, mas também progressivamente por via do comércio eletrónico.

Para muitos, esta nova realidade digital tem muitas consequências positivas, incluindo a facilidade de comunicar e o aumento de produtividade. Em contrapartida, há uma preocupação generalizada com a privacidade e com fenómenos como o cyberbullying, bem como a crescente dependência desta ligação permanente à internet.

Os portugueses são em geral exigentes com as experiências online, sinalizando a importância de estratégias digitais focadas no cliente. Com 73% a usar regularmente dispositivos móveis para a pesquisa de produtos ou serviços, é essencial para as empresas assegurar uma experiência de cliente consistente, que permita um acesso fácil à informação e que seja fácil de utilizar e com um nível de interatividade diferenciador da concorrência.

Auscultou-se também uma amostra de pessoas com responsabilidades em entidades com atividade digital ou que contribuem diretamente para a transformação digital da economia e da sociedade.

Tanto estes líderes de opinião como os consumidores em geral salientam a sua preocupação com a privacidade, com exigência unânime de que as organizações sejam transparentes na forma como recolhem e utilizam informação sobre os seus clientes e utilizadores. Outro ponto comum é a necessidade de controlar comportamentos online nocivos, como o cyberbullying, nomeadamente por via de políticas públicas.

Desde o início que o Beyond foi pensado como plataforma para a partilha de informação e experiências, para sensibilizar os cidadãos, as empresas e as entidades públicas sobre as consequências e as oportunidades da revolução digital em curso. Este estudo sobre o Portugal Digital é mais um contributo da EY para esse debate.

Bruno Padinha
Advisory Services e Digital Leader

Article title: EY – Portugal Digital – Estado da Nação
Website title: Beyondeyportugal.pt
URL: https://beyondeyportugal.pt/portugaldigital/#